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Estamos acompanhando as mudanças da nossa sociedade, com novas configurações familiares, e hoje é raro ver o modelo que imperava há algumas décadas, com o homem sendo o único provedor da casa e a mulher se limitando ao papel de cuidar do lar e dos filhos. Essas mudanças são positivas, com pai e mãe ocupando espaços diferentes e promovendo um novo modelo de educação para os filhos.

Antes os pais estavam mais “distantes” da criação dos filhos, havia menos diálogo, menos convívio e sensibilidade para viver os ganhos e as dificuldades das crianças. O homem cuidava apenas da parte financeira da casa, jogava vídeo game ou assistia ao jogo de futebol junto com o filho, e a mulher era responsável por levar ao pediatra, ia sozinha nas reuniões da escola e cuidava da alimentação dos pequenos, entre outras coisas. Hoje essas atividades não são mais exclusivas nem fazem parte do papel da mãe ou do pai. No geral, muitos casais fazem isso juntos e muito bem.

E essa mudança de comportamento, claro, tem relação direta com a entrada da mulher no mercado de trabalho, uma vez que ela passou a dividir o orçamento doméstico e também precisa da ajuda do parceiro para as tarefas da casa e com as crianças. Essas mudanças de conduta também têm relação com as novas configurações familiares, como casais homoafetivos, mulheres e homens que assumiram a maternidade/paternidade sozinhos, crianças criadas por avós, tios, etc.

É importante ressaltar que essas transformações que estão acontecendo nas relações familiares e na forma como pais e mães criam os filhos não são moda, não são efêmeras. São mudanças sólidas, que estão ajudando a estabelecer nova maneira de educar nossas crianças. É claro que cada casal sabe a melhor forma de educar seus filhos, por isso a atenção deve estar na função dos papeis e não apenas na figura. A participação mais ativa do pai e a desconstrução de papeis que "são da mãe" ou "são do pai" devem ser feitas, pois hoje em dia o espaço é de ambos.

Os dois estão trabalhando muito, crescendo em suas carreiras, e da mesma forma que estão crescendo lá fora, a parceria deve se estender para dentro de casa. A cultura nos ensinou qual é o papel da mãe e do pai, mas hoje as discussões estão transformando a forma como analisamos estes papeis, apontando que ambos podem exercer qualquer atividade quando o assunto é o cuidado e afetividade em relação aos seus filhos, e trazendo ressignificações importantes neste processo.

Pelo lado afetivo, muitos estudos mostram a importância do cuidador mais presente na rotina e na educação dos filhos. E isto vai além da presença física. É importante que os pais não "estejam" apenas com os filhos, mas que dialoguem, discutam, conversem, tenham uma comunicação próxima e de qualidade! No caso de crianças, é importante brincar com elas, assistir desenhos e filmes juntos, fazer tarefas escolares juntos e ensiná-las algumas atividades de rotina (ex. práticas de higiene, cuidados com os próprios pertences, comportamentos relacionados à alimentação, hábitos de estudo).

É fundamental lembrar que os pais são modelos na vida dos filhos, sejam modelos bons ou ruins. E sem dúvida há o aumento da probabilidade das crianças crescerem mais confiantes e com maior autoestima e responsabilidade ao serem expostas a um ambiente em que os pais são mais participativos e que se envolvam mais.

Feliz Dia dos Pais!

Por: Claudia Cantero

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As psicólogas Cibely Pacífico e Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir, ministraram palestra para pedagogos e professores do ensino fundamental e médio, que atuam no Hospital do Câncer de Londrina e no Hospital Universitário e que atendem crianças que estão internadas nessas instituições. A palestra fez parte de um projeto de capacitação continuada para esses profissionais. O título da apresentação foi “Análise do Comportamento e Neurociência: Contribuições para a Aprendizagem no Contexto Hospitalar”.

Conforme Cibely, o convite para a palestra partiu dos próprios hospitais, pensando mesmo na capacitação desses profissionais que atendem os estudantes em situações especiais e também nas dificuldades de aprendizado que as crianças têm nesse contexto hospitalar. “As dúvidas abrangem desde os efeitos dos tratamentos e da medicação na criança até alternativas para deixar as aulas nesses ambientes mais atrativas e menos cansativas para os alunos”, destaca a psicóloga.

Cibely observa que dentro desse contexto hospitalar, mesmo que a medicação não altere aspectos cognitivos da criança, como atenção e memória, o fato dela estar hospitalizada a deixa mais vulnerável também a alterações emocionais, pode provocar estresse, às vezes depressão e ansiedade. E esses contextos emocionais, acrescenta Priscila, interferem no desempenho  cognitivo e em como a criança vai aprender. “E os materiais de ensino precisam sim ser diferentes, mais lúdicos, não dá para ser como no ensino formal, como na escola regular. Precisa ter alguma coisa para chamar a atenção da criança e ajudá-la a se motivar e a participar", frisa Priscila.

Cibely destaca que as aulas são ministradas diariamente, exatamente para as crianças que estão internadas não perderem o conteúdo. Alguns pacientes são atendidos no leito e outros estudam em uma sala preparada no hospital para essas atividades. A questão da criança ter aula no hospital, lembram as psicólogas, é direito garantido por lei e muitas vezes isso ajuda no tratamento porque é como se mudasse o foco, que deixa de ser a dor e a doença. “A criança se sente melhor, mais capacitada, melhora a autoestima e pode aliviar o estresse.”

Os professores são da rede pública de ensino e são cedidos para essas atividades no hospital. Além dessa atividade com as psicólogas, eles participam de outras palestras e outros cursos.

Essa palestra, segundo as psicólogas, foi vinculada ao projeto da ABPMC Comunidade, da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental, que tem a proposta de divulgar a análise do comportamento para a população em geral de forma gratuita.

 
 
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Há pouco menos de duas décadas temos observado mudanças em relação à comunicação, com a dinâmica de troca de palavras se aprimorando: ao invés de cartas utilizamos e-mails ou outras formas mais rápidas para se comunicar, como as mensagens por aplicativos. Tudo isso é reflexo da tecnologia. A comunicação, por sua vez, precisou acompanhar os avanços tecnológicos, consequentemente alterando também a forma que as pessoas expressam afeto e amor.

Hoje as palavras rapidamente são escritas e enviadas, oportunizando que a comunicação aconteça em um curto espaço de tempo. Esta economia de “tempo” acontece também com as palavras, muitas vezes substituídas pelos famosos “emoticons”, que representam estados de humor, aprovação, negação, saudações, despedidas e afeto. E como ficam os relacionamentos amorosos nesses tempos modernos?

Os namoros podem iniciar de forma virtual, a partir de redes sociais ou mesmo sites e/ou aplicativos especializados. Observamos que esses canais têm sido interessantes não só para os mais tímidos, mas também se tornou um ambiente atraente para pessoas que não se identificam com o flerte em bares e baladas, ou mesmo para adultos de meia idade. E isso funciona?

Pode funcionar! As relações também estão passando por mudanças e há muita experimentação. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman fala sobre a liquidez das relações modernas, onde nada é feito para durar, as pessoas estão se acostumando à facilidade de “desconectar-se” e rapidamente se desvencilharem umas das outras.

Para que funcione, porém, é importante que o investimento em conhecer o outro não seja feito pela metade ou de forma pouco tolerante e volátil. Hoje identificamos, principalmente nos mais jovens, imediatismo e busca por prazeres momentâneos, talvez já em consequência desta liquidez que vivemos. É como se as pessoas já tivessem que vir prontas apenas para se encaixarem aos nossos moldes, sendo proibidas de frustrar nossas expectativas, quando na realidade precisamos ajudar o outro a superar suas próprias dificuldades, resultando então em algo positivo para a relação que se constrói.

As relações de qualidade são compostas por sentimentos mais profundos de companheirismo e cumplicidade, sendo acompanhadas por respeito, amor, compatibilidade, flexibilidade e tolerância. Quanto menos tolerantes, menos investimos e lapidamos nossas relações.

A tecnologia pode favorecer os encontros, mas a permanência, e qualidade, da relação só pode ser mantida com as trocas positivas e tolerantes que se faz.

Por: Natália Mendes Ferrer

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A próxima edição do CinEvoluir, evento promovido pelo Núcleo Evoluir, acontece amanhã, dia 27 de maio, a partir das 14 horas, e vai exibir o filme “Um Novo Despertar”. Dirigido por Jodie Foster, o filme tem como tema central a depressão. No elenco, Mel Gibson, Anton Yelchin e a própria Jodie Foster. Ao final da sessão, como nas edições anteriores, acontece um bate-papo entre os participantes sobre as principais questões do filme, sob a ótica da Análise do Comportamento, com os psicólogos do Núcleo Evoluir em Londrina. A sessão acontece no auditório do Ed Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500).

O filme, segundo a psicóloga Paula Cordeiro, aborda a história de um homem com padrões de comportamento depressivos (apático, triste, desanimado). Dono de uma empresa de brinquedos, ele vê os negócios com problema, além de estar com dificuldades no casamento e na relação com os filhos. “O personagem tenta o suicídio, mas depois desse fracasso, ele recolhe um fantoche de castor do lixo e começa a usá-lo diariamente”, conta Paula. O Fantoche parece tomar vida e, por sua vez, organizar a vida de Walter, vivido por Mel Gibson. As vendas de sua empresa disparam e o relacionamento no casamento e com o filho mais novo melhora. O filme, destaca a psicóloga, gira em torno da vida do personagem com o fantoche e como ele faz para se livrar dele.

O filme tem uma dose de humor, mas retrata a questão da depressão com muita responsabilidade, conforme pontua Paula.  “O tema depressão é retratado de forma dura e pesada, com cenas engraçadas para tornar as situações mais reais”, descreve.

Segundo a psicóloga, após a exibição do filme, o bate-papo com os participantes deve abordar como as psicopatologias podem aparecer de diferentes formas e ainda discutir os contextos que as favorecem. “Andar com um castor na mão pode ser considerado loucura, surto psicótico. Mas no contexto do filme ele é seguido de sucesso”, exemplifica.

Serviço:

CinEvoluir de Maio

Filme: Um novo despertar

Data: 27 de maio

Local: Auditório do Edifício Torre Di Pietra (Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 / 3037-0470

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A influência da tecnologia nas relações interpessoais é o tema da palestra que as psicólogas Paula Cordeiro e Claudia Cantero, do Núcleo Evoluir, farão no dia 24 de maio, às 19h30, durante o X Congresso de Psicologia Unifil.  Batizada de "Vida Digital: Somos tão livres quanto pensamos? Uma discussão sob a perspectiva analítico comportamental do episódio 'Nosedive', de Black Mirror", a palestra vai debater sobre um dos episódios da consagrada série do Netflix.

O enredo de “Nosedive” - que se passa no futuro - conta a história de Lacie, uma moça obcecada em agradar os outros, mas que acaba se tornando impopular em uma rede social. Ela vive em um mundo onde as relações humanas são balizadas por avaliações baseadas em estrelas concedidas por um aplicativo. Quando Lacie deixa de receber as avaliações necessárias para garantir uma boa popularidade, passa a ser excluída da convivência com pessoas que até então eram próximas.

“A palestra irá promover uma discussão embasada na perspectiva da Análise do Comportamento e abordará de que forma a influência da tecnologia tem impactado nossas relações interpessoais, os nossos valores e a maneira de nos comportarmos na nossa sociedade”, afirmam as psicólogas. O episódio, segundo elas, chama a atenção sobre a necessidade de discutirmos sobre as consequências e limites do uso constante das mídias sociais, no impacto das mesmas nas relações afetivas e também nas relações profissionais.

O X Congresso de Psicologia da Unifil será de 22 a 25 de maio, na própria universidade. A programação completa está no site http://web.unifil.br/eventos/psicologia/.

Serviço:

Palestra "Vida Digital: Somos tão livres quanto pensamos? Uma discussão sob a perspectiva analítico comportamental do episódio 'Nosedive', de Black Mirror"

Com Paula Cordeiro e Claudia Cantero

24 de maio

19h30

Local: Unifil

Inscrições: http://web.unifil.br/eventos/psicologia/

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A próxima sessão do CinEvoluir, marcada para o dia 22 de abril, vai exibir o filme “A Mentira”. Dirigido por Will Gluck e estrelado por Emma Stone, a comédia romântica aborda a história de Oliver, uma adolescente certinha e pouco popular, que conta uma “pequena” mentira para a melhor amiga sobre como tinha sido seu final de semana. Ao final da sessão, como nas edições anteriores, acontece um bate papo entre os participantes sobre os principais temas do filme, sob a ótica da Análise do Comportamento, com os psicólogos do Núcleo Evoluir em Londrina. A sessão acontece no auditório do Ed Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500), às 14 horas.

Oliver decide apimentar os detalhes do final de semana com um garoto e mente para a amiga que perdeu a virgindade. A notícia se espalha pela escola e a personagem passa de uma hora para outra a ser popular, mas pelo motivo errado.

O tema central da discussão, nesta edição do CinEvoluir, será a própria mentira: por que mentir para ser legal?  A psicóloga Paula Cordeiro, que vai mediar o bate papo, observa que pesa nas relações essa “necessidade” de ser sempre legal e popular, como no caso do filme. “Mas por que temos que ser sempre legais? E vale a pena inventar algo que não é seu para ser legal?”, ressalta a psicóloga.

Quando se trata do universo dos adolescentes, como no filme, Paula observa que talvez para eles a “realidade” seja mais aversiva do que para os adultos. Mesmo assim, ela observa que mentir não é o melhor caminho para evitar situações conflituosas. Para ela, as "exigências" do mundo dos adolescentes, como ser bonita ou conseguir namorar muitas garotas, talvez dificultem a aceitação do que é real. “Mas a mentira não depende da idade, e sim da forma como o indivíduo lida com situações não ideiais e suas conseqüências”, reforça Paula, pontuando que apesar de não ser o que queremos das pessoas, a mentira existe e por vezes é usada em nossa sociedade.

Serviço:

CinEvoluir de Abril

Filme: A Mentira

Data: 22 de abril

Local: Auditório do Edifício Torre Di Pietra (Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 / 3037-0470

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Atualmente os ambientes corporativos estão diversificando e valorizando o perfil das pessoas que compõem o seu quadro de funcionários, principalmente porque o sucesso e avanço das companhias está ligado ao desempenho de seus colaboradores. Gerenciar pessoas é o principal desafio, desta forma o comportamento humano se torna a matéria-prima a ser analisada nos ambientes organizacionais. É comum hoje em dia nos depararmos com pessoas que ainda acreditam que o fator responsável pelo desempenho profissional seria o conhecimento técnico que o funcionário possui, quando na verdade, esse quesito é apenas uma das variadas habilidades necessárias para se alcançar um alto desempenho profissional. A inteligência tradicionalmente conhecida como Q.I se faz muito necessária e até indispensável, porém, se não for somada de forma equilibrada com a chamada Inteligência Emocional, pode acabar não trazendo resultados favoráveis tanto para as necessidades individuais quanto organizacionais.

A designação mais antiga sobre inteligência emocional foi tratada por Charles Darwin, que em sua obra discorreu sobre a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação. Embora muitas definições tradicionais de inteligência frisem aspectos cognitivos, como memória e resolução de problemas, vários pesquisadores do campo da inteligência reconhecem a importância de aspectos não-cognitivos. Daniel Goleman popularizou a expressão Inteligência Emocional (I.E), a considerando como a capacidade de identificac¸a~o, ana´lise e desenvolvimento de emoc¸o~es de acordo com a situac¸a~o a ser enfrentada, de forma a administrar bem estas emoc¸o~es para que as mesmas venham favorecer as interações sociais. A I.E conte´m cinco compete^ncias ba´sicas que sa~o classificadas como: autopercepc¸a~o, auto-regulamentac¸a~o, motivac¸a~o, empatia e habilidades sociais (Goleman, 2001).

Diversos estudos mostram o quanto as emoc¸o~es afetam o desempenho no trabalho, principalmente se o ambiente organizacional se mostra hostil, com certeza ocorrerá um prejuízo no desempenho dos profissionais. Por isso as empresas procuram pessoas com I.E alta para que possam motivar, coordenar e otimizar os serviços. Para os indivíduos que reconhecem a necessidade de desenvolver sua I.E, cabe buscar terapia para que um profissional da Psicologia possa ajudá-lo a desenvolver tais habilidades. Pessoas com melhor gerenciamento de suas emoções sa~o possivelmente as melhores sucedidas no mercado de trabalho e acabam tambe´m por terem maior qualidade de vida. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas, desta forma pessoas com habilidades como assertividade, empatia, pró-atividade e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

* Natalia Mendes Ferrer é mestre em análise do comportamento e psicóloga clínica do Núcleo Evoluir

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Interação social limitada, comportamentos repetitivos e interesses restritos caracterizam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O “autismo”, como é popularmente chamado, não tem apenas uma maneira de se manifestar nos portadores da doença, o que causa muitas dúvidas sobre como diagnosticar e tratar as pessoas que o apresentam. Para informar e conscientizar sobre o TEA, o dia 2 de abril foi eleito como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data para esclarecer sobre a doença e diminuir o preconceito em relação ao tema.

“O TEA se apresenta como um conjunto amplo e complexo de comportamentos que prejudicam a interação social e possivelmente a aprendizagem daquele que o apresenta”, explica a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir, em Londrina.  Ela explica que não há um teste específico para saber se a criança se encaixa no diagnóstico. “Tudo é feito por observação clínica e avaliações complementares”, esclarece.

É possível diagnosticar o autismo a partir de 18 meses, mas normalmente a confirmação ocorre em uma idade mais avançada, a partir de 3 anos. Dificuldade ou mesmo falta de interação social e padrões inadequados de comportamento, com repetições que parecem não ter finalidade, são os principais sintomas. “O tratamento envolve profissionais de diferentes áreas, com foco na interação social”, orienta. Os medicamentos são indicados apenas para minimizar sintomas como agressividade e estereotipia.

Paula destaca que os pais de autistas devem ser amparados durante todo o processo do diagnóstico e, se possível, no decorrer do tratamento. “A informação é de extrema importância para que os pais entendam o que está acontecendo e saibam como lidar com os comportamentos do filho, além de explicar para pessoas próximas como podem ajudá-los também”, diz Paula, reforçando que “o preconceito será o maior inimigo”.

Entender que os pais não têm culpa do transtorno é um dos passos essenciais no processo. “Eles tendem a achar que fizeram algo errado ou que poderiam ter evitado, mas não há ligação comprovada entre nenhum evento específico e o TEA. Os pais continuam tendo o mesmo papel de orientar, educar, cuidar, proteger, e amar o filho, mas precisarão aprender uma nova forma de se comunicar”, destaca.

A psicóloga também esclarece que a inclusão dos autistas nem sempre significa ensinar a criança a se socializar no mundo. “Muitas vezes a verdadeira inclusão está em alterar alguns aspectos do ambiente, consequentemente do mundo daquela pessoa, para que seja possível que ela se comunique. Para praticar a verdadeira inclusão, nós é que temos de aprender a ouvi-los”, ensina. 

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Enfrentar os problemas do dia a dia com mais leveza e menos culpa é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. Para debater sobre as possibilidades de tornar a rotina mais leve, o Núcleo Evoluir promove no dia 18 de março, das 8h30 às 12h, um bate-papo sobre o tema: “Sonho de Consumo: o desafio de viver com alegria e leveza”. O evento - que marca o aniversário de um ano do Núcleo - será no auditório do edifício Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500) e contará com palestras da equipe multidisciplinar da clínica sobre autoconhecimento e bem-estar físico e emocional.

Participam do debate a psicóloga Claudia Cantero, a médica psiquiatra Érica Ermel, a nutricionista funcional Thaís Salomão e o coach Gabriel Martins, que também vão propor exercícios aos participantes. As inscrições custam R$ 20, 00, dão direito a certificado e podem ser feitas pelos telefones (43) 3324-4741, 3037-0470 ou 99813-2629.

“Estresse e falta de tempo em um mundo frenético resumem a forma como nos comportamos hoje”, destaca a psicóloga Claudia Cantero, para quem a sociedade atual apresenta uma excessiva preocupação com o passado ou futuro. “Ao mesmo tempo que as pessoas estão mais imediatistas, estão cada vez mais vivendo no piloto automático, com dificuldade de vivenciar e se engajar nas experiências imediatas. Trabalhamos muito e estamos sempre insatisfeitos com o que temos”, exemplifica. A proposta do evento, segundo ela, é provocar uma reflexão sobre o modo de vida atual e discutir modelos de vida que sejam mais simples e mais conectados com o momento presente.

O coach Gabriel Martins observa que cada pessoa interpreta o mundo da sua maneira e reage de acordo com essa interpretação. “Essa reação gera sentimentos diferentes para cada situação. Duas pessoas vivendo um momento exatamente igual podem ver coisas diferentes e isso as levará a diferentes estados emocionais. É possível modificarmos esse estado e aprendermos a reagir da maneira mais positiva para nossa vida”, garante ele, que vai falar, no evento, sobre possibilidades de interpretação e reação nos momentos que diminuem a alegria e a leveza no dia-a-dia.

A médica psiquiatra Érica Ermel explica que a sobrecarga de informações a que estamos diariamente expostos pode gerar um estado crônico de ansiedade e descontentamento, visto que sobrecarregamos nossos cérebros com um amontoado de ideias e comandos, por vezes até contraditórios. “Além de grandes consumidores de informações e bens materiais colecionamos memórias, dúvidas, medos, expectativas e até mágoas. Há, de fato, uma maneira de viver com simplicidade em um mundo tão complicado?”, questiona ela, que promete algumas dicas para alcançar esse equilíbrio.

Diante das pressões rotineiras, a nutricionista Thaís Salomão destaca que falta tempo para cuidar de algo essencial: a própria saúde. “Viver com saúde é essencial e vital para que possamos ter uma vida plena e feliz. O ritmo de vida moderno, porém, gera um desequilíbrio em nosso organismo como um todo, afetando diretamente a nossa qualidade de vida”, comenta. Ela ressalta também que as pessoas estão superexpostas a informações sobre dietas e alimentos milagrosos, mas infelizmente não conseguem mudar a relação com a comida. No evento, Thaís vai explicar que os alimentos não são inimigos, mas aliados da boa saúde, e dar dicas sobre como equilibrar a alimentação sem paranoias e radicalismos.

Serviço

“Sonho de Consumo: o desafio de viver com alegria e leveza”

Data: 18 de março

Horário: 8h30 às 12h

Local: auditório do edifício Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500

As inscrições custam R$ 20, 00, dão direito a certificado e podem ser feitas pelos telefones (43) 3324-4741, 3037-0470 ou 99813-2629 (whatsapp).

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Os professores da Maple Bear Canadian School em Londrina vão participar de um curso na próxima quinta-feira, dia 19, de “Prevenção de Bullying no Ambiente Escolar”. O treinamento acontecerá na sede da escola (rua Dr. Carlos da Costa Branco, 237, Jardim Nikko), às 13h30, e será ministrado pela psicóloga Cibely Pacífico, do Núcleo Evoluir, e tem por objetivo ajudar os professores a identificarem indícios de bullying entre as crianças o mais rápido e evitar que o problema cresça.

A diretora da escola, Andrea Pizaia Ornellas, comenta que a prática do bullying é uma possibilidade no ambiente escolar e por isso sentiu a necessidade de promover esse treinamento para deixar os professores mais preparados. “Na Maple não é comum o bullying pois nossos professores estão bem atentos a estas questões. Mas avaliamos que seria importante reforçar esse preparo e assim ajudá-los a conversar com as crianças sobre o respeito aos outros e sobre diferenças”, observa Andrea.

Cibely acrescentou que no curso vai abordar questões como os tipos de bullying, como identificar envolvidos, como identificar a ocorrência do problema, o que é uma situação de crise e como os professores podem agir, as consequências dessa prática e como desenvolver estratégias de prevenção. “Também será incluído o papel da família, da escola e do próprio aluno”, frisou a psicóloga.

Ela lembra que identificar o bullying entre os alunos não é uma tarefa fácil, já que uma das suas principais características é a violência velada. Os professores, por sua vez, são capazes de acompanhar a evolução dos alunos no ambiente escolar, tornando-se peças fundamentais para a identificação de conflitos. “É importante que os profissionais de educação observem as mudanças comportamentais dos alunos e se atentem para suas causas".

Entre as mudanças de comportamento ela aponta dores de cabeça e estômago frequentes, oscilações de humor, material escolar danificado, marcas de agressões corporais, medo ou falta frequente às aulas, tristeza, ansiedade e depressão.

A psicóloga pontua que as consequências do bullying não são nocivas apenas para a vítima, mas também para o agressor, testemunhas, o próprio ambiente escolar e outras instituições. “Quanto antes identificado, menores serão os danos”, alerta. Cibely lembra que em casos de conflitos é importante acolher a vítima, ouvir as histórias e validar seus sentimentos. E também é fundamental acolher o agressor, tomando o cuidado de não expor o aluno, e respeitar o regimento da escola.

Ainda, deve-se conversar com os pais ou responsáveis e analisar o contexto em que as crianças estão envolvidas. A partir disso, pensar em intervenções tanto individuais quanto com a turma, a fim de remediar consequências e prevenir futuros problemas e novas situações de bullying. No caso de quem pratica é importante investigar as causas desse comportamento agressivo e tratá-las, uma vez que o agressor também apresenta sofrimento, assim como a vítima.  “Cada caso é único e precisa ser avaliado com cuidado”, frisa.

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