Notícias RELEASE


 

Por Bruna Senhorelli, estagiária do Núcleo Evoluir

Apesar de se fazerem presentes na sociedade desde sempre, por muito tempo as pessoas portadoras de deficiência foram consideradas como uma abominação ou um castigo divino, sendo segregados em hospitais, marginalizados e excluídos. Foi só no século XIX que essa população passou a ter atenção e cuidado especializado, período que coincide com um grande avanço na medicina, o que permitiu a melhoria na saúde e qualidade de vida desse público. No entanto, até hoje a falta de conhecimento da sociedade em geral faz com que haja um estigma em torno da deficiência, reduzindo o sujeito à sua limitação e enxergando-o como incapaz.

No Brasil, a partir da Constituição de 1988, algumas mudanças significativas foram realizadas nesse cenário: entre os direitos alcançados nessa época, estão a reserva de vagas em concursos públicos, cotas em empresas privadas e as diretrizes para a educação inclusiva. Segundo a Lei Nº 13.146/15, conhecida como Lei da Inclusão, a pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. A legislação, apesar de ser um passo importante, não garante que tais direitos estejam sendo cumpridos de fato: é preciso lutar diariamente pela implementação e fiscalização de tais políticas.

Apesar da lei exigir que empresas com cem ou mais funcionários destinem de 2% a 5% de suas vagas a pessoas com deficiência, ainda falta muito para que essa população tenha plena inserção no mercado de trabalho. O número de vagas reservadas, mesmo sendo irrisório, é frequentemente descumprido pelas empresas. Dados do IBGE de 2010 apontam que 45,6 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência, representando cerca de 23% da população. Entre elas, se enquadram deficiência visual, auditiva, intelectual, física e múltipla. Será que essa grande parcela da população está sendo incluída de fato?

No âmbito da educação, faz-se claro que a determinação legal não basta para que a inclusão seja realizada com qualidade: apesar do aumento expressivo de crianças com deficiência matriculadas na rede regular de ensino, alguns dados apontam que as práticas educativas têm surtido pouco efeito na aprendizagem desses alunos. Um fator que contribui para o insucesso da inclusão escolar é o fato de que as políticas delegaram ao professor a responsabilidade de estabelecer as condições necessárias para a escolarização desses alunos, apesar desses profissionais relatarem uma falta de conhecimento sobre as deficiências e em como lidar com esse público. Nesse sentido, é necessário que haja a capacitação dos profissionais que entrarão em contato com essa população, além de uma conscientização da sociedade em geral.

Apesar dos avanços consideráveis, ainda há muito que se fazer para promover a plena inclusão da pessoa com deficiência. É preciso se atentar ao fato de que eliminar somente as barreiras físicas não é suficiente: além das arquitetônicas, existem barreiras “invisíveis”, comunicacionais, sociais e atitudicionais que prejudicam o direito da pessoa com deficiência de se locomover, se relacionar e exercer sua cidadania. A acessibilidade, muito mais do que adaptar ambientes, diz respeito à construção de uma sociedade mais igualitária através da garantia de direitos e do respeito. Nesse Dia de Luta da Pessoa com Deficiência, há muito para se comemorar, mas também é importante nos atentarmos para as barreiras que ainda precisam ser quebradas, e principalmente ao que cada um pode fazer individualmente para contribuir com um país justo e igualitário para todos.

MACIEL, M. R. C. Portadores de deficiência: a questão da inclusão social. 14 (2). São Paulo em Perspectiva, 2000.

DICHER, M; TREVISAM, E. A jornada histórica da pessoa com deficiência: inclusão como exercício de direito à dignidade da pessoa humana.

Continuar lendo...
O número de suicídios registrados vem crescendo assustadoramente no País. Segundo informações da campanha Setembro Amarelo acontecem cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Profissionais se debruçam tentando entender ou mapear gatilhos e causas. A partir dessas tentativas nasceu a campanha Setembro Amarelo: um mês de conscientização e prevenção ao suicídio. A iniciativa cumpriu um papel de imenso valor tirando o tema de um lugar escuro de falta de informações e vergonha e trazendo para a discussão de toda a sociedade.

No entanto, muito pouco se fala sobre o suicídio entre crianças e adolescentes. “Difícil imaginar que os pequenos e jovens adultos possam ser tomados por tamanha tristeza e desesperança a ponto de terminar com a própria vida. Mas isso acontece”, destaca a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir em Londrina. É importante, acrescenta ela, que se tenha entendimento da relação da nossa cultura com esse sofrimento crescente e, em consequência, o número de (tentativas) suicídio. Hoje, lamenta a psicóloga, temos uma cultura exigente e ao mesmo tempo negligente. “Queremos performance, estudos, sucesso, exigimos o máximo das nossas crianças e adolescentes. Eles fazem inglês, natação, judô, balé, aula de dança, reforço na escola, Kumon, entre inúmeras outras atividades. O fantasma do vestibular chega cedo. A pressão por um lugar ao sol no mundo dos adultos também”, exemplifica.

Ao mesmo tempo, lembra Paula, nossa sociedade não abre espaço para que as crianças, adolescentes e mesmo adultos falem sobre sentimentos. Muitas vezes, “pede-se” para as crianças pararem de chorar ou rotulam que os adolescentes são dramáticos. Na avaliação dela, está faltando um pouco de tempo, empatia e conhecimento para acolher os sentimentos das crianças e adolescentes. E assim desenha-se uma panela de pressão: exigências de todos os lados e nenhuma porta para correr.

Dessa forma, tem início as dificuldades e sofrimentos emocionais desse público tão jovem: ansiedade, tristeza profunda, quadros depressivos, transtornos alimentares, dificuldade de foco, entre outros. E por outro lado, pontua a psicóloga, a sociedade apresenta soluções nada adequadas: uso de drogas (lícitas ou não), desenhos, séries e filmes que são usados como recompensas e calmantes, jogos online, comidas gostosas. “Inúmeras alternativas pra não pensarmos na dor. Pra não lidarmos com tristezas, frustrações, ansiedades e outros sentimentos.”, pondera Paula. E às vezes, diz ela, se chega à ultima fuga: o suicídio. “O suicídio, na maior parte do tempo não é sobre morrer, é sobre acabar com uma dor, com um sofrimento muito grande”.

Paula observa que não existe uma fórmula “simples”. “Não há um plano de fuga. Não existe uma receita pronta. Existe, sim, uma mudança de cultura. Uma tentativa de seguir por um caminho em que haja interação. Interesse real na criança, no adolescente, em seus problemas, em suas vitórias. É mais difícil do que parece. Exige tempo (vale mais que ouro hoje em dia), paciência e empatia”, sugere.

A solução não vem na bula do remédio, reforça a psicóloga, está em promover nos adultos, para que esses ajudem as crianças e adolescentes, uma vida com propósitos, valores e aceitação. “Nada disso é simples. Mas é preciso tentar e de forma urgente.”

Paula ressalta que não é o caso de se falar nos "5 sinais de que seu filho está em perigo", mas deixa um pedido aos pais e cuidadores:  “Conversem com seus filhos, escutem o que eles têm pra dizer (de forma real, presente e sem tempo contado). Ensine-os a acolher os sentimentos, diga que às vezes ficamos tristes e frustrados. Ajude-os a encontrar valores, propósitos de vida (não é uma profissão, ou uma meta de classe social, mas sobre como é a pessoa que ele quer se tornar). Passem tempo juntos, de qualidade, entendam que eles sentem dor e que não é drama”. As respostas, garante a psicóloga, não são simples, mas são mais acessíveis.

Além disso, Paula recomenda que em qualquer momento que sentirem necessidade é para procurar ajuda. “Psicoterapia pode ajudar nessas mudanças e novos caminhos. Assim cuidamos de nossas crianças, de nossos adolescentes e do nosso futuro.”

 
Continuar lendo...

Comer é um ato inevitável. Comer é inerente à vida, visto que quem não o faz, falece, seja humano, cachorro, tamanduá, ipê amarelo, cogumelo e até bactéria. É o consumo de nutrientes que fornece energia para um organismo se manter vivo e, dentro de um ponto de vista fisiológico, isso até poderia servir como uma definição para o ato de comer. “Na natureza nada se cria, tudo se transforma” é uma frase muito adequada para resumir esse processo biológico – um organismo vivo transforma os nutrientes que consome na energia que o mantém vivo e, em algum momento, precisará comer novamente para continuar vivendo.

Entretanto conseguir esses nutrientes não é tão simples. Comportar-se é fundamental para se alimentar e, dentro disso, existem uma gama de comportamentos que podem ser elencados com esse objetivo: movimentar-se até o alimento, lutar contra ele, agarrá-lo do alto de uma árvore ou ir até o supermercado mais próximo e abrir um pacotinho da batata chips. Visto que isso pode ser muito custoso, porém essencial, o comportamento de se alimentar controla gigantesca parte da vida dos organismos, principalmente da espécie humana.

Basta olhar para a nossa História: deixamos de caçar e coletar para plantar e domesticar animais há mais de 10 mil anos, cruzamos continentes e oceanos por especiarias séculos atrás e hoje inventamos inúmeras maneiras de tornar nossa alimentação mais fácil e prática, ainda que isso custe nossa saúde e, talvez, nosso planeta. A desnutrição, que sempre foi constante em nossa civilização, atualmente divide espaço com a obesidade e outras doenças crônicas provocadas pelo alto consumo de gorduras não saudáveis, açúcares refinados e conservantes.

Diante disso, ainda é possível dizer que comer é somente consumir nutrientes? O que consumimos aqui no Brasil costuma ser completamente diferente do que pessoas na Índia, em Honduras ou em Madagascar consomem e isso tem um porquê – comer é um ato social. Depende da nossa cultura, da nossa geografia, da nossa história. Esses aspectos abrangem tanto o acesso que temos aos alimentos, como os preparamos e como os consumimos (que atire a primeira pedra o(a) brasileiro(a) que nunca teve dificuldade de comer com hashis). 

Além de tudo, comer é um comportamento mantido não só por saciar a fome, mas também pelo prazer que proporciona. São descargas de dopamina e serotonina, substâncias do nosso cérebro responsáveis pelas sensações prazerosas, modeladas pelo contato que temos com a comida ao longo de nossa vida. Não é mistério o porquê sua avó prefere doce de abóbora enquanto você gosta mais de chocolate, ou vice-versa.

Vale ressaltar também a importância da ingestão de nutrientes para além da produção de energia para o corpo. Eles são primordiais para a produção de neurotransmissores que, em déficit ou excesso, podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos psicológicos como depressão e ansiedade. Um corpo que não recebe os nutrientes necessários muito provavelmente irá passar por algum nível de sofrimento físico e/ou psíquico.

Defronte a esse cenário complexo e multifacetado, a atuação do nutricionista é extremamente importante. Quando falamos em saúde, um trabalho interdisciplinar muitas vezes é indispensável e, bem como o psicólogo e o psiquiatra intervêm sobre comportamentos e sentimentos, o nutricionista faz isso de uma forma mais indireta, porém crucial: a partir da nossa alimentação.

É esse profissional que, considerando todos esses diversos fatores, traz possibilidades de mudança pelo ato de comer, respeitando as necessidades de cada pessoa e o contexto em que está inserida. A elaboração de planos alimentares individuais é uma fração fundamental de seu trabalho, porém não é restrito a âmbito clínico. Sua atuação engloba tanto contextos educacionais, de saúde coletiva, industriais e de pesquisa, contudo, e infelizmente, poucas vezes sua figura é lembrada nessas situações.

O nutricionista, como diz a própria palavra, é alguém que nutre, sejam corpos, comportamentos, histórias, relações e, em especial, transformações. Por trás das necessidades nutricionais de um indivíduo que se alimente de determinada forma sempre haverá uma história genética, uma história de vida e uma cultura atuando sobre elas. Cabe a nós decidir se vamos continuar repetindo os modos de vida nos quais nos encontramos ou se vamos buscar meios mais saudáveis e sustentáveis de viver e, para isso, podemos contar sempre com esse alguém.

Referências:
FRANCA, C. L. et al. Contribuições da psicologia e da nutrição para a mudança do comportamento alimentar. Estudos dePsicologia (Natal), v.17, n. 2, p. 337-345, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2012000200019&lng=en&nrm=iso>. 

JACKA, F. N.; MYKLETUN, A.; BERK, M. Moving towards a population health approach to the primary prevention of common mental disorders. BMC Medicine, v. 10, n.149, p.1-6, 2012. Disponível em: 
<https://bmcmedicine.biomedcentral.com/articles/10.1186/1741-7015-10-149>

RODRIGUES, E. M.; BOOG, M. C. F. Problematização como estratégia de educação nutricional com adolescentes obesos. Caderno de Saúde Pública, v. 22, n. 5, p. 923-931,2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2006000500005>

TRICHES, R. M. Promoção do consumo alimentar sustentável no contexto da alimentação escolar. Trabalho, Educação e Saúde, v. 13, n. 3, p. 757-771, 2015. Disponível em: <https://www.redalyc.org/pdf/4067/406756978013.pdf>

Continuar lendo...

“Psicologia é coisa de gente louca”. “Eu sei resolver os meus problemas”. “Não preciso pagar para ser aconselhado”. Por muito tempo, diversos estigmas e preconceitos foram calcados no imaginário coletivo a respeito da profissão do psicólogo. Diante da visibilidade e ampliação da psicologia, a sociedade tem se conectado cada vez mais com esse trabalho e frases como essas não causam tanto efeito como antigamente. A importância deste profissional da saúde tem se mostrado, principalmente, quando outras áreas foram desenvolvidas para atender as mais variadas parcelas da população. Além da área clínica, o trabalho é realizado no contexto escolar, organizacional, hospitalar, docente, jurídico, do esporte, do trânsito, comunitário, social, da pesquisa, entre outros. Os diferentes campos de atuação da psicologia têm demarcado cada vez mais as suas características e a sua identidade. 

Na década de 80, a aproximação do psicólogo a questões sociais direcionou uma grande parcela desses profissionais a instituições públicas de saúde, rompendo com os estereótipos “elitistas” da profissão.  Em tempos de exaltação do individualismo, a psicologia destacou a importância do fortalecimento do coletivo, da visão de cidadãos que possuem direitos e que a psicologia é capaz de construir práticas voltadas para a promoção da saúde pública e estar comprometida com o bem-estar social.  As ações no âmbito da atenção básica também têm se estendido à prática psicológica, que volta a sua atuação à promoção da qualidade de vida por meio de mudança de hábitos individuais. Assim, nesse contexto, o psicólogo tornou-se responsável pela efetivação dessa política pública que é calcada no direito a vida, ao qual todo cidadão é amparado. 

Diante desse cenário, a articulação das diretrizes da psicologia com os direitos humanos é um tema que tem sido largamente discutido entre colaboradores do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O principal propósito dessas ações consiste em aplicar princípios éticos e realizar uma abordagem psicológica das políticas públicas para que os direitos humanos não sejam fundamentados unicamente a práticas legislativas, mas que tenham considerações éticas sobre o que é justo perante as diversificações e individualidades dos sujeitos no âmbito social. Uma vez inviolável o direito à qualidade de vida, o psicólogo pode assumir um papel de extrema relevância nessa garantia.  

Conforme as práticas psicológicas foram ganhando força no seu desenvolvimento, mais distantes elas se colocavam de modelos biomédicos, que visam o diagnóstico, a higienização e normalização dos sujeitos e mais próximas se situavam de modelos que consideravam a complexidade do sujeito. 

Não é novidade que, na psicologia, a individualidade é uma premissa imprescindível na consideração do ser humano enquanto sujeito construído a partir de suas relações. O seu modo de se comportar frente ao mundo é único perante os outros, pois a funcionalidade que cada contexto possui no seu amplo repertório de experiências depende unicamente do significado que lhe são atribuídos. A psicologia compreende que cada sujeito tem uma visão particular sobre determinado fenômeno, por mais que existam padrões dominantes de pensamento e atuação em determinada cultura, trabalho, religião ou família.

Hoje, a psicologia resiste a outras tendências e pressões sócio-político-culturais. O grande desafio da profissão tem tido como principal foco o confronto com padrões normativos de conduta e cura, buscando romper o processo da patologização desmedida da vida. Esse caminho contrário à evolução tem sido cada vez mais percorrido na contemporaneidade, apagando toda a árdua e longa trajetória que a psicologia tem percorrido até aqui.

Os avanços sobre os modelos das práticas psicológicas estão sendo brutalmente confrontados por uma sociedade que está regredindo a panoramas preconceituosos do século XIX. A posição sociopolítica sobre padrões de normalidade e ajustamento introduz, cada vez mais, os sujeitos a processos mecânicos e homogeneizantes, desconsiderando as suas razões ontogênicas para se comportarem e favorecendo o surgimento de sentimentos de anormalidade. Por mais que a inserção dos psicólogos em diversos âmbitos já tenha demonstrado a eficiência do seu trabalho, a psicologia assume hoje, obrigatoriamente, uma nova responsabilidade: a luta incessante de empregar cada vez mais voz em uma sociedade que está se opondo ao progresso. 

No âmbito do esporte, o respaldo psicológico a atletas tem mostrado que a instabilidade emocional de um time de futebol não é produto de “frescura”, mas que a sua saúde psicológica para um bom desempenho é tão importante quanto um treino intensivo ou alimentação balanceada. A psicologia jurídica mostra que, em um julgamento criminal, é imprescindível descrever a um juiz como o comportamento criminoso é adquirido, aprendido, evocado e mantido no repertório comportamental do sujeito. No contexto escolar, conhecer histórias de vida que envolve comportamentos de rebeldia em sala de aula pode evidenciar violência às crianças e famílias em situações críticas de pobreza, favorecendo a conscientização na medicação de alunos que não se adaptam a metodologias prévias de aprendizagem.

A luta por uma atuação ética, integralista e que visa, primordialmente, a equidade, tem sido constante entre os profissionais de psicologia e a rede complexa de posições de poder do cenário sociopolítico. Quanto ao seu esforço para ganhar destaque na luta, a psicologia se garante. A eficácia do seu trabalho tem sido demonstrada dia após dia, pois confirma a importância de se considerar a influência das diversidades do modo de ser de cada indivíduo em suas relações. A relevância social do seu trabalho é vista quando as mais diversas camadas da sociedade reconhecem que, em atuação conjunta com outras áreas, a psicologia enriquece práticas que atuam sobre realidades complexas. Os seus objetivos são cumpridos quando um processo se encaminha ao fim com palavras de gratidão e com uma infinitude de portas que foram destrancadas e abertas. 

Questionando mecanismos normalizantes, rompendo barreiras discriminatórias, garantindo direitos humanos a partir de princípios éticos e considerando realidades integrais, a psicologia sempre lutou e ganhou espaço. Hoje, passamos por uma luta acirrada, mas que é composta por profissionais que nunca cederam e não irão ceder por falta de resistência ou por conformidade. O verdadeiro psicólogo é aquele que não se conforma. 

REFERÊNCIAS
BASTOS, Antônio Virgílio Bittencourt; GOMIDE, Paula Inez Cunha. O psicólogo brasileiro: sua atuação e formação profissional. Psicol. cienc. prof.,  Brasília ,  v. 9, n. 1, p. 6-15,  1989.  Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000100003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em  26  Ago.  2019.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98931989000100003. 

Conselho Federal de Psicologia. (1999). Resolução 01/1999. Brasília, DF: Autor. Disponível em: <http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/1999/03/ resolucao1999_1.pdf>. Acesso em 26 Ago. 2019.

GESSER, Marivete. Políticas públicas e direitos humanos: desafios à atuação do Psicólogo. Psicol. cienc. prof.,  Brasília, v. 33, p. 66-77, 2013. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932013000500008&lng=en&nrm=iso>. access on  26  Aug.  2019.

PEREIRA, Magali Cecili Surjus. O mundo contemporâneo e o compromisso de psicólogos com a definição de uma nova estética da vida social. SILVEIRA, AF., et al., org. Cidadania e participação social [online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2008. pp. 35-43. ISBN: 978-85-99662-88-5. Disponível em SciELO Books <http://books.scielo.org>. 

SANTOS, Keli Lopes; QUINTANILHA, Bruna Ceruti; DALBELLO-ARAUJO, Maristela. A atuação do psicólogo na promoção da saúde. Psicol. teor. prat.,  São Paulo ,  v. 12, n. 1, p. 181-196,   2010 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872010000100015&lng=pt&nrm=iso>. acesso em  26  ago.  2019.

Continuar lendo...

Por Julia Röcker, estagiária do Núcleo Evoluir

No segundo domingo de agosto, é comemorado o Dia dos Pais. Mas, atualmente, o que significa ser pai? Certamente vai além de questões genéticas e há responsabilidades e implicações relacionadas à paternidade. Algumas dessas implicações estão relacionadas a estar presente, acompanhar o crescimento dos filhos, auxiliá-los em seu desenvolvimento e educá-los.

Após a primeira metade do século XX, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, o pai deixou de ser apenas o “provedor” da casa, e as minúcias da relação familiar passaram a fazer parte de suas responsabilidades. Atualmente, a sociedade ocidental ainda é organizada com base em uma estrutura patriarcal, apesar dos papeis familiares estarem gradualmente sendo “dissolvidos”. Hoje o pai pode trabalhar fora, em casa ou atuar nessas duas esferas tal qual era o papel exclusivo da mãe. Deve-se reconhecer que nem sempre as responsabilidades e demandas que vêm no pacote “paternidade” são assumidas pelos pais.

Outra responsabilidade da paternidade é ser capaz de ensinar a seus filhos comportamentos chamados de sensibilidade e afetividade. Ainda que em inúmeras vezes os papéis afetivos da criação dos filhos sejam atribuídos às mães, é  imprescindível destacar a necessidade de que os pais também desenvolvam essas habilidades afetivas e acompanhem ativamente seus filhos, uma vez que a falta de proximidade e sensibilidade entre pais e filhos pode prejudicar os relacionamentos familiares e fragilizar esses vínculos importantes. Em relacionamentos em que os pais desenvolvem habilidades afetivas com seus filhos, geralmente a criança tende a sentir que seus sentimentos são validados, tende a se sentir amparada e acolhida pela família, e os conflitos e dificuldades podem ser trabalhados com mais naturalidade se houver liberdade de comunicação, o que já serve como um modelo adequado de solução de problemas para a criança.

As vezes o título “Pai” acompanhado com das responsabilidade da paternidade, não descreve bem o progenitor de uma pessoa, mas pode descrever outros cuidadores, como a mãe, um padrasto, uma avó, um tio. Diante dessa realidade, é importante dizer que “Pai” não é aquele que somente gera um filho, mas que também quem cuida, acompanha e zela por este filho. Assim, a instituição “família” possui moldes diversificados e flexíveis em que o papel paterno pode ser executado por um responsável que não seja necessariamente o pai de uma criança.

O Dia dos Pais, portanto, é uma data que deve ser comemorada com a família, independentemente de seu formato. Os pais e cuidadores que exercem o papel paterno devem ser celebrados! Sabemos que a paternidade não é tarefa fácil, mas as recompensas e os frutos desta tarefa tão complexa têm valor imensurável.

Continuar lendo...

A Semana Mundial da Amamentação é celebrada anualmente de 1 a 7 de agosto para destacar a importância crucial do aleitamento materno a crianças em todo o mundo. Embora esta seja uma questão de domínio da mãe, não é responsabilidade exclusiva dela. “A amamentação tende a ser mais eficiente com o apoio de parceiros ou parceiras, familiares e colegas de trabalho”, pontua a psicóloga Claudia Cantero, do Núcleo Evoluir. 

A campanha, segundo ela, é direcionada a todos que convivem com a mãe. “É o que chamamos de rede de apoio, formada por pessoas com quem a mulher pode contar, principalmente no início do processo, quando precisa ter muita paciência e tolerância à dor”, destaca. 

No período de adaptação entre mãe e bebê, é fundamental que a rede de apoio garanta que a mulher possa dormir, se alimentar bem ou mesmo tomar um banho demorado. Isto porque as pesquisas mostram que uma mãe descansada e disposta vai produzir um leite de melhor qualidade. “Também colabora para reforçar o vínculo materno”, acrescenta. 

Claudia reforça que valorizar a amamentação depende de todos assumirem que a responsabilidade não é apenas da mãe, mas de quem convive com ela. “As pessoas ao redor também precisam entender a importância do aleitamento materno. Não é só a mãe que precisa se preparar, mas quem está junto.”

Ela avalia que cabe à rede, também, apoiar a mulher em suas decisões, inclusive quando está no limite. “Muitas mães descrevem que não conseguem mais amamentar e acabam ouvindo críticas sem que as pessoas entendam o que ela está vivendo . É preciso acolher sem imposição de regras”, pede a psicóloga. 

 

Continuar lendo...

A simples menção da palavra “sexo” em conversas pode gerar sentimentos como vergonha e culpa entre os envolvidos. Isso porque, na nossa sociedade, o assunto ainda é tratado como tabu. “Existe a ideia de que é algo sujo, errado ou que deve ser sigiloso... Muita gente nem fala a palavra ‘sexo’”, pontua a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir.

O desenvolvimento saudável da sexualidade, entretanto, depende de uma mudança de paradigmas. “O tabu em torno do sexo foi posto na nossa cultura e permaneceu, mas é preciso mudar a forma como nos relacionamos com o assunto. A partir do momento que enxergarmos o sexo e a sexualidade como parte dos nossos processos, e como parte das nossas relações, poderemos ter uma história mais saudável”, destaca. 

Sexo é algo natural e esperado na vida de todos. Tem a ver com o desenvolvimento do ser humano e pode ser experimentado de forma saudável e prazerosa. Para Paula, encarar a sexualidade como algo natural e disseminar informações verdadeiras sobre o tema é o caminho para desmistificar a sexualidade e vivê-la de forma plena. 

“Ao mesmo tempo em que o assunto é exaustivamente exposto, ainda são poucas as iniciativas que divulgam informações adequadas. O resultado é que os jovens muitas vezes acabam aprendendo sobre sexo com a indústria pornográfica e desenvolvem uma visão distorcida - e até mesmo perigosa - sobre o tema. Isso traz medo e outros sentimentos que podem desencadear uma vida sexual frustrante”, afirma. 

Paula analisa que, muitas vezes, as regras morais colocam o sexo como algo unicamente para procriação. É preciso considerar, entretanto, que faz  parte do desenvolvimento e das relações. “Não é tudo e nem nada, mas apenas uma parte: que revela intimidade, companheirismo, prazer”, orienta. 

Falar sobre sexo não vai incentivar a prática irresponsável de relações sexuais. Ao contrário, a disseminação de informações e conhecimento sobre sexualidade permite mais possibilidades de escolha, de entender o que gosta, de atribuir significado ao sexo na própria vida e até mesmo dizer não quando for necessário. “Informações corretas sobre sexo fortalecem e ajudam a viver a experiência de forma mais saudável.”

 

Continuar lendo...

Por Gisele S. Teixeira Bellinello - psiquiatra

Lara, 18 anos, prestes a fazer vestibular, de repente, começa a sentir dor no peito, palpitações, coração acelerado, falta de ar e sufocamento intensos, tremores, suor excessivo, náuseas e dores abdominais, tonturas, formigamentos, parecendo que parte do corpo está anestesiada, uma sensação insuportável de que irá morrer; imediatamente procura o pronto socorro, com pressão um pouco alta, logo após o atendimento os sintomas diminuem, fica em observação, realiza os exames necessários, com resultados normais e é informada pelo médico que a crise não tem origem cardíaca, não entendendo o que lhe aconteceu. As crises se repetem, tornando-se cada vez mais frequentes e surgindo um medo intenso de sofrer uma nova crise, isolando-se das amigas para evitar saídas e atividades de lazer, passando a evitar reuniões e lugares fechados ou aglomerações, com medo intenso de sair de casa, dificuldade para ir ao cursinho e estudar em casa. Após longo período de sofrimento, por insistência de sua prima, que já estava em tratamento e sentia-se bem, vai à consulta com psiquiatra e descobre o que está acontecendo: tem síndrome do pânico.

O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome (ou Transtorno) do Pânico é um dos transtornos de ansiedade, ocorre em 2 a 4% da população, geralmente se inicia no fim da adolescência ou no adulto jovem, mais em mulheres, podendo ter um curso crônico e recaídas quando não tratado. É associado à desregulação de circuitos cerebrais e neurotransmissores, especialmente serotonina, à presença de familiares com transtornos depressivos ou de ansiedade, a situações de estresse ou mudanças e à história de traumas na infância.

Caracterizada por crises de ansiedade muito intensa, com frequência sem fator desencadeante, podendo ter uma gama de sintomas psíquicos e físicos, como tremores, sudorese, falta de ar e sufocamento, dor torácica, palpitações e taquicardia, tonturas, sensação de desmaio, náuseas, vômitos, dor abdominal, ondas de frio ou de calor, medo intenso de perder o controle ou enlouquecer, sensação de que está morrendo ou sofrendo um ataque cardíaco. Sem tratamento, os episódios tornam-se muito frequentes e surge o medo de ter novas crises, fazendo com que haja limitação cada vez maior, reduzindo atividades prazerosas e o bem-estar.

Podem ocorrer repetidas buscas por pronto atendimentos ou cardiologistas com resultados dos exames normais e muitas vezes há demora e dificuldade em aceitar a avaliação especializada do médico psiquiatra.

Tratamento

O melhor tratamento é a associação de medicamentos e psicoterapia, atividade física regular, rotina de sono, redução da ingesta de cafeína e estimulantes, exercícios de relaxamento e meditação, entre outros. Há uma variedade de medicamentos disponíveis, com diversos mecanismos de ação e distintos perfis de efeitos colaterais, por isso é fundamental a avaliação psiquiátrica criteriosa para escolher individualmente a melhor opção, visando cessar os sintomas e retomar a qualidade de vida.

Continuar lendo...

No mês mais romântico do ano, a equipe do Núcleo Evoluir em Londrina se inspirou e decidiu debater como anda o relacionamento das pessoas em tempos de redes sociais. Os psicólogos Paula Cordeiro e Paulo Guerra vão realizar a palestra “Amores Reais em Tempos Digitais: Como as redes sociais e a era digital afetam a comunicação dos casais?”. O evento acontecerá no dia 19 de junho, às 19 horas, no Auditório do Edifício Torre de Pietra. Os psicólogos vão discutir e trocar ideias com os participantes sobre esse momento que estamos vivendo e como os casais podem se relacionar melhor e superar os desafios que chegam com a tecnologia.

“Vamos abordar a forma como a tecnologia tem afetado nossos relacionamentos”, reforça Paula, destacando que hoje é muito comum ver casais juntos em um evento social, jantando, mas sem conexão entre eles pois cada um está mexendo no seu celular. “Muitas vezes há um distanciamento entre os casais, brigas acontecem por ciúmes de curtidas em outros perfis ou mesmo por causa de seguidores. Relacionamentos começam e terminam pela internet, pelas redes sociais”, lamenta a psicóloga.

Durante a palestra, acrescenta ela, a ideia é abordar os benefícios e os prejuízos que a conectividade virtual pode trazer para as relações. “Pretendemos discutir temas como confiança, ciúmes e traições em uma época que permite que você tenha uma vida online e outra offline”, pontua Paula. Além disso, o objetivo é ajudar a melhorar o diálogo de um casal e a construir um relacionamento real em um mundo quase 100% digital.

Serviço:

Evoluir Comunidade

Palestra: Amores Reais em Tempos Digitais

Dia: 19 de junho

Horário: 19 horas

Local: Auditório do Edifício Torre de Pietra (Av Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 ou 99813-2629 (Whats)

Continuar lendo...

Por Bruna Senhorelli, estagiária do Núcleo Evoluir

Em 1982, a ONU instituiu o dia 04 de Junho como Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. No entanto, essa data não é motivo para comemoração, e sim de reflexão e debate.
Tendemos a recriminar quem agride mulheres, animais, pessoas de diferentes credos, etnias ou orientação sexual. Então, porque consideramos normal bater em uma criança? Por muito tempo a violência contra a criança foi considerada uma prática habitual, sendo aceita e justificada socialmente pelo seu “intuito  disciplinar”,  sendo vinculada ao processo educativo. O reconhecimento dessa prática como  um problema e a defesa dos direitos da criança são relativamente recentes. No Brasil, a implementação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em 1990 passou a assegurar em lei a proteção integral de crianças e adolescentes brasileiros, representando um marco no enfrentamento dos maus-tratos contra essa população.
Os maus-tratos não se resumem só à agressão física: a negligência e os abusos sexuais e psicológicos também são formas de violência as quais as crianças são frequentemente submetidas. Na maioria das vezes, a violência ocorre dentro de casa: segundo dados da UNICEF, 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes são causadas por parentes próximos. Entre as práticas mais recorrentes, estão o afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento e queimadura.
A aprovação da Lei n° 13.010 em 2014, conhecida popularmente como “Lei da Palmada”, trouxe muita polêmica e repercute até os dias atuais. A legislação que tem como objetivo proibir qualquer punição corporal como meio educacional representou um avanço na luta contra a violência infantil, na tentativa de romper com a aceitação e banalização do uso de castigos físicos contra crianças. No entanto, há muito o que ser feito: no nosso país, a violência é a maior causa de morte em jovens e crianças de cinco a dezenove anos, configurando-se como um importante problema de saúde pública.
Combater a agressão infantil é uma tarefa difícil, visto que na maioria das vezes as vítimas mantém a agressão em segredo, seja por medo ou vergonha. Dessa forma, se faz necessário que toda a sociedade zele pela segurança das crianças, estando atentos e vigilantes à quaisquer sinais de violência. Em decorrência disso, em 2001, o Ministério da Saúde determinou que os profissionais da saúde notifiquem imediatamente qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes.
? As consequências da violência infantil podem ir muito além de uma cicatriz. Entre os prejuízos acarretados pelos maus-tratos na infância estão défices no desenvolvimento intelectual, cognitivo, social, físico e sexual, dificuldades na regulação emocional,  problemas interpessoais em contexto escolar e familiar, baixa auto-estima e até suicídio.  Além disso, diversas pesquisas apontam que a ocorrência de agressão durante a infância pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, transtorno de estresse pós-traumático,  transtornos de personalidade, abuso ou dependência de álcool, transtornos alimentares entre outras psicopatologias.
?Apesar de a punição corporal produzir um efeito imediato que mantém a utilização desta prática, ela também produz alguns efeitos nocivos, como a raiva, medo e isolamento. Após ser punida, a criança pode generalizar aquele evento ruim para quem o aplicou, passando a sentir medo, raiva e evitando ficar perto de seus pais, além de não seguir suas orientações quando quem lhe puniu não está vigiando. Além disso, punir um comportamento inadequado não faz com que o comportamento adequado apareça, pois a punição não ensina nenhum comportamento novo, apenas suprime o antigo: a criança não aprende ao apanhar pois não tem a oportunidade de aprender a fazer diferente.  
Ao utilizar da punição para educar os filhos, os pais estão lhes fornecendo um modelo de agressividade, que poderão vir a ser agressivos no futuro.  Se você bate em seu filho porque foi criado assim, está reproduzindo o exemplo que seus pais lhe deram e ensinando ao seu filho que a violência é  a única maneira de solucionar os problemas.  ?Deve-se lembrar, no entanto, que evitar o uso de punição não é sinônimo de uma criação sem limites: estabelecer limites é ensinar à criança o que é e o que não é permitido.  No entanto, é mais eficaz ensinar e valorizar os comportamentos desejáveis e adequados do que punir um comportamento inadequado.

Referências:

Martins, C.B. G, & Jorge, M. H. P. M (2010). Maus-tratos infantis: um resgate da história e das políticas de proteção. Acta Paulista de Enfermagem, 23(3).

Maia,  ., Guimarães, C., Carvalho, C., Capitão, L., Carvalho, S., & Capela, S. (2007). Maus-tratos na infância, psicopatologia e satisfação com a vida: um estudo com jovens portugueses.

Souza, C. M. G., & Reis, M. (2006). Os efeitos da punição sobre o comportamento de crianças e adolescentes. Revista de psicologia [Versão Online].

Canaan, S., Neves, M. E., Silva, F., & Rober, A. (2002) Compreendendo seu filho: uma análise do comportamento da criança. Belém: Paka-Tatu.

Continuar lendo...