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 Com a pandemia, nos afastamos do nosso círculo social, deixamos de ver as mesmas pessoas todos os dias, a rotina se modificou, e o que era comum de vivenciarmos toda semana, foi se perdendo aos poucos.

Da mesma forma, laços foram sendo desfeitos, pessoas que achávamos que levaríamos para toda vida se tornaram distantes, a intimidade em alguns casos foram se perdendo.  Situações assim se tornaram cada vez mais comuns durante o período de isolamento.

Chegamos a um ponto onde nos encontrávamos perdidos, perdeu-se o contato olho no olho com frequência, e isso nos fez questionar quem realmente eram nossos amigos, e quem eram nossos colegas.

Afinal, quem nunca passou por aquela situação chata onde você considera a pessoa muito mais do que ela considera você. Doí, né?

As amizades começaram a ir embora, e de início isso é um baque, mas faz parte. Pessoas entram e saem de nossas vidas, e precisamos saber quais devemos manter, e quais devemos deixar ir.

A Pandemia conseguiu retratar o lado do isolamento, como também uma nova forma de construir relacionamentos e mantê-los de forma virtual. A internet que antes era sinônimo de distanciamento entre as pessoas, aproximou quem estava longe através das telas. Claro, que a afetividade e o abraço ainda fazem falta. 

E quando se trata de amizade, não podemos descartar que existem obstáculos, e saber lidar, estender as mãos na hora certa, ouvir e respeitar as diferenças são partes do processo. 

Ao mesmo tempo é necessário observar se a amizade é verdadeira e não tóxica. Quem realmente queremos perto de nós.  Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harward sobre como a amizade influencia na saúde mostrou que amigos são o principal indicador de bem-estar.

Então, que tal começar a construir relações fortes de amizades?

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A expectativa de vida do idoso aumentou. Além disso, o perfil do avô de hoje já não é o mesmo de antes. Hoje é perfeitamente possível ter uma rotina ativa aos 60 e praticar atividade física ao invés de se limitar ao papel da avó que faz a blusa de lã ou o avô que solta pipa com os netos.

Muitos não se imaginam parados ao conquistarem a aposentadoria do trabalho, planejam reduzir o ritmo intenso profissional, mas jamais parar. Segundo um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), quase um quinto da população brasileira é composta por pessoas com 60 anos ou mais.

O cenário para quem está na faixa de idade mais elevada era bom e estava melhorando comparado a décadas passadas, mas ninguém contava com uma pandemia no meio do caminho.

Com o avanço da idade, é natural algumas perdas como, por exemplo, as de caráter cognitivo, que exigem maior atenção por parte da família ou das pessoas que moram com esse idoso.

“Observar o comportamento deste idoso, dialogar e manter a inclusão na rotina social é importante na manutenção da saúde como um todo, mas principalmente nas questões que envolvem a saúde mental”, ressalta o grupo de psicólogos do Núcleo Evoluir.

Ainda estamos vivendo uma pandemia, por mais que grande parte dos idosos esteja vacinada, dificilmente o mundo será como era antes. As perdas foram grandes, houve o aumento no número de casos de transtornos de ansiedade e depressão.

“Sabemos que, independentemente da idade, a saúde mental de milhares de pessoas está abalada e isso não pode passar desapercebido. Quanto mais cedo buscar ajuda, como também oferecer ajuda, melhor”, destaca o Núcleo Evoluir.

Diante do atual cenário, onde a economia encontra-se fragilizada, milhões de desempregados, os problemas parecem ganhar mais força. E no momento que uma população está envelhecendo e precisa ter acesso a melhores condições para se adaptar aos desafios da terceira idade para viver com maior tranquilidade, estudos mostram que 75% dos deles contribuem com, pelo menos, metade da renda familiar. Para acentuar ainda mais um cenário que já é preocupante, apenas 32% têm plano de saúde e 58% apresentam comorbidades; além de 2,5% que testaram positivo para a covid-19.

Por mais que esses idosos não parecem quase nada com os vovôs da década de 1970, os sentimentos e suas necessidades existem como antes. Seja para aquela senhora extrovertida, para o senhor pacato, o baile da vida não pode parar, e deve ter espaço para todos os ritmos.

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Grande parte das pessoas que chegam aos consultórios de psicologia vivem (ou viveram) relacionamentos abusivos. É com tristeza que acompanhamos histórias – não apenas na clínica, mas de amigos, familiares e conhecidos – em que percebemos claramente relações de submissão, exploração e controle, que se mantém por anos entre casais que vão se “ajustando” a essa realidade que traz tantos malefícios ao bem-estar emocional dos envolvidos. Mais preocupante ainda é observarmos que esse tipo de relação, no pior dos desfechos, acaba culminando em crimes contra a vida das pessoas, em sua grande maioria mulheres.

Por que esse fenômeno tem ocorrido? O que podemos fazer para evitá-lo?

Sabemos que são inúmeras as variáveis que interferem no processo pelo qual os relacionamentos amorosos se desenvolvem. Lidamos com influências culturais, históricas, familiares, sociais e pessoais. E nesse conjunto todo, conseguir destacar variáveis que se relacionam de forma mais intensa na construção de relacionamentos amorosos saudáveis significa uma grande conquista.

Como todo relacionamento interpessoal, os relacionamentos amorosos também exigem de nós algumas habilidades para a condução saudável desse processo que vai se refinando com o passar do tempo. A direção que ele toma somos nós que estabelecemos. Habilidades como a assertividade, a empatia e o respeito pelos direitos da outra pessoa são essenciais. No entanto, um grande balizador das nossas interações amorosas, que não pode ser negligenciado, é o nosso sentimento de autoestima. Ele é nosso escudo, nosso protetor contra os possíveis abusos e desmandos do outro.

O sentimento de autoestima é o sentimento de amor e valor que nutrimos por nós mesmos.

Ele começa a se desenvolver a partir das nossas primeiras interações sociais, só sendo possível através do contato com outras pessoas. Desde quando nascemos, ao experimentar o sentimento de amor dos nossos pais por nós, começamos a perceber o nosso próprio valor. A palavra-chave aqui é amor incondicional. A criança precisa ser amada incondicionalmente pelas pessoas que estão próximas a ela. Independente dos comportamentos que apresenta, dos acertos ou erros, de ser mais calma ou agitada, bonita ou feia (se é que existe criança feia...), o importante é sentir-se amada verdadeiramente, é ter segurança desse amor. As primeiras relações com os pais são muito significativas nesse processo, mas a partir do momento que o círculo de interações sociais da criança vai se ampliando, ela passa a ter a oportunidade de sentir esse tipo de amor de outras pessoas que também sejam significativas para ela. Sentindo-se amada pelo outro, aprende a amar a si mesma.

A partir do momento que você reconhece o seu valor, fica muito mais fácil identificar comportamentos de ‘desvalor’ vindo do outro. Quando você tem convicção de que merece ser tratadocom respeito, carinho e amor, quando sabe que só vale a pena dividir a sua vida com alguém que te valorize e que sinta orgulho de tê-lo ao seu lado, torna-se bastante improvável sua permanência em um relacionamento meia-boca, abusivo, controlador ou algo desse tipo.

Nesses casos, a condição de estar sozinho não se configura como um problema, pois existe a certeza de que logo encontrará alguém que saiba lhe dar o valor (e o amor) de que é merecedor.

Autora do texto: 
Psicóloga Ms. Renata Moreira - CRP 08/07087 - Analista do comportamento, relacionamentos amorosos e autoestima.

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O relacionamento conjugal é uma das bases que sustenta a família. Daí a importância de desenvolver habilidades que favoreçam interações afetivas/amorosas equilibradas e saudáveis.

O modelo de interação afetiva estabelecido entre os pais é uma variável de peso na formação emocional dos filhos. Serve como referência a ser seguida, orientando a compreensão de mundo da criança no que se refere ao estabelecimento das interações sociais e amorosas.

Se a interação conjugal é composta de comportamentos que demonstram respeito, parceria, cuidado, amor, segurança, confiança, empatia etc., o clima familiar tende a ser mais agradável, tranquilo e seguro, contribuindo para o bem-estar emocional da criança. Ao contrário, em relacionamentos conjugais onde reinam a desconfiança, a agressão, a insegurança, a dominação e a indiferença, por exemplo, instaura-se um clima “pesado”, estressante, repleto de incertezas e conflitos que se constituem terreno fértil para o desenvolvimento de dificuldades emocionais nos filhos.

Somos o resultado das interações que estabelecemos com o mundo. Nossa identidade, nosso autoconceito, nosso olhar sobre os acontecimentos da vida são construídos através das experiências que vivemos junto aos grupos sociais dos quais fazemos parte. O primeiro e mais importante deles é nossa família. É esse espaço que nos apresenta o mundo e que nos proporciona as primeiras lições de como devemos proceder ao longo de nossa existência.

O sucesso na vida adulta depende do desenvolvimento de uma série de habilidades que nos tornam mais ‘eficientes’ perante os desafios que encontramos pelo caminho. Um contexto familiar bem estruturado, onde a criança sinta-se segura e receba apoio e incentivo, será capaz de oferecer a ela condições apropriadas para o desenvolvimento de habilidades importantes como, por exemplo, a autonomia, o autocontrole, a resolução de conflitos, a assertividade nas relações interpessoais, a responsabilidade e a tomada de decisão.

Quando se vive uma relação conjugal conflituosa, abusiva ou desequilibrada, os parceiros podem tornar-se menos responsivos às necessidades dos filhos, uma vez que, envolvidos em discussões, preocupações e dores emocionais, dispensam grande parte de suas energias para a resolução desses problemas.

Sendo assim, a construção de uma relação amorosa equilibrada é primordial para a saúde emocional das famílias, e ela só será possível a partir do momento em que investirmos no desenvolvimento de um repertório adequado e eficiente para esse tipo de relação. Precisamos aprender a lidar melhor com nossos sentimentos, a fazer escolhas mais adequadas, a planejar o futuro amoroso, a resolver conflitos e a interagir de maneira mais assertiva (entre outras habilidades) se quisermos aumentar nossas chances de sucesso na construção de relacionamentos saudáveis.

Autora do texto: 
Psicóloga Ms.
Renata Moreira - CRP 08/07087 - Analista do comportamento, relacionamentos amorosos e autoestima.

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Para o bem e para o mal, a maternidade não é um comercial de margarina. Além de todo o esforço que é preciso para exercer tal função, a mulher se depara com fatores externos como o sentimento de culpa por achar que está errando com os filhos.

Mas não é só isso, existe ainda a pressão social que vem travestida de um julgamento “despretensioso” ou através de um “conselho amigo”. E normalmente a pressão vem daqueles cujas mães mais confiam: marido, irmãos, mãe e até das amigas.

Mas pasmem: não existe um manual funcional, de verdade, de como ser mãe. Sabe porquê? Porque cada mulher é de um jeito, traz consigo experiências pessoais e sentimentos que são só seus e o mesmo vale para os filhos.

Por isso, errar faz parte do processo de aprendizagem na relação entre mãe e filho, e ter essa compreensão pode te ajudar a lidar melhor com a pressão social.

Ser mãe é, dentre muitas coisas positivas, errar todos os dias também!

Pensando nisso, o Núcleo Evoluir listou algumas cobranças que toda mãe recebe para que possamos refletir e repensar a pressão social exercida sobre as mulheres a respeito de questões e decisões que só dizem respeito a elas:

- Aparência e Peso, em especial após a gestação;
- Segundo filho para fazer companhia para o outro;
- Descuido com os filhos;
- Queda de desempenho no trabalho após a gestação;
- Impaciência com filhos e marido;
- Forma correta de criar um filho;
- E inúmeras outras.

 

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Pelo menos 17 mil ocorrências foram registradas de abuso sexual contra crianças e adolescentes no ano de 2019. Os dados de 2020 devem ser divulgados pelo Governo Federal em 18 de maio, no Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A expectativa para os novos dados não é animadora já que, com a pandemia e mais tempo da presença da criança com o adulto em casa, essas ocorrências tendem a aumentar. Um relatório feito pela ONG World Vision ano passado, ainda no início da pandemia, apontou que o número de vítimas menores de idade poderia crescer 32% nesse período, atingindo 85 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo.

Isso porque, infelizmente, a maior parte dos casos de abuso sexual contra as vítimas dessa faixa de idade é praticado justamente por quem elas mais confiam e possuem proximidade, normalmente um familiar ou um amigo próximo da família.

Mas a estatística da violência contra o menor de idade não se resume ao abuso sexual, ela se estende para outras agressões também.

De tempos em tempos surge nos noticiários algum caso trágico cuja vítima fatal é uma criança. E o que choca nesses casos são os requintes de crueldade dos crimes praticados e o fato deles serem cometidos ou acobertados pelos próprios pais e padrastos.

Entre os casos mais emblemáticos que se têm notícia na história recente estão os da menina Isabella Nardoni, em 2008, o do garoto Bernardo Boldrini, em 2014, e agora do menino Henry Borel, de apenas quatro anos, em 2021.

Mas o crime ocorre não somente quando a criança é morta por seus responsáveis. As agressões físicas e psicológicas também são atos criminosos e que precisam ser denunciados.

Por isso, é sempre muito importante estarmos atentos aos sinais que a criança pode apresentar, sejam marcas de machucados pelo corpo ou comportamentos de aversão contra alguém.

Dar importância ao que a criança tem a dizer através de palavras ou por meio da linguagem corporal é fundamental para a proteção desse menor. Ao se deparar com situações desse tipo, disque 100 e denuncie.

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Muita gente ainda descumpre as instruções das autoridades de saúde e dispensa o uso de máscara, frequenta festas e locais onde há aglomeração, se expõe deliberadamente ao risco de contaminação pelo vírus da Covid 19 e até recusa a vacina disponível. O que leva essas pessoas a negar a realidade dessa forma?

Não é falta de saber o que está acontecendo, certamente. Todos os dias, há médicos e cientistas nos veículos de imprensa e nas redes sociais divulgando informação qualificada sobre a gravidade do momento. Além do mais, a pandemia ganhou tamanha magnitude que são poucos aqueles que não perderam um familiar ou alguém próximo em razão do novo coronavírus.

Segundo o psicólogo do Núcleo Evoluir, André Luiz, muitas pessoas negam a realidade  como um mecanismo de defesa, e essa é uma reação bastante  comum diante de situações complexas e dolorosas.

“Na falta de estrutura emocional, a atitude de se desconectar da realidade funciona como um escudo de proteção, uma barreira que esconde um indivíduo assustado, com medo, carregado de ansiedade e incapaz de assumir responsabilidades em situações graves”, explica o psicólogo. 

Ocorre que, aos olhos da sociedade, a negação da realidade é percebida como desprezo ao outro, uma postura egoísta e voltada apenas a si próprio.

E é preciso considerar que, de fato, os reflexos da pandemia têm sido devastadores na vida familiar, social, econômica e até psicológica das pessoas. Um rastro que dificilmente se apagará da nossa memória.

A boa notícia é que é possível lidar com essas pressões de forma mais equilibrada. “Não temos que procurar culpados, mas entender essa dinâmica de alienação e buscar alternativas para enfrentar esta situação com empatia e serenidade”, ressalta o psicólogo.

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Como está a sua relação com os alimentos?

Está complicada, é uma briga diária e o que mais preocupa é a balança?

Uma relação perigosa e aterrorizante foi imposta à sociedade com a disseminação de padrões alimentares hiper restritivos. Nota-se o grande número e tipos de dietas que surgem sem respaldo científico, mas que infelizmente são adotadas por homens e mulheres de todas as idades.

Na contramão das dietas “malucas”, a nutrição comportamental tem comprovado que, além de cortar calorias, é necessário prestar atenção à maneira como se come, ter objetivos claros e desfrutar das sensações que o ato de se alimentar pode proporcionar.

“É uma reconexão com as sensações e a ação de comer. Na nutrição comportamental levamos em conta os hábitos, o estilo de vida e o contexto no qual a pessoa está inserida, não apenas o valor nutricional dos alimentos”, explica a psicóloga do Núcleo Evoluir e especialista no assunto, Priscila Sakuma.

Também conhecida como “mindful eating” ou “alimentação consciente”, a nutrição comportamental resgata o prazer de comer sem culpa, o que não significa comer sem critério. Pesquisas já comprovaram que o ser humano se nutre de alimentos e sentimentos, e essas duas questões precisam andar juntas.

Você já parou para pensar na forma como se alimenta? Você presta atenção a cada garfada? Quais são os seus hábitos ao redor da mesa?

Alimentação de qualidade está diretamente relacionada a valores nutricionais e a alimentos saudáveis, mas também a comportamentos adequados. O simples fato de comer sem desgrudar o olho do celular, ou sem prestar atenção a sua atitude enquanto se alimenta é perigoso e pode desencadear um ciclo interminável de começar inúmeras dietas e, às vezes, desistir no meio do percurso, ou até finalizar o “regime”, mas sendo logo preciso retomar as restrições e as outras dietas. Vira um ciclo sem fim e imperceptível.

“Observe as suas atitudes e as da sua família com a alimentação. Talvez alguém esteja precisando de uma orientação direcionada e profissional para melhorar os hábitos. É a saúde que está em jogo, então todo cuidado é relevante”, orienta a psicóloga.

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A maior festa popular brasileira, o Carnaval, tradicionalmente realizada em fevereiro ou março, traz para o centro das discussões inúmeros assuntos como álcool, drogas, sexo, entre outras questões.

Neste ano de 2021, em razão da pandemia, essa grande festa deverá ser adiada em algumas regiões do país e em outras até mesmo cancelada. Entretanto, não podemos fechar os olhos para os problemas que ficam mais evidentes no período do Carnaval, mas que no decorrer do ano, e principalmente no verão, têm grande incidência, como é o caso da banalização e objetificação do corpo.

“As consequências disso podem ser danosas em vários aspectos. Primeiro, pelos estereótipos impostos pela própria sociedade que valoriza o corpo sugerindo padrões estéticos irreais. A forma como outro é visto, como se fosse um objeto. E o aspecto da hiper sexualização”, explica a psicóloga do Núcleo Evoluir, Paula Cordeiro.

Quando se fala em padrões estéticos, observamos uma busca incessante de pessoas por tratamentos estéticos, dietas malucas sem o acompanhamento de um médico ou nutricionista, tudo em busca de um suposto corpo perfeito (que, ressalte-se, não existe, é uma construção social). Observa-se uma luta constante pela aparência, esquecendo o lado emocional que pode estar ou ser fortemente abalado.

Com as redes sociais é notável o descontrole desta exposição corporal. “Infelizmente, estamos assistindo essa banalização do corpo cada vez mais e numa faixa etária que não compreende apenas adultos, mas também jovens”, comenta a psicóloga.

A soma de todos esses fatores pode trazer consequências desastrosas para a vida do indivíduo, como transtornos de ansiedade e depressão. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas e 86% da população sofre com algum transtorno mental.

“É preciso debater amplamente o assunto, informar, buscar e incentivar ações que esclareçam as consequências da banalização do corpo. Todos são seres humanos e não objetos, precisamos exigir respeito e saber o limite”, ressalta Cordeiro.

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Mais um ano está chegando ao fim e, para muita gente, 2020 vai acabar “finalmente”. Não há como negar que esse ano foi, além de inédito, muito difícil, já que transformou o modo como vivíamos nossas vidas, impondo mudanças drásticas devido a fatores além do nosso controle.

Daqui algum tempo, vamos enxergar 2020 como um ano histórico, daqueles que vão parar nas páginas dos livros escolares, nas telas dos cinemas, nos seriados e novelas da TV. Agora, provavelmente, vemos com alívio seu ocaso e abraçamos com esperança o que 2021 pode trazer.

A pandemia mundial do coronavírus nos trouxe inúmeras perdas, as mais significativas foram milhares de vidas ceifadas, porém, também perdemos saúde mental, liberdade, empregos, estudos, dinheiro e a capacidade de sonhar.

Por isso, 2021 é aguardado rodeado de expectativas, de que a vacina logo chegue, de que a liberdade seja reconquistada, de que a economia se reerga, de que a vida volte a parecer um pouco com aquilo que costumávamos chamar de vida.

Contudo, até que ponto é saudável colocar no novo ano tantas expectativas? É claro que precisamos voltar a sonhar e a esperar dias melhores, mas também devemos ativar nossa racionalidade, para que, caso nossos planos não saiam como o esperado, possamos lidar com isso de uma forma saudável, sem prejudicar (ainda mais) nossa saúde mental ainda fragilizada por todos os baques de 2020.

Para 2021: sonhe, planeje, espere e faça isso sempre com os pés bem firmes no chão. Nós, do Núcleo Evoluir desejamos que em dezembro seja possível respirar e recarregar as energias para que o novo ano seja recebido de braços abertos para tudo o que ele tem a nos oferecer!

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