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No dia a dia da clínica em psicologia, não é incomum os terapeutas sentirem-se em dúvida na condução do trabalho com o cliente. Uma solução para auxiliar o profissional em relação aos dilemas é a supervisão de casos. Através desse atendimento, o terapeuta leva as informações do caso a um supervisor - em geral outro psicólogo -  que irá ajudá-lo a analisar. “O supervisor pode propor literaturas pertinentes, mostrar algumas investigações possíveis, perguntar até mesmo sobre alguns comportamentos do terapeuta que podem estar influenciando”, explica a Psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir. Ela iniciou em agosto um grupo de supervisão de casos clínicos em parceria com a psicóloga Aline Paula Rocha. As reuniões serão quinzenais, com turmas às quintas-feiras à noite ou sábado de manhã. Ainda há vagas aos sábados.

“O supervisor não é detentor da verdade, e nem está na posição de dar broncas. É alguém para olhar o caso junto com o terapeuta”, explica Paula, destacando que o objetivo é provocar novos olhares. “Muitas vezes, por estarmos muito envolvidos ou por falta de repertório em determinados assuntos, nos sentimos presos ou ‘amarrados’, que traz uma sensação de desamparo. A supervisão tem o objetivo de auxiliar o terapeuta nesses momentos”, acrescenta.

A supervisão de casos é obrigatória apenas para estudantes. Paula defende, entretanto, que o atendimento por um supervisor é benéfico até para profissionais experientes. Não há um protocolo geral para realizar supervisão, mas em geral o terapeuta apresenta o caso e vai fazendo perguntas, pontuações e análises, além de indicar literatura e técnicas. O trabalho pode ser individual ou em grupo. “O interessante de ser em grupo é que, ao ouvir o relato de outros casos, o terapeuta pode se beneficiar e aprender. Muitas vezes quando estamos ouvindo a supervisão de outra pessoa, percebemos várias coisas que podem ser usadas em nossos próprios casos”, pontua.

Serviço:

Grupo de supervisão de casos clínicos

Com Paula Cordeiro e Aline Paula Rocha

Reuniões quinzenais, com turmas às quintas-feiras à noite ou sábado de manhã

Informações: (43) 3324-4741

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Por Sephora Cordeiro - psicóloga do Núcleo Evoluir

Quem não quer filhos felizes e bem resolvidos, empenhados em construir uma sociedade melhor? Nossa reflexão aqui é sobre os valores – e o papel do pai, mais especificamente – envolvidos no desenvolvimento de uma pessoa carregada de empatia, autoconfiança, autoestima e capaz de respeitar o outro, principalmente os limites do outro.

Muitos pais estão compartilhando com as companheiras a responsabilidade de “criar os filhos”, como diziam nossas avós. E isso configura um arranjo diferente do modelo tradicional, aquele em que o homem é o provedor e a mulher a responsável pela rotina da casa e a educação dos filhos. 

Não é uma mera mudança na dinâmica do lar. A efetiva participação de pais e mães na formação dos filhos reforça de tal modo o vínculo familiar que a célula social parece até assumir um novo conceito, tamanho o comprometimento, responsabilidade, disciplina, respeito e afetividade que gera, até mesmo quando a necessidade de impor limites às crianças se impõe.

Certamente, o lar onde se compartilha tais valores gera pessoas amadurecidas, menos ansiosas, mais autoconfiantes e com a autoestima bem resolvida. Enfim, pessoas adultas mais felizes que farão o mundo mais leve. 

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O Núcleo Evoluir promove o evento “Psicologia do esporte: busca de equilíbrio emocional”, no dia 18 de agosto, a partir das 8h30, no auditório do edifício Torre Pietra  (Av. Ayrton Senna, 500). Nesta edição do Evoluir Conhecimento, as psicólogas Daiane Zanqueta, Priscila Sakuma (do Núcleo Evoluir) e Silvia Regina de Souza (UEL) abordarão aspectos históricos e a aplicação dessa área da psicologia em diferentes modalidades esportivas.

 

O tema ganhou visibilidade durante a Copa do Mundo da Rússia, quando o preparo emocional de muitos jogadores foi decisivo para melhorar resultados. A psicóloga Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir, observa que o meio esportivo de alto rendimento está entendendo que o trabalho desempenhado por psicólogos é tão importante quanto qualquer outra preparação que o atleta tenha que ter para atingir seus objetivos.

 

Muitas vezes a psicologia é preterida num contexto de preparação do atleta por falta de conhecimento sobre o real trabalho do profissional nessa área ou por preconceito, já que em algumas situações o termo utilizado para esse trabalho é apoio “emocional”, que para alguns técnicos qualquer um pode fazer com palavras de motivação, por exemplo. “Mas o trabalho desse profissional está pautado no conhecimento científico", garante Priscila.

 

A psicóloga Daiane Zanqueta, também do Núcleo Evoluir, destaca que essa área da psicologia pode treinar habilidades psicológicas nos atletas. “Identificamos as habilidades necessárias para cada modalidade e analisamos o comportamento dos jogadores e da equipe. Atenção, concentração e aprender a lidar com pressões são comportamentos desejados em jogadores de futebol”, exemplifica. 

 

Daiane, que trabalha com treinamento de árbitros, lembra que eles também devem passar por preparação psicológica para enfrentar a pressão dentro de campo. “Os árbitros precisam desenvolver habilidades como atenção, controle de respiração e tomada de decisão, entre outras, para garantir o bom andamento da partida”, explica.

 

 

Serviço: 

 

Evoluir Conhecimento 

Psicologia do esporte: busca do equilíbrio emocional

 

Dia 18 de agosto

8h30

Auditório do edifício Torre Pietra: av. Ayrton Senna, 500

Inscrições e informações: Núcleo Evoluir: (43) 3037-0470 e 3324-4741 ou pelo e-mail contato@nucleoevoluir.com.br

Investimento: R$40,00 (desconto de 25% para grupos de 5 pessoas). Incluso certificado de 4 horas

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Por Isabella Plaisant Canezim – estagiária do Núcleo Evoluir

O valor da amizade é um tema discutido desde a Escola de Atenas. Platão e Aristóteles consideravam de extrema importância discorrer sobre o assunto. Platão salienta, nesta época, que a ética, o senso de justiça, a generosidade e a coragem compõem o ser humano e limitam as suas ações.

O que é, então, agir com todas essas virtudes? E, principalmente, como isso aproxima as pessoas? Para Platão, praticar o Bem é uma exclusividade do ser humano. Quando se age virtuosamente com o próximo, está se praticando o Bem, e, consequentemente, se estabelece um elo entre ética e amizade.

Nesse sentido, Skinner, em 1974, aproxima-se de Aristóteles ao postular sobre o autoconhecimento, na qual envolve uma conexão com o julgamento (positivo ou negativo) que, constantemente, fazemos dos nossos amigos.

Aristóteles afirmava que, ao julgar o próximo, estamos enxergando nossas próprias ações. Dessa forma, a amizade se faz importante para nos reconhecer. Ajudar o próximo, agir com justiça e praticar o bem, são ações reconhecidas pelos nossos amigos, que, automaticamente, nos promovem o autoconhecimento.

Através do nosso amigo, vemos nós mesmos. Representamos nossas boas ações. Com ele, compartilhamos e divimos a mesma vontade de fazer o bem. Da mesma forma, eles irão nos dizer quando não estamos agindo virtuosamente, evidenciando os resultados das nossas ações.

O verdadeiro amigo nos restaura, retomando o bom caminho por meio de uma palavra ou por meio do bom exemplo. É nesse ponto que os ensinamentos aristotélicos se assemelham ao Behaviorismo Radical Skinneriano.

Para Skinner (1974/1999), para obtermos o autoconhecimento, é imprescindível a presença do outro. O meio social nos ensina, por meio de comportamentos verbais e não-verbais, como estamos agindo no mundo.

Esse é o verdadeiro valor da amizade. Compartilhamos das mesmas virtudes, dos mesmos gostos, dos mesmos princípios e do mesmo amor. O verdadeiro amigo nos mostra a melhor trilha a ser seguida. Nos mostra o princípio do amor.

ARISTÓTELES. Ética a Nicomaco. Coleção: Os Pensadores, vol. 2. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

COMPORTE-SE. Aristóteles e skinner: autoconhecimento, ética e amizade. Disponi´vel em: <https://www.comportese.com/2014/03/aristoteles-e-skinner-autoconhecimento-etica-e-amizade>. Acesso em: 11 jul. 2018.

SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1999. Originalmente publicado em 1974.

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A psicologia é um assunto que ganhou visibilidade nesta Copa do Mundo. Jogadores, técnicos e comentaristas esportivos reforçam cada vez mais a importância da psicologia do esporte para desenvolver as habilidades que podem ser decisivas na conquista da taça. A concentração do jogador português Cristiano Ronaldo, as distrações do argentino Messi no início da competição e a perda de controle do craque brasileiro Neymar diante da pressão da torcida e da mídia não passaram despercebidos pelos fãs de futebol. 

A psicóloga Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir em Londrina, observa que o meio esportivo de alto rendimento está entendendo que o trabalho desempenhado por psicólogos é tão importante quanto qualquer outra preparação que o atleta tenha que ter para atingir seus objetivos.

Muitas vezes a psicologia é preterida num contexto de preparação do atleta por falta de conhecimento sobre o real trabalho do profissional nessa área ou por preconceito, já que em algumas situações o termo utilizado para esse trabalho é apoio “emocional”, que para alguns técnicos qualquer um pode fazer com palavras de motivação, por exemplo. “Mas o trabalho desse profissional está pautado no conhecimento científico", garante Priscila.

 Ela acrescenta ainda que, diferente do atendimento psicológico clínico, o profissional que atua no esporte está com seu olhar voltado para o contexto esportivo, ou seja, trabalhando todas as variáveis que estão próximas ao atleta e que podem afetar seu rendimento ou mesmo sua relação com o esporte, sem desprezar seu bem-estar.

 A psicóloga Daiane Zanqueta, também do Núcleo Evoluir, destaca que essa área da psicologia pode “treinar” habilidades psicológicas nos jogadores. “Identificamos as habilidades necessárias para cada modalidade e analisamos o comportamento dos jogadores e da equipe. Atenção, concentração e aprender a lidar com pressões são comportamentos desejados em jogadores de futebol”, exemplifica.

 Daiane, que trabalha com treinamento de árbitros, lembra que eles também devem passar por preparação psicológica para enfrentar a pressão dentro de campo. “Os árbitros precisam desenvolver habilidades como atenção, controle de respiração e tomada de decisão, entre outras, para garantir o bom andamento da partida”, explica.

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Os aspectos que diferenciam a ciência do senso comum e como o conhecimento científico pode impactar na atuação profissional de psicólogos, outros profissionais da área de saúde e de gestão de pessoas serão o tema da próxima edição do Evoluir Conhecimento. O curso “Con(sciência): Psicologia, tomada de decisão e atuação profissional baseada em evidências” será no dia 23 de junho a partir das 8h30, com duração de quatro horas. A coordenação é da mestra em Neurociências e Comportamento Myenne Mieko Ayres Tsutsumi ( UFPA) e terá a participação dos mestrandos em análise do comportamento André Luiz e Guilherme Alcântara Ramos.

“A proposta é usar o método científico para embasar decisões profissionais”, afirma Myenne, destacando que a metodologia ajuda a tomar decisões mais acertadas e reduz o risco de incorrer em ciclos de tentativas e erros. “Vamos falar sobre como as evidências científicas podem ser usadas para apoiar a tomada de decisões”, reforça. 

O curso é destinado para estudantes e profissionais de psicologia, demais áreas da saúde e gestão de recursos humanos.“Em uma empresa, por exemplo, as decisões baseadas em evidências científicas podem gerar resultados como processos mais rápidos, maior economia e otimização de recursos”, afirma. 

Serviço:
Curso “Con(sciência): Psicologia, tomada de decisão e atuação profissional baseada em evidências”, 23 de junho, a partir das 8h30
Nucleo Evoluir - Avenida Ayrton Senna, 500 (Edifício Torre Pietra)
As inscrições custam R$ 45 e devem ser feitas no link ...

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A psicologia pode ser importante aliada para os profissionais de Recursos Humanos. Para ajudá-los a entender o comportamento humano e usar conceitos de tecnologia comportamental no dia a dia, o Núcleo Evoluir promove o curso “Desbravando o Comportamento Humano – A Base da Tecnologia Comportamental”, como parte das atividades do Evoluir Conhecimento. O curso é destinado a estudantes e profissionais de psicologia e gestão de RH. Serão três turmas (uma inciando no dia 12 de abril e outras duas no dia 28 de abril). Cada turma contará com oito encontros de duas horas.

As duas primeiras turmas serão coordenadas pela professora, mestra em Neurociências e Comportamento (UFPA), Myenne Mieko Ayres Tsutsumi, com participação dos professores convidados André Luiz e Guilherme Alcântara Ramos, mestrandos em Análise do Comportamento (UEL) e pesquisadores no Laboratório de Análise Experimental do Comportamento Humano (UEL). A terceira turma terá coordenação dos psicólogos Bruna Resende Teixeira, João Henrique Freiria Tristão Romero e Laira Cristine Estabile. As aulas vão abordar aspectos teóricos, metodológicos e históricos que deram origem ao Behaviorismo Radical e à Análise do Comportamento. Além disso, pretendem avaliar a importância de profissionais da prestação de serviços conhecerem pesquisa conceitual, básica e aplicada da área que atua.

“Profissionais que compreendem melhor a base da tecnologia envolvida no estudo e modificação do comportamento humano conseguem avaliar mais criticamente a interação entre o mundo e o comportamento das pessoas”, pontuam os pesquisadores André Luiz e Guilherme Ramos. Segundo eles, o objetivo do curso é dar subsídios para que estudantes e profissionais de psicologia ou gestão de RH recorram aos conceitos trabalhados sempre que precisem diagnosticar um problema de comportamento, seja deles mesmos, de um cliente ou de equipes em empresas.

“É comum profissionais em empresas relatarem e disseminarem a prática de que as pessoas devem ser punidas para aprender, contudo há inúmeras pesquisas que demonstraram uma série de efeitos colaterais não desejáveis ao se utilizar punições exacerbadas”, exemplificaram.

Para psicólogos, entender quais tecnologias comportamentais produzem resultados mais satisfatórios e com maior chance de bem-estar para as pessoas é importante para diagnosticar, planejar e executar intervenções para modificar o comportamento de seus clientes. “Isso, muito provavelmente, os destacará no mercado de trabalho”, afirmam.

Já os profissionais de RH que entendem a base da tecnologia comportamental envolvida no estudo e modificação do comportamento humano, conforme André Luiz e Guilherme Ramos, estão em melhores posições para propor intervenções mais eficientes e eficazes para resolver problemas de comportamento organizacional. “Esse entendimento possibilitará que os profissionais de RH consigam avaliar com maior precisão quais as necessidades organizacionais para desenvolver comportamentos produtivos, motivados e alinhados com a missão da empresa”, dizem.

 

Serviço:

Desbravando o Comportamento Humano – A Base da Tecnologia Comportamental”

Data:  12 e 28 de abril

Local: Núcleo Evoluir (Av. Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 ou (43) 99813-2629.

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Empatia será o tema da primeira edição do projeto Evoluir Comunidade de 2018. A palestra "Empatia: conectar sentimentos para melhorar o mundo”, será ministrada pela psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir, no dia 22 de março, às 19h30, no auditório do edifício Torre Pietra (Av. Ayrton Senna, 500). O evento comemora o aniversário de 2 anos do Núcleo. O Evoluir Comunidade é uma iniciativa dos profissionais da clínica cujo objetivo é levar informações para todas as pessoas interessadas em qualidade de vida e autoconhecimento. As inscrições podem ser feitas mediante doação de alimentos que devem ser entregues no dia do evento.

 A escolha do tema, de acordo com Paula, foi baseada na percepção de que, cada vez mais, as pessoas encontram dificuldades em entender os sentimentos do outro, o que seria a base de um comportamento empático. “Não é apenas se colocar no lugar do outro, mas compreender o que ele está sentindo a partir do nosso próprio conceito sobre o sentimento em questão”, explica, complementando que, quando dizemos ao outro que estamos tristes, por exemplo, a empatia surge quando o interlocutor interpreta a tristeza de acordo com o que ele conhece como tal.

“A empatia é um dos sentimentos mais importantes, pois conecta as pessoas e melhora nossas relações. Percebo na prática clínica que tem faltado empatia, e isso acarreta problemas graves de relacionamento e consequentemente problemas emocionais”, destaca. A ideia desta edição do Evoluir Comunidade, portanto, é falar sobre o assunto para que mais pessoas reflitam sobre o comportamento.

Paula defende, ainda, que os próprios profissionais da área de psicologia podem praticar empatia e estimular os pacientes a exercitarem-na durante as sessões. “No nosso trabalho, o protagonista é sempre o paciente, mas podemos incentivá-lo a pensar no que o outro está sentindo”, acredita.

Serviço:

"Empatia: conectar sentimentos para melhorar o mundo”

Dia 22 de março, às 19h30

Local: Auditório do edifício Torre Pietra (Av. Ayrton Senna, 500).

As inscrições são gratuitas, mediante doação de alimentos

Informações: (43) 3037-0470

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Há cinco anos, em todo mês de janeiro, acontece a campanha Janeiro Branco, projetada para promover a saúde mental e emocional das pessoas. Tem por objetivo chamar a atenção da população, de profissionais de saúde, da mídia e das instituições sociais, públicas e privadas, para a importância da promoção da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos. A campanha aproveita a simbologia do início do ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem e garantirem Saúde Mental e Saúde Emocional em suas vidas e na de todos ao seu redor.

Para a psicóloga Celi Lovato, do Núcleo Evoluir, a importância desta campanha, além de chamar a atenção da sociedade, é contribuir para desmistificar as doenças mentais e seus tratamentos. “E é uma maneira de divulgar que existem várias formas de estar adoecido e um dos principais sintomas é sentir-se em desequilíbrio consigo mesmo ou com as pessoas com quem convive”, pontua.

Luciane Ignácio, também psicóloga do Núcleo Evoluir, reforça que a campanha é sim um importante passo para falar sobre o tema e destaca que saúde mental é parte da saúde física. “Estudos mostram que a influência de como sentimos, interpretamos e nos comportamos pode agir diretamente na nossa saúde. Mudamos a todo momento o mundo que nos cerca, que por sua vez nos influencia. E esse círculo vicioso, se não percebido, pode nos adoecer emocional e fisicamente”, alerta.

Por isso, na sua avaliação, uma campanha como essa pode chamar a atenção para esse tipo de reflexo. E vai além, uma campanha como essa pode ajudar a reduzir doenças. “O primeiro e mais importante passo para a mudança é saber que precisa dela”, pontua Luciane.

Para Celi, esse movimento é um começo para ampliar a discussão. “A divulgação do que se entende por saúde mental  e emocional pode fazer com que pessoas se identifiquem ou identifiquem pessoas ao seu redor com sintomas e definições que estão sendo divulgadas e, assim, podem buscar ajuda”, observa a psicóloga. Ela ainda acrescenta que a Organização Mundial da Saúde divulgou dados assustadores sobre saúde mental no Brasil, colocando o País como recordista de casos de depressão na América Latina e campeão mundial em relação à ansiedade. Além disso, o número de suicídio entre os jovens brasileiros desperta tristeza e preocupação. “Por isso precisamos falar, e muito, sobre isso para salvar vidas”, reitera.

Na sua avaliação, além dessa campanha, outras formas de prevenção podem contribuir para diminuir problemas com saúde mental. Um dos caminhos é levar informação para o maior número de pessoas. As escolas, por exemplo, são ótimas alternativas pois atingem um grande volume de pessoas. “As escolas podem capacitar seus professores e colaboradores e até manter um psicólogo no local, criando projetos de “Educação Emocional” para as crianças e seus familiares”, elenca Celi. Políticas públicas para acesso mais rápido a médicos e psicólogos capacitados para fazer o encaminhamento mais eficiente também podem minimizar problemas mentais e emocionais.

Celi observa que o olhar atento e amoroso dos pais, familiares, professores, parceiros, amigos são sempre de grande importância para identificar que algo está em desequilíbrio na pessoa e que ela precisa de ajuda. “É preciso falar sobre o que está vendo em si próprio ou no outro, buscando ajuda e dando apoio. É segurar na mão e, às vezes, carregar no colo por um tempo e dizer: vem, tem jeito e estamos juntos”.

Luciane, por sua vez, frisa que um dos caminhos mais indicados para minimizar problemas de saúde mental/emocional é conhecer-se. Nesse sentido, um tratamento psicoterápico pode ser muito benéfico, pois promove o autoconhecimento. “É através dele que o paciente entra em contato com seus sentimentos, interpretações, comportamentos, situações que permeiam sua vida. Com a elucidação disso tudo e com supervisão terapêutica ele poderá ordenar melhor seus sentimentos, escolher melhor outras maneiras de se comportar diante das situações e se planejar para futuros projetos pessoais”, explica.

Por isso, reitera a psicóloga, quando uma pessoa não se sente bem emocionalmente, o mais indicado seria reconhecer que precisa de ajuda, que sozinho pode não dar conta e recorrer a alguém com preparação adequada.

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  Nos últimos dias estão sendo divulgados os resultados de vestibulares concorridos, como o da UEL, e a liberação de vagas pelo Sisu (que é o ingresso às universidades através das notas do Enem). Para os aprovados o momento é de alegria, comemoração, alívio, planos novos, vida nova. Mas para o vestibulando que não conseguiu a vaga, o momento é de tristeza, choros, medos e decepções. É normal que o mesmo possa estar acontecendo com você que é pai ou mãe de um jovem vestibulando: felicidade se ele passou e tristeza se foi reprovado.  Você pode sofrer e sentir-se impotente por não livrar seu filho da angústia de não achar o nome na lista de aprovados, mas você precisará saber lidar com sua frustração e acolher seu filho. Lembre-o e lembre-se de que é um processo seletivo: alguns entrarão outros não. Fique “por perto” do seu filho, ofereça apoio, colo, orientação e converse com ele sobre como ele se sente, sempre olhando nos olhos.

       Se você considerar que seu filho não estudou ou se esforçou o suficiente para ser aprovado no vestibular, tenha a certeza de que agora não é o momento para discussão. Avise-o que vocês voltarão a conversar e analisar como foi que ele se preparou para estas provas e depois terão que pensar juntos nas mudanças que farão, pois as estratégias que ele usou não deram o resultado esperado. Não use palavras agressivas, não humilhe seu filho.

Porém, se você o acompanhou e viu que ele não perdeu aulas, manteve um ritmo de estudos intensos, fez simulados, foi aos plantões, entre outras atividades, relembre-o disso e diga que não é possível fazer além do seu máximo. Mostre-lhe que não está sozinho e que você reconhece o esforço dele. Diga que ele precisará de uns dias para elaborar essa perda, porém vocês voltarão a conversar para pensar e decidir juntos as estratégias que usarão para que ele possa continuar buscando a tão sonhada vaga.

     Quando sentir que pode voltar ao assunto com seu filho, analisem o que foi feito, ouça-o e opine, passando otimismo e falando que existem boas perspectivas de futuro. Juntos resolvam sobre o cursinho e as aulas extras que vocês julguem ser melhor, as estratégias que foram usadas e mostraram um progresso e as que devem ser abandonadas. Incentive-o a se organizar e manter um planejamento de rotina de estudos diários, com todos os compromissos semanais, mas oriente-o a também manter hábitos saudáveis incluindo uma atividade física na agenda semanal dele.

       Uma análise importante a ser feita junto com seu filho é se existem questões emocionais que possam estar interferindo no desempenho dele tanto durante a preparação quanto na hora do vestibular (ansiedades, “branco”, falta de concentração, inseguranças, dificuldade para se organizar para estudar ou dificuldade de fazer as provas no tempo concedido, etc), se entenderem que sim ou se não conseguirem chegar a uma conclusão sobre quais fatores estão atrapalhando a sua preparação para o vestibular, procurem ajuda de um psicólogo capacitado que esclarecerá se existe a necessidade de acompanhamento psicológico.

      Mas uma coisa é certa: seu apoio e sua tranquilidade podem aumentar a afinidade entre vocês. É bem possível que seu filho passe a considerar e ouvir mais o seu ponto de vista e principalmente que vocês estão juntos para o que der e vier. Use esse momento de adversidade com sabedoria e aproxime-se mais de seu filho.

Por: Celi Lovato - psicóloga no Núcleo Evoluir

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