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A próxima sessão do CinEvoluir, promovido pelo Núcleo Evoluir em Londrina e que tem o objetivo de promover discussões sobre temas atuais pautadas na Análise do Comportamento, acontece no dia 24 com a exibição do filme “As Vantagens de Ser Invisível”.  A obra, dirigida por Stephen Chbosky, é sensível, delicada, divertida e forte e aborda questões difíceis do dia a dia, como a depressão. O filme foi especialmente escolhido para esta edição e vai ser uma oportunidade para se discutir a campanha mundial “Setembro Amarelo”, de prevenção ao suicídio. Ao final da sessão, acontece um bate-papo entre os participantes e os profissionais da clínica.

No filme, Charlie, personagem vivido por Logan Lerman, é um adolescente que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Ele está se recuperando de um processo de depressão e da perda de um amigo que se suicidou. Na escola faz amigos novos, entre eles Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller).

A psiquiatra Érica Ermel, do Evoluir, diz que é importante abordar esse tema das mais diversas formas, como cinema e literatura, para promover a conscientização sobre o assunto. “Ver que o problema também atinge outras pessoas pode confortar, desmistificar e facilitar a busca por ajuda”, observa. Ela ainda ressalta a relevância da campanha Setembro Amarelo e afirma que falar sobre suicídio é de extrema importância pois estima-se que 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos com estratégias adequadas, uma vez que quase todas as pessoas que cometem suicídio dão algum tipo de sinal antes de tirar a própria vida. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que cerca de 1 milhão de pessoas se suicidam todos os anos. No Brasil estima-se que o suicídio seja a causa de 32 mortes por dia, mais que Aids e diversos tipos de câncer.

Érica observa que o tema suicídio ainda é um grande tabu para a maioria das pessoas, por muitos motivos. “A morte em si já é um assunto de difícil abordagem, e quando aliada ao tema saúde mental a questão fica ainda mais delicada. Soma-se a isto a crença de que falar sobre suicídio ou perguntar a alguém sobre ideias suicidas pode fazer com que ela passe a considerar a alternativa, como se estivesse “dando a idéia” para alguém”, relata a psiquiatra.  Mas, destaca ela, sabe-se que é justamente o oposto que ocorre, trazer o assunto à tona e discuti-lo abertamente é de grande ajuda para quem apresenta este tipo de sofrimento.

A psiquiatra ainda pontua que não há algo específico que leva ao suicídio, mas acontece principalmente quando situações estressoras superam as capacidades de um indivíduo que sofre de um transtorno mental de adaptar-se a mudanças.  “Condições como depressão, ansiedade, abuso de substâncias, especialmente quando não diagnosticadas e tratadas, aumentam o risco consideravelmente”, alerta. Segundo Érica, é possível sim ajudar alguém que está enfrentando problemas, observando se houve mudança de comportamento de uma pessoa que está com pensamentos suicidas ou se ela começa a falar sobre sentir-se um fardo para os outros, de não ter razões para viver, de dizer que deseja morrer. “Aumentar o uso de álcool de drogas, se isolar dos amigos e familiares, perder interesse em atividades que davam prazer antes, agressividade, irritabilidade, tristeza também são comportamentos que precisam de atenção”, frisa a psiquiatra.

“Geralmente uma pessoa suicida não deseja a morte, mas o fim do sofrimento em que se encontra. Deve-se reconhecer os sinais de alerta e levá-los a sério, conversando abertamente sobre os sentimentos e pensamentos suicidas com a pessoa em questão”, acrescenta a profissional.

Serviço:
CinEvoluir apresenta “As Vantagens de Ser Invísivel”
Data: 24 de setembro
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Edifício Torre de Pietra (Av. Ayrton Senna, 500)
Inscrições: (43) 3324-4741 e 3037-0470

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O Evoluir – Núcleo de Psicoterapia, Neuropsicologia e Ciência do Comportamento promove mais uma edição do Evoluir Comunidade, com o curso de orientação para pais de crianças e adolescentes: “Veio sem Manual, e agora? Orientação sobre a arte de equilibrar amor e limites na educação dos filhos”. Serão seis encontros, com duração de 1h30, a partir do dia 29 de setembro, ministrados pelas psicólogas Cibely Pacifico e Cláudia Cantero.
 
O objetivo do curso, segundo as psicólogas, é auxiliar os pais no entendimento e evolução comportamental dos filhos, a fim de promover qualidade de vida e saúde emocional para a família. Durante os encontros, serão abordados temas como comportamento de crianças e adolescentes, regras e limites, como lidar com birras, promoção de habilidades parentais, desenvolvimento de autoestima e autoconfiança dos filhos e orientação para elogiar os filhos.
 
Segundo Cibely, a ideia para o curso surgiu da observação das demandas que chegam na clínica. “É muito comum nos depararmos com pais com dificuldades em relação ao comportamento e educação dos filhos. Às vezes, não é necessário um processo terapêutico longo, apenas uma orientação, como essa que vamos promover”, pontua. Cláudia ainda destaca que elas também constataram essa dificuldade dos pais em lidar com os filhos a partir de relatos e observação em escolas. “Muitos problemas de comportamento e até transtornos psiquiátricos podem ser prevenidos a partir de uma relação adequada entre pais e filhos”, ressalta a psicóloga.
 
O curso será realizado com turmas pequenas, no auditório do edifício Torre de Pietra (Av Ayrton Senna, 500). As inscrições estão abertas. Informações pelos telefones: (43) 3324-4741 ou 3037-0470.

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Será hoje o "Evoluir Conhecimento", uma promoção do Núcleo Evoluir voltada a estudantes e profissionais da área de saúde. Às 8h30, a psicóloga Renatha El Rafihi-Ferreira profere a palestra "Sono no decorrer do desenvolvimento: alterações, prevenção e intervenção”. Em seguida, às 13h30, a médica infectologista Ana Flávia Bonini profere a palestra "HIV/AIDS: aspectos clínicos e impacto na saúde mental". Leia mais na reportagem publicada pelo portal

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Subir ao podium é o sonho de qualquer atleta. Mas a trajetória até o ponto mais alto da carreira demanda esforço, treinamento, dedicação, renúncias, disciplina, orientação nutricional, reabilitação física e acompanhamento psicológico. Isso mesmo, cada vez mais tem sido destacada a importância do psicólogo do esporte, como foi o caso de alguns medalhistas olímpicos brasileiros, entre eles a judoca Rafaela Silva e o ginasta Diego Hypólito, que ao vencerem em suas modalidades agradeceram seus profissionais.

A psicóloga Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir em Londrina, observa que o meio esportivo, de alto rendimento, no Brasil, vem entendendo que o trabalho desempenhado por este profissional é tão importante quanto qualquer outra preparação que o atleta tenha que ter para atingir seus objetivos. Além disso, reforça que é muito importante esse reconhecimento por parte dos atletas porque possibilita o crescimento dessa área e maior visibilidade do trabalho do psicólogo. “Normalmente o papel de um psicólogo é colocado em discussão quando acontece uma derrota e, mesmo assim, de maneira superficial. Por isso é de extrema importância que esses atletas falem de suas experiências positivas com o apoio dos psicólogos do esporte”.

Ela acredita que muitas vezes a psicologia é preterida num contexto de preparação do atleta por falta de conhecimento sobre o real trabalho do profissional nessa área ou por preconceito, já que em algumas situações o termo utilizado para esse trabalho é apoio “emocional”, que para alguns técnicos qualquer um pode fazer, dando palavras de motivação, por exemplo. “Mas o trabalho desse profissional está pautado no conhecimento científico", garante Priscila.

Ela acrescenta ainda que diferente do atendimento psicológico clínico, o profissional está com seu olhar voltado para o contexto esportivo, ou seja, trabalhando todas as variáveis que estão próximas ao atleta e que podem afetar seu rendimento ou mesmo sua relação com o esporte, sem desprezar seu bem-estar.

Segundo ela, a psicologia no esporte é uma área de pesquisa e aplicações recentes. No Brasil, as primeiras referências a esse trabalho datam da década de 1950. Apesar de muita resistência, ela credita um crescimento na procura por esse tipo de profissional também à inserção da disciplina de Psicologia do Esporte nos cursos de Educação Física e Psicologia e ainda à criação de especializações para aprimoramento na área.

Crédito Foto: Roberto Castro/ Brasil 2016/ Fotos Públicas

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