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O amarelo ganha destaque este mês com a Campanha Setembro Amarelo alusiva à conscientização e prevenção do suicídio. No Brasil, a campanha foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psquiatria. Mas hoje diversas entidades estão envolvidas em dar cada vez mais visibilidade ao assunto.

Já o dia 10 de setembro – o Dia Mundial Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio - foi criado em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), por ano, mais 800 mil pessoas no mundo cometem suicídio. Dessas, 12 mil são do Brasil. Pesquisas apontam que no Brasil ocorre um suicídio a cada 46 minutos, sendo a 2ª causa de morte entre jovens.

Outro dado relevante divulgado pelo Ministério da Saúde, o perfil da maioria é de homens negros com idades entre 10 e 29 anos.

Nas Américas, em torno de 100 mil pessoas tiram a vida todos os anos. A grande maioria, que corresponde a 36%, são de pessoas com idades entre 25 e 44 anos, e 26% entre 45 e 59 anos. De acordo com a OPAS, 79% dos suicídios que ocorrem no mundo estão em países de baixa e média renda e as principais causas são enforcamento, armas de fogo e ingestão de pesticidas.

A estatística vem ao encontro da realidade dentro dos consultórios de psicologia e psiquiatria que têm notado um aumento dos casos de depressão e ansiedade, situação que foi agravada com a pandemia.

Cerca de 96,8% dos casos de suicídio têm relação com transtornos mentais, sendo a depressão a líder no ranking, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

“Devemos ficar atentos ao comportamento dos familiares e amigos, esse é o primeiro passo, pois grande parte dos suicídios anteveem de sinais de alertas como querer morrer, sentimento de culpa, aprisionamento, agitação, tristeza, entre outros. Diante desses sinais, é importante o quanto antes procurar a ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra. O que não devemos é subestimar os sintomas”, ressalta a equipe de psicólogos do Núcleo Evoluir.

Por muito tempo, falar de suicídio, era um tabu. As pessoas não discutiam o assunto. O avanço nas ações, disseminação de informações e maior acessibilidade a métodos de prevenção passou a acontecer após a criação da Campanha Setembro Amarelo.

“A prevenção e conscientização não devem ocorrer só no mês de setembro, mas durante todo o ano. Quanto mais falarmos do assunto, mais vamos ajudar a evitar novos casos”, alerta o Núcleo Evoluir.

*Curiosidade:
A campanha é marcada pela cor amarela por conta do jovem americano Mike, de 17 anos e seu Ford Mustang amarelo, que ele havia pintado de amarelo.

Em 1994, Mike Emme, que morava com os seus pais em Westminster, cidade no Colorado, nos Estados Unidos, se matou dentro de seu Ford Mustang 1968, que, segundo seus amigos, era seu principal passatempo.
No dia do seu velório, seus pais, Dale Emme e Darlene Emme, decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais. Dale Emme e Darlene Emme iniciaram o programa de prevenção ao suicídio com a “fita amarela” ou “Yellow Ribbon”.

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A busca pela alimentação saudável e perda de peso compreendem mudanças de hábito, orientação de um nutricionista e uma série de fatores que precisa ser analisada de pessoa para pessoa.
Em torno do tema existe um “bombardeio” de informações sem fundamento e radicalismos que colocam em risco a saúde do paciente. Colocar em prática dietas restritivas com pouca variação nutricional à espera de um milagre, é recorrente entre alguns “profissionais” midiáticos.
Elimine o glúten! Troque o pão pela torrada! Coma de três em três horas! Troque a carne pelo ovo! São tantas informações desencontradas que geram, nada mais que confusão e riscos.

A nutricionista do Núcleo Evoluir, Mirian Cavalin, separou alguns mitos e verdades alimentares que vão ajudar você a não cair em armadilhas da moda e ter mais eficácia na rotina alimentar.


1 – Alimentos integrais podem comer à vontade pois não engordam: Mito

Isso é um mito, pois mesmo o que é saudável em quantidades exageradas pode-se levar ao ganho de peso.
Os alimentos integrais são aqueles que não passaram por processo de refinamento conservando assim as cascas e películas protetoras que são ricas em nutrientes e fibras, porém esses alimentos são fontes de carboidratos e calorias e o seu consumo em excesso resultará no acúmulo de gordura no corpo.

2 - Comer de 3 em 3 horas ajuda emagrecer?

Mito
Para uma pessoa emagrecer é preciso que o balanço energético dela seja negativo, ou seja, ela só vai perder peso se o gasto calórico dela for maior do que o consumo de calorias ingeridas. As pesquisas científicas apontam que comer a cada três horas não altera em nada o metabolismo e nem aceleram a queima de gordura.

3-  Eliminar o glúten ajuda perder medidas?

Apenas se a pessoa for intolerante ou se tiver alguma sensibilidade ao glúten, para essas pessoas a proteína pode não ser absorvida pelo organismo, causando um processo inflamatório, que poderá resultar em distensão abdominal e desconforto como gases, acne, dores de cabeça, podendo também levar ao inchaço após o consumo.

4- Comer ovo no lugar da carne é mais saudável?

O consumo em excesso de carne vermelha está relacionado ao aumento de doenças cardiovasculares e deve ser consumida em menor quantidade.
Porém não é preciso trocar o ovo pela carne, pois a monotonia alimentar além de não fazer bem para o organismo incentiva comportamentos exagerados e, por vezes, compulsivos, por isso o ideal é ter uma alimentação mais variada possível com uma maior oferta de ovos, peixes, frango e de vez em quando carne vermelha.
As proteínas presentes tanto na carne quanto nos ovos são consideradas proteínas completas, uma vez que possuem todos os aminoácidos que o organismo necessita, já em termos proteicos é preciso substituir 100g de carne por 4 ovos aproximadamente.

5- Não pode comer mais de 1 ovo por dia, porque aumenta o colesterol?

Mito!
Estudos mostram que o colesterol na dieta não causa impacto significativo nos níveis de gordura circulante no sangue e nem interfere em quase nada nos níveis de colesterol do organismo, muito menos o entupimento das artérias. Isso acontece porque o corpo humano absorve muito pouco dele (cerca de 15%). Portando não há correlação direta entre consumo de ovos e doenças cardiovasculares. Comer ovo diariamente não faz mal à saúde, desde que não seja ovo frito em óleos vegetais refinados, o ideal é consumir cozido, ou apenas untar a panela na hora do preparo.

6 - Fritura pode se for no azeite?

Verdade!
O azeite, pelas suas características únicas e por ser um óleo monoinsaturado rico em antioxidantes naturais, o leva a uma elevada estabilidade oxidativa, foi deste tempos antigos muito utilizado na fritura de alimentos em detrimento de outros óleos e gorduras.
O azeite só perde suas propriedades antioxidantes se você aquecê-lo por longos períodos e em temperaturas superiores a 180ºC. A presença de alguns compostos (vitamina E, compostos fenólicos e fitoesteróis) aliada a altas concentrações de ácido oleico torna o azeite de oliva mais resistente ao aquecimento do que muitos óleos vegetais (canola, girassol, soja, milho),
O azeite extra virgem apresenta maior estabilidade que o azeite devido à presença de maiores concentrações de antioxidantes naturais, os quais são eliminados durante a refinação.

7 - Trocar pão por tapioca é mais saudável?

Mito – A tapioca tem menos fibra e proteína que o pão.
Porém se o indivíduo tiver problemas de digestão quanto ao trigo, intolerância ou sensibilidade ao glúten/gliadina é preciso fazer a substituição.
O interessante é que tenhamos uma alimentação rica e variada, não é preciso trocar um pelo outro, os dois tem seus prós e contras. O interessante é sempre revezar.  Pelo fato da tapioca não possuir muitos nutrientes é necessário incluir fibras e proteínas nos recheios para que o alimento fique mais nutritivo.
No caso dos pães preferir os de fermentação natural, por ser de mais fácil digestão.

8- Comer a noite engorda?

 Mito
A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso e sim as calorias extras consumidas em um determinado período.
O que faz uma pessoa engordar é o balanço energético - Em teoria, se o balanço energético é positivo, ou seja, a pessoa consome mais calorias do que gasta ao longo de um determinado período, isso vai levar ao ganho de peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite.

9. Queijo Branco é mais saudável que os demais?

MITO!
Os queijos curados são mais funcionais, por causa do processo de maturação.
Durante esta etapa de maturação se permite que milhões de microrganismos e enzimas atuem, quebrando as moléculas de proteínas, carboidratos e gorduras sendo um queijo de mais fácil digestão.
Quanto mais maturado o queijo, mais rico em proteína, porém, ele tem também alto teor de gordura como os demais queijos.

10 – 1 copo de suco de laranja é igual a um copo de refrigerante em questões de calorias?

Em questões de calorias de fato, o suco de laranja possui tanto açúcar e calorias quanto um refrigerante açucarado, pois ao processar a laranja, a fibra está sendo descartada. Porém sempre devemos levar em consideração que o suco natural agrega nutrientes importantes para o organismo, já o refrigerante oferece aditivos e substâncias químicas para o nosso corpo como ácidos, corante caramelo 4, conservantes, fosfatos (excesso de fosfato causa osteoporose, problemas renais e cardíacos), reduz a absorção de nutrientes e atrapalha a digestão. Se o intuito é cortar o excesso de calorias, prefira água com gás.

11 - Comer frango é mais saudável do que carne vermelha?

Geralmente as carnes brancas, são melhores para a saúde do que as carnes vermelhas porque, em geral, possuem menos gordura, são mais fáceis de ser digeridas e possuem um pH mais alcalino. Isso não quer dizer que a carne vermelha não é saudável e sim que é necessário consumirmos com moderação.

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A Internet tem permitido chegar cada vez mais longe, sem falar nas facilidades que traz para o dia o dia. Uma série de aplicativos e redes sociais que estreitam cada vez mais a comunicação não só entre amigos e familiares, mas de empresas.

O volume de informações é incontrolável, e exige atenção para não consumir e repassar “Fake News”. Como também ao alto número de publicações que ostentam padrões fora da realidade de uma grande maioria da população. O “ter” parece valer mais que o “ser”. Sem falar nos riscos que alta exposição pode trazer, principalmente quando não é feita sob orientações de profissionais da área de digital, marketing e publicidade.

O que as redes sociais não mostram são os problemas relacionados a saúde mental dos seus usuários, seja para aquele que faz publicações como para o que só ver o conteúdo publicado. Estamos diante de diversas pessoas que precisam toda hora no decorrer do dia conectar as redes para ver o que está acontecendo, podemos dizer o “viciado”, o qual a pessoa não consegue ficar sem as redes sociais por intervalos longos.  O que pode gerar transtornos como o de ansiedade e dependência.

Outro perfil preocupante é dos digitais influencers, que lutam diariamente para conquistar milhares de seguidores, o que pode ocasionar um estresse e uma série de patologias psíquica e fisiológicas.

De acordo com um estudo realizado pela Mind Miners em parceria com a FAAP, 31% das pessoas entrevistadas durante a pesquisa já foram diagnosticados com ansiedade, enquanto 18% com depressão. A questão é preocupante, e atinge não apenas adultos, mas crianças, adolescentes e idosos.

“Há uma necessidade de controle em todas as faixas etárias, e perceber para onde você está caminhando, o que não é fácil. Geralmente, quem nota o problema é um familiar ou amigo, dificilmente a própria pessoa consegue observar o que está fazendo”, ressalta o psicólogo (nome do psicólogo a definir).

O vício em redes sociais é caracterizado pelo uso exagerado do computador e/ou dispositivos móveis. É identificado pela intensa necessidade de checar sites e aplicativos a todo momento, além de postar fotos, vídeos e outras publicações com o intuito de ganhar curtidas e comentários.

Segundo uma pesquisa realizada pela University College London (UCL), sobre “selfiemaníacos”,constatou que a taxa elevada de depressão entre as adolescentes se dá por conta do assédio online, sono precário e baixa autoestima.

Tudo isso sem falar no Cyberbullying, que traz consequências avassaladoras e precisa ser encarado com muita seriedade. Ainda segundo o estudo da UCL, 40% das meninas e 25% dos meninos que participaram da pesquisa tiveram experiências de agressão na internet.

Dê olho em todos os problemas que o vício em redes sociais pode provocar o Núcleo Evoluir preparou uma lista com tópicos que ajudarão você a notar se as redes sociais estão afetando o seu emocional, e assim procurar ajuda profissional e tratamento:

- A todo instante visualiza as notificações
- Prefere conversar com as pessoas pelas redes sociais do que de forma presencial
- Não tem noção de tempo.
- Muda as atividades diárias para ficar mais tempo conectado
- Fica angustiado quando fica desconectado

Se alguma das alternativas acima faz parte da sua vida, então o sinal de alerta está aceso e você deve procurar ajuda. Afinal, o uso excessivo das redes sociais pode ser indícios de um vício comportamental.

Porém, ressaltamos que ao se identificar com um dos pontos mencionados aqui não significa, necessariamente, uma dependência digital. Primeiro precisar ser avaliado por um profissional para depois confirmar o diagnóstico.

Fique atento, e procure fazer detox digital no mínimo uma vez por semana, sinta a leveza e a diferença que essa pequena atitude pode fazer na sua vida.

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 Com a pandemia, nos afastamos do nosso círculo social, deixamos de ver as mesmas pessoas todos os dias, a rotina se modificou, e o que era comum de vivenciarmos toda semana, foi se perdendo aos poucos.

Da mesma forma, laços foram sendo desfeitos, pessoas que achávamos que levaríamos para toda vida se tornaram distantes, a intimidade em alguns casos foram se perdendo.  Situações assim se tornaram cada vez mais comuns durante o período de isolamento.

Chegamos a um ponto onde nos encontrávamos perdidos, perdeu-se o contato olho no olho com frequência, e isso nos fez questionar quem realmente eram nossos amigos, e quem eram nossos colegas.

Afinal, quem nunca passou por aquela situação chata onde você considera a pessoa muito mais do que ela considera você. Doí, né?

As amizades começaram a ir embora, e de início isso é um baque, mas faz parte. Pessoas entram e saem de nossas vidas, e precisamos saber quais devemos manter, e quais devemos deixar ir.

A Pandemia conseguiu retratar o lado do isolamento, como também uma nova forma de construir relacionamentos e mantê-los de forma virtual. A internet que antes era sinônimo de distanciamento entre as pessoas, aproximou quem estava longe através das telas. Claro, que a afetividade e o abraço ainda fazem falta. 

E quando se trata de amizade, não podemos descartar que existem obstáculos, e saber lidar, estender as mãos na hora certa, ouvir e respeitar as diferenças são partes do processo. 

Ao mesmo tempo é necessário observar se a amizade é verdadeira e não tóxica. Quem realmente queremos perto de nós.  Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harward sobre como a amizade influencia na saúde mostrou que amigos são o principal indicador de bem-estar.

Então, que tal começar a construir relações fortes de amizades?

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A expectativa de vida do idoso aumentou. Além disso, o perfil do avô de hoje já não é o mesmo de antes. Hoje é perfeitamente possível ter uma rotina ativa aos 60 e praticar atividade física ao invés de se limitar ao papel da avó que faz a blusa de lã ou o avô que solta pipa com os netos.

Muitos não se imaginam parados ao conquistarem a aposentadoria do trabalho, planejam reduzir o ritmo intenso profissional, mas jamais parar. Segundo um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), quase um quinto da população brasileira é composta por pessoas com 60 anos ou mais.

O cenário para quem está na faixa de idade mais elevada era bom e estava melhorando comparado a décadas passadas, mas ninguém contava com uma pandemia no meio do caminho.

Com o avanço da idade, é natural algumas perdas como, por exemplo, as de caráter cognitivo, que exigem maior atenção por parte da família ou das pessoas que moram com esse idoso.

“Observar o comportamento deste idoso, dialogar e manter a inclusão na rotina social é importante na manutenção da saúde como um todo, mas principalmente nas questões que envolvem a saúde mental”, ressalta o grupo de psicólogos do Núcleo Evoluir.

Ainda estamos vivendo uma pandemia, por mais que grande parte dos idosos esteja vacinada, dificilmente o mundo será como era antes. As perdas foram grandes, houve o aumento no número de casos de transtornos de ansiedade e depressão.

“Sabemos que, independentemente da idade, a saúde mental de milhares de pessoas está abalada e isso não pode passar desapercebido. Quanto mais cedo buscar ajuda, como também oferecer ajuda, melhor”, destaca o Núcleo Evoluir.

Diante do atual cenário, onde a economia encontra-se fragilizada, milhões de desempregados, os problemas parecem ganhar mais força. E no momento que uma população está envelhecendo e precisa ter acesso a melhores condições para se adaptar aos desafios da terceira idade para viver com maior tranquilidade, estudos mostram que 75% dos deles contribuem com, pelo menos, metade da renda familiar. Para acentuar ainda mais um cenário que já é preocupante, apenas 32% têm plano de saúde e 58% apresentam comorbidades; além de 2,5% que testaram positivo para a covid-19.

Por mais que esses idosos não parecem quase nada com os vovôs da década de 1970, os sentimentos e suas necessidades existem como antes. Seja para aquela senhora extrovertida, para o senhor pacato, o baile da vida não pode parar, e deve ter espaço para todos os ritmos.

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Grande parte das pessoas que chegam aos consultórios de psicologia vivem (ou viveram) relacionamentos abusivos. É com tristeza que acompanhamos histórias – não apenas na clínica, mas de amigos, familiares e conhecidos – em que percebemos claramente relações de submissão, exploração e controle, que se mantém por anos entre casais que vão se “ajustando” a essa realidade que traz tantos malefícios ao bem-estar emocional dos envolvidos. Mais preocupante ainda é observarmos que esse tipo de relação, no pior dos desfechos, acaba culminando em crimes contra a vida das pessoas, em sua grande maioria mulheres.

Por que esse fenômeno tem ocorrido? O que podemos fazer para evitá-lo?

Sabemos que são inúmeras as variáveis que interferem no processo pelo qual os relacionamentos amorosos se desenvolvem. Lidamos com influências culturais, históricas, familiares, sociais e pessoais. E nesse conjunto todo, conseguir destacar variáveis que se relacionam de forma mais intensa na construção de relacionamentos amorosos saudáveis significa uma grande conquista.

Como todo relacionamento interpessoal, os relacionamentos amorosos também exigem de nós algumas habilidades para a condução saudável desse processo que vai se refinando com o passar do tempo. A direção que ele toma somos nós que estabelecemos. Habilidades como a assertividade, a empatia e o respeito pelos direitos da outra pessoa são essenciais. No entanto, um grande balizador das nossas interações amorosas, que não pode ser negligenciado, é o nosso sentimento de autoestima. Ele é nosso escudo, nosso protetor contra os possíveis abusos e desmandos do outro.

O sentimento de autoestima é o sentimento de amor e valor que nutrimos por nós mesmos.

Ele começa a se desenvolver a partir das nossas primeiras interações sociais, só sendo possível através do contato com outras pessoas. Desde quando nascemos, ao experimentar o sentimento de amor dos nossos pais por nós, começamos a perceber o nosso próprio valor. A palavra-chave aqui é amor incondicional. A criança precisa ser amada incondicionalmente pelas pessoas que estão próximas a ela. Independente dos comportamentos que apresenta, dos acertos ou erros, de ser mais calma ou agitada, bonita ou feia (se é que existe criança feia...), o importante é sentir-se amada verdadeiramente, é ter segurança desse amor. As primeiras relações com os pais são muito significativas nesse processo, mas a partir do momento que o círculo de interações sociais da criança vai se ampliando, ela passa a ter a oportunidade de sentir esse tipo de amor de outras pessoas que também sejam significativas para ela. Sentindo-se amada pelo outro, aprende a amar a si mesma.

A partir do momento que você reconhece o seu valor, fica muito mais fácil identificar comportamentos de ‘desvalor’ vindo do outro. Quando você tem convicção de que merece ser tratadocom respeito, carinho e amor, quando sabe que só vale a pena dividir a sua vida com alguém que te valorize e que sinta orgulho de tê-lo ao seu lado, torna-se bastante improvável sua permanência em um relacionamento meia-boca, abusivo, controlador ou algo desse tipo.

Nesses casos, a condição de estar sozinho não se configura como um problema, pois existe a certeza de que logo encontrará alguém que saiba lhe dar o valor (e o amor) de que é merecedor.

Autora do texto: 
Psicóloga Ms. Renata Moreira - CRP 08/07087 - Analista do comportamento, relacionamentos amorosos e autoestima.

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O relacionamento conjugal é uma das bases que sustenta a família. Daí a importância de desenvolver habilidades que favoreçam interações afetivas/amorosas equilibradas e saudáveis.

O modelo de interação afetiva estabelecido entre os pais é uma variável de peso na formação emocional dos filhos. Serve como referência a ser seguida, orientando a compreensão de mundo da criança no que se refere ao estabelecimento das interações sociais e amorosas.

Se a interação conjugal é composta de comportamentos que demonstram respeito, parceria, cuidado, amor, segurança, confiança, empatia etc., o clima familiar tende a ser mais agradável, tranquilo e seguro, contribuindo para o bem-estar emocional da criança. Ao contrário, em relacionamentos conjugais onde reinam a desconfiança, a agressão, a insegurança, a dominação e a indiferença, por exemplo, instaura-se um clima “pesado”, estressante, repleto de incertezas e conflitos que se constituem terreno fértil para o desenvolvimento de dificuldades emocionais nos filhos.

Somos o resultado das interações que estabelecemos com o mundo. Nossa identidade, nosso autoconceito, nosso olhar sobre os acontecimentos da vida são construídos através das experiências que vivemos junto aos grupos sociais dos quais fazemos parte. O primeiro e mais importante deles é nossa família. É esse espaço que nos apresenta o mundo e que nos proporciona as primeiras lições de como devemos proceder ao longo de nossa existência.

O sucesso na vida adulta depende do desenvolvimento de uma série de habilidades que nos tornam mais ‘eficientes’ perante os desafios que encontramos pelo caminho. Um contexto familiar bem estruturado, onde a criança sinta-se segura e receba apoio e incentivo, será capaz de oferecer a ela condições apropriadas para o desenvolvimento de habilidades importantes como, por exemplo, a autonomia, o autocontrole, a resolução de conflitos, a assertividade nas relações interpessoais, a responsabilidade e a tomada de decisão.

Quando se vive uma relação conjugal conflituosa, abusiva ou desequilibrada, os parceiros podem tornar-se menos responsivos às necessidades dos filhos, uma vez que, envolvidos em discussões, preocupações e dores emocionais, dispensam grande parte de suas energias para a resolução desses problemas.

Sendo assim, a construção de uma relação amorosa equilibrada é primordial para a saúde emocional das famílias, e ela só será possível a partir do momento em que investirmos no desenvolvimento de um repertório adequado e eficiente para esse tipo de relação. Precisamos aprender a lidar melhor com nossos sentimentos, a fazer escolhas mais adequadas, a planejar o futuro amoroso, a resolver conflitos e a interagir de maneira mais assertiva (entre outras habilidades) se quisermos aumentar nossas chances de sucesso na construção de relacionamentos saudáveis.

Autora do texto: 
Psicóloga Ms.
Renata Moreira - CRP 08/07087 - Analista do comportamento, relacionamentos amorosos e autoestima.

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Para o bem e para o mal, a maternidade não é um comercial de margarina. Além de todo o esforço que é preciso para exercer tal função, a mulher se depara com fatores externos como o sentimento de culpa por achar que está errando com os filhos.

Mas não é só isso, existe ainda a pressão social que vem travestida de um julgamento “despretensioso” ou através de um “conselho amigo”. E normalmente a pressão vem daqueles cujas mães mais confiam: marido, irmãos, mãe e até das amigas.

Mas pasmem: não existe um manual funcional, de verdade, de como ser mãe. Sabe porquê? Porque cada mulher é de um jeito, traz consigo experiências pessoais e sentimentos que são só seus e o mesmo vale para os filhos.

Por isso, errar faz parte do processo de aprendizagem na relação entre mãe e filho, e ter essa compreensão pode te ajudar a lidar melhor com a pressão social.

Ser mãe é, dentre muitas coisas positivas, errar todos os dias também!

Pensando nisso, o Núcleo Evoluir listou algumas cobranças que toda mãe recebe para que possamos refletir e repensar a pressão social exercida sobre as mulheres a respeito de questões e decisões que só dizem respeito a elas:

- Aparência e Peso, em especial após a gestação;
- Segundo filho para fazer companhia para o outro;
- Descuido com os filhos;
- Queda de desempenho no trabalho após a gestação;
- Impaciência com filhos e marido;
- Forma correta de criar um filho;
- E inúmeras outras.

 

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Pelo menos 17 mil ocorrências foram registradas de abuso sexual contra crianças e adolescentes no ano de 2019. Os dados de 2020 devem ser divulgados pelo Governo Federal em 18 de maio, no Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A expectativa para os novos dados não é animadora já que, com a pandemia e mais tempo da presença da criança com o adulto em casa, essas ocorrências tendem a aumentar. Um relatório feito pela ONG World Vision ano passado, ainda no início da pandemia, apontou que o número de vítimas menores de idade poderia crescer 32% nesse período, atingindo 85 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo.

Isso porque, infelizmente, a maior parte dos casos de abuso sexual contra as vítimas dessa faixa de idade é praticado justamente por quem elas mais confiam e possuem proximidade, normalmente um familiar ou um amigo próximo da família.

Mas a estatística da violência contra o menor de idade não se resume ao abuso sexual, ela se estende para outras agressões também.

De tempos em tempos surge nos noticiários algum caso trágico cuja vítima fatal é uma criança. E o que choca nesses casos são os requintes de crueldade dos crimes praticados e o fato deles serem cometidos ou acobertados pelos próprios pais e padrastos.

Entre os casos mais emblemáticos que se têm notícia na história recente estão os da menina Isabella Nardoni, em 2008, o do garoto Bernardo Boldrini, em 2014, e agora do menino Henry Borel, de apenas quatro anos, em 2021.

Mas o crime ocorre não somente quando a criança é morta por seus responsáveis. As agressões físicas e psicológicas também são atos criminosos e que precisam ser denunciados.

Por isso, é sempre muito importante estarmos atentos aos sinais que a criança pode apresentar, sejam marcas de machucados pelo corpo ou comportamentos de aversão contra alguém.

Dar importância ao que a criança tem a dizer através de palavras ou por meio da linguagem corporal é fundamental para a proteção desse menor. Ao se deparar com situações desse tipo, disque 100 e denuncie.

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Muita gente ainda descumpre as instruções das autoridades de saúde e dispensa o uso de máscara, frequenta festas e locais onde há aglomeração, se expõe deliberadamente ao risco de contaminação pelo vírus da Covid 19 e até recusa a vacina disponível. O que leva essas pessoas a negar a realidade dessa forma?

Não é falta de saber o que está acontecendo, certamente. Todos os dias, há médicos e cientistas nos veículos de imprensa e nas redes sociais divulgando informação qualificada sobre a gravidade do momento. Além do mais, a pandemia ganhou tamanha magnitude que são poucos aqueles que não perderam um familiar ou alguém próximo em razão do novo coronavírus.

Segundo o psicólogo do Núcleo Evoluir, André Luiz, muitas pessoas negam a realidade  como um mecanismo de defesa, e essa é uma reação bastante  comum diante de situações complexas e dolorosas.

“Na falta de estrutura emocional, a atitude de se desconectar da realidade funciona como um escudo de proteção, uma barreira que esconde um indivíduo assustado, com medo, carregado de ansiedade e incapaz de assumir responsabilidades em situações graves”, explica o psicólogo. 

Ocorre que, aos olhos da sociedade, a negação da realidade é percebida como desprezo ao outro, uma postura egoísta e voltada apenas a si próprio.

E é preciso considerar que, de fato, os reflexos da pandemia têm sido devastadores na vida familiar, social, econômica e até psicológica das pessoas. Um rastro que dificilmente se apagará da nossa memória.

A boa notícia é que é possível lidar com essas pressões de forma mais equilibrada. “Não temos que procurar culpados, mas entender essa dinâmica de alienação e buscar alternativas para enfrentar esta situação com empatia e serenidade”, ressalta o psicólogo.

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