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Subir ao podium é o sonho de qualquer atleta. Mas a trajetória até o ponto mais alto da carreira demanda esforço, treinamento, dedicação, renúncias, disciplina, orientação nutricional, reabilitação física e acompanhamento psicológico. Isso mesmo, cada vez mais tem sido destacada a importância do psicólogo do esporte, como foi o caso de alguns medalhistas olímpicos brasileiros, entre eles a judoca Rafaela Silva e o ginasta Diego Hypólito, que ao vencerem em suas modalidades agradeceram seus profissionais.

A psicóloga Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir em Londrina, observa que o meio esportivo, de alto rendimento, no Brasil, vem entendendo que o trabalho desempenhado por este profissional é tão importante quanto qualquer outra preparação que o atleta tenha que ter para atingir seus objetivos. Além disso, reforça que é muito importante esse reconhecimento por parte dos atletas porque possibilita o crescimento dessa área e maior visibilidade do trabalho do psicólogo. “Normalmente o papel de um psicólogo é colocado em discussão quando acontece uma derrota e, mesmo assim, de maneira superficial. Por isso é de extrema importância que esses atletas falem de suas experiências positivas com o apoio dos psicólogos do esporte”.

Ela acredita que muitas vezes a psicologia é preterida num contexto de preparação do atleta por falta de conhecimento sobre o real trabalho do profissional nessa área ou por preconceito, já que em algumas situações o termo utilizado para esse trabalho é apoio “emocional”, que para alguns técnicos qualquer um pode fazer, dando palavras de motivação, por exemplo. “Mas o trabalho desse profissional está pautado no conhecimento científico", garante Priscila.

Ela acrescenta ainda que diferente do atendimento psicológico clínico, o profissional está com seu olhar voltado para o contexto esportivo, ou seja, trabalhando todas as variáveis que estão próximas ao atleta e que podem afetar seu rendimento ou mesmo sua relação com o esporte, sem desprezar seu bem-estar.

Segundo ela, a psicologia no esporte é uma área de pesquisa e aplicações recentes. No Brasil, as primeiras referências a esse trabalho datam da década de 1950. Apesar de muita resistência, ela credita um crescimento na procura por esse tipo de profissional também à inserção da disciplina de Psicologia do Esporte nos cursos de Educação Física e Psicologia e ainda à criação de especializações para aprimoramento na área.

Crédito Foto: Roberto Castro/ Brasil 2016/ Fotos Públicas

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