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Como o machismo provoca problemas emocionais, cognitivos e comportamentais e como profissionais da área de psicologia podem identificar e ajudar pessoas em sofrimento? O curso “Introdução à Análise do Comportamento e Feminismo: Implicações na Prática Clínica”, promovido pelo Núcleo Evoluir, vai abordar essa temática. O evento será no dia 2 de dezembro, a partir das 9 horas, no auditório principal do Edifício Torre di Pietra ( Av. Ayrton Senna da Silva, 500, Gleba Palhano).

As responsáveis pelas aulas serão as psicólogas Amanda Oliveira de Morais (UEM/IMPAC) e Marcela de Oliveira Ortolan (UEL), ambas do coletivo Marias & Amélias de Mulheres Analistas do Comportamento. No período da manhã, o curso vai abordar a o impacto do machismo na vida das mulheres e a compreensão do feminismo por uma perspectiva científica, inclusive como campo teórico e político. À tarde, a partir das 14 horas, haverá sessão do CinEvoluir com exibição e discussão do filme Histórias Cruzadas. Como já é tradicional, o Cine oferece coffee break, pipoca e refrigerante durante o filme e certificado.

No curso, Marcela e Amanda vão apresentar casos clínicos para o treino de identificação de situações machistas e apontar as possibilidades de intervenções coerentes com a Análise do Comportamento e o Feminismo. “Vamos mostrar e discutir variáveis machistas presentes no desenvolvimento humano e, consequentemente, na produção de problemas emocionais, cognitivos e comportamentais”, reforçam.

Para elas, todas as relações sociais das mulheres são afetadas pelo patriarcado, da vida privada (casamento, namoro, família, amigos) à vida pública (trabalho, eventos, participação política). As diferentes formas de violência - física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, entre outras - são produtoras e produto desta cultura. “Os efeitos da violência provocam diminuição da autoestima, isolamento, dificuldades nas interações sociais e aumento da probabilidade do desenvolvimento de depressão, ansiedade e transtorno de stress pós-traumático. Além disso, as lesões físicas, que vão de hematomas ao feminicídio, podem provocar adoecimento e DSTs”, antecipam.

O público alvo do curso são estudantes de psicologia e profissionais. O custo é de R$ 60,00 para profissionais e R$ 40,00 para estudantes. Haverá desconto de 25% para grupos de cinco pessoas.

Serviço:

Introdução a Análise do Comportamento e Feminismo: Implicações na Prática Clínica

Dia 2 de dezembro

Auditório principal do Edifício Torre di Pietra – Av. Ayrton Senna da Silva, 500, Gleba Palhano – Londrina/PR

9h às 12h e das 14h às 17h.

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 ou (43) 3037-0470

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O Núcleo Evoluir participará da II Semana de Psicologia da Unopar, que terá como tema “Psicologia: Diversidade e Contemporaneidade”. O evento acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de outubro, na unidade Piza (av. Paris), com mesas redondas e minicursos.

No dia 23 de outubro, a psicóloga Priscila Sakuma participa, às 19h, da mesa sobre Psicologia do Esporte.

No dia 24 de outubro, às 19h, a psicóloga Cibely Pacífico e a psiquiatra Gisele Teixeira darão o minicurso “Comunicação entre Psicologia e Neurociência: o ponto de vista clínico e psiquiátrico”. E no dia 25, às 8h, a psicóloga Natália Mendes Ferrer falará sobre “Estudo das micro expressões faciais”.

Os interessados devem se inscrever pelo link: https://goo.gl/forms/zLiqTJS9ROFShSmx2.

 O investimento é de R$ 20 para estudantes da Unopar, R$ 25 para alunos de outras instituições e R$ 30 para profissionais.

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A história da personagem Ivan, da novela “A Força do Querer”, chamou a atenção do Brasil para a aceitação das pessoas transgênero. Na trama escrita por Glória Perez, Ivan nasceu Ivana - uma mulher -, mas ao longo da novela se descobre como uma pessoa pertencente ao sexo masculino. Apesar de polêmica, a história de Ivan despertou empatia nos telespectadores, que passaram a ver com olhos menos preconceituosos o dilema das pessoas que não se sentem à vontade no sexo biológico.

A psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir, considera importante a iniciativa de falar sobre o assunto. “Como em todos os casos de minorias - que são grupos que diferem da maior parte da população - o preconceito pode ser fatal”, avalia ela, lembrando dos inúmeros casos de manifestações de ódio que resultam até na morte de travestis e transexuais. “É preciso fornecer para a população o maior número de informação possível, estimular a empatia entre as pessoas para que não tenhamos mais situações de preconceito e violências contra essa ou qualquer outra parcela da população”, destaca.

Conforme Paula, não há uma idade padrão para identificação de desconforto com o gênero, até porque muitas vezes esse desconforto é socialmente reprimido e a pessoa só consegue percebe-lo em idade mais avançada. Os sinais que indicam a identidade de gênero com o sexo oposto ao nascimento podem ser claros, como desconforto especifico com o gênero, insatisfação com características físicas e não reconhecimento como homem/mulher. “Mas pode haver sinais mais gerais, como ansiedade muito alta, alguns traços de depressão, entre outros sintomas não necessariamente ligados à identificação de gênero”, pontua, lembrando que não há regras estabelecidas para todas as pessoas. “A partir do momento em que existe a consciência sobre o gênero, é possível que se comece a apresentar características transgênero. Muitas vezes, devido à cultura e ao meio em que a pessoa vive, ela pode demorar mais para dar pistas ou mesmo se identificar como transgênero”, avalia.

Também não existe uma idade “certa” para o reconhecimento da identidade trans. “As crianças, por exemplo, apresentam forte desejo de pertencer ao outro gênero ou insistência de que um gênero é o outro. Além disso, apresentam descontentamento com a própria anatomia sexual”, explica. Também é frequente observar preferências pelo gênero oposto e resistência em vestir roupas típicas de seu gênero de nascimento.

Pessoas transgênero que decidem assumir essa condição precisam de ajuda e apoio profissional e também de amigos e familiares. A forma como irão comunicar isso, porém, depende de cada contexto. “O principal é conseguir comunicar sentimentos, explicar que o que está acontecendo é uma tentativa de se sentir melhor, de se sentir natural dentro do seu próprio corpo. É difícil para a maioria das pessoas entenderem que algumas pessoas não se sentem naturais com seus corpos, por isso é necessário explicar o que sente e o que espera sentir”, orienta. Amigos e familiares devem formar uma rede de apoio para que não apenas fortaleçam a pessoa transgênero, mas a todos como uma unidade. 

Durante a transição de gênero, toda ajuda necessária é bem-vinda, o que envolve apoio psicológico, psiquiátrico, médico e nutricional, além, é claro, do acolhimento de amigos, familiares, pessoas da comunidade próxima e do trabalho. A psicóloga lembra que uma mudança tão grande pode gerar inúmeros sintomas de ansiedade e depressão. “Por isso é essencial o acompanhamento psicológico”, reforça. 

A psicóloga lembra que existem pessoas que já se assumem como "livres" de definições de gênero e preferem transitar entre os gêneros ao invés de assumir um “rótulo”. “É preciso entender que cada indivíduo é único e, portanto, tem suas próprias características. Nossas preferências e escolhas podem mudar ao longo da vida, o que pode ocorrer devido ao aumento do autoconhecimento e da aceitação de sentimentos”, finaliza.

 
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O Núcleo Evoluir promove no dia 07 de outubro o curso “Avaliação, ensino da comunicação e manejo da ecolalia”, que será ministrado pela psicóloga Fernanda Calixto. O curso é voltado para psicólogos e estudantes de psicologia do quarto e quinto ano. O conteúdo vai abordar a avaliação comportamental da comunicação, o ensino estruturado dos operantes verbais e o manejo comportamental da ecolalia, destacando temas como autismo, ABA e protocolo VB MAAP. 

O atraso no desenvolvimento da linguagem é uma das principais características definidoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O “Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program”, ou VB-MAPP, é um instrumento de avaliação referenciado por critérios, guia do currículo e sistema de rastreamento de habilidades que foi projetado para crianças com autismo e outros indivíduos que demonstram atrasos de linguagem. O curso será uma ferramenta importante para permitir uma boa avaliação do repertório da criança, suas habilidades e dificuldades no aprendizado.

Já a Terapia ABA é considerada a principal estratégia, com base em evidências científicas, no trabalho com crianças do espectro autista. Muitos são os estudos que comprovam a sua eficácia, especialmente na intervenção precoce e intensiva de crianças com autismo até cinco anos de idade.

A psicóloga Fernanda Calixto tem bastante experiência na área e essa será uma ótima oportunidade para os profissionais locais aperfeiçoarem seus conhecimentos. Fernanda tem mestrado pela UEL, doutorado pela UFSCAR e é pós-doutoranda em Psicologia também pela UFSCAR. Ela tem experiência em intervenções analítico-comportamentais, manejo comportamental e promoção de autocontrole. As vagas são limitadas.

Serviço:                                                                             

Avaliação, ensino da comunicação e manejo da ecolalia”, com Fernanda Calixto

7 de outubro

Das 9 às 18 horas

Local: Núcleo Evoluir (Ac Ayrton Senna, 500 - sala 2702)

Informações: (43)3037-0470 e 3324-4741

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Campanha Setembro Amarelo estimula o debate sobre a prevenção ao suicídio e destaca a importância de discutir o tema

Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta que mais de 800 mil pessoas em todo o mundo tiram a própria vida anualmente no mundo e cerca de 12 mil no Brasil. Os números podem ser ainda maiores, uma vez que nem sempre o suicídio é notificado. Trata-se de uma importante questão de saúde pública, mas que é possível ser prevenida com ações eficazes e apoio de profissionais da área da saúde capacitados para reconhecer fatores de riscos, que não são poucos. Neste mês, que marca a discussão sobre o tema, especialistas apontam quais ações podem ser importantes para superar esse problema. Entre os caminhos, o mote da campanha Setembro Amarelo: “Falar é a melhor solução”

Para a psicóloga Sephora Cordeiro, do Núcleo Evoluir, falar é sim a melhor saída. “O indivíduo que pensa em atentar contra a própria vida vive um sofrimento emocional muito intenso e, sem dúvida, sofre de algum transtorno psiquiátrico, como depressão”, destaca ela, lembrando que este indivíduo, às vezes, precisa do apoio das pessoas que estão ao seu redor para que percebam seu sofrimento e o ajudem a reconhecer que precisa buscar ajuda profissional.

Sephora lembra que há um grupo vulnerável e que “pede” uma atenção especial, como os que passam por um sofrimento emocional, principalmente quando associado a um transtorno psicológico ou psiquiátrico. Pessoas vítimas de preconceitos, como homossexuais, vítimas de machismo, de bullyng ou que vivenciam eventos extremos, como os refugiados, que deixam seus familiares, sua história e sua identidade cultural e se vêem diante de um outro mundo também podem apresentar comportamentos suicidas. “Muitas vezes é possível perceber indícios de que a pessoa está enfrentando problemas, quando usa frases como “eu não devia ter nascido”, “não vejo mais sentido na vida”, “queria dormir e não acordar mais”, entre outras”, pontua a psicóloga.

Para a psiquiatra Gisele S. Teixeira Bellinello, do Núcleo Evoluir, há ainda algumas variáveis, isoladas ou associadas, que podem ampliar o risco de suicídio, como depressão grave, transtorno afetivo bipolar, síndromes psicóticas, impulsividade, dependência de álcool ou outras substâncias psicoativas, traumas de infância, violência sexual e física, perda ou separação dos pais, entre outras. As faixas etárias de adolescentes e idosos, alerta a médica, também pedem uma atenção especial. Tanto que, segundo dados da OMS, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

“Não há um motivo único para essa vulnerabilidade entre os jovens”, analisa Gisele. Entre os fatores que podem influenciar o comportamento suicida estão sentimentos de isolamento e busca por participação em grupos, experiência de abusos físicos e sexuais na infância e adolescência, desestruturação familiar, com diminuição de vínculos afetivos, conflitos com relação à sexualidade e sensação de incapacidade e inadequação frente ao aumento de demandas escolares e sociais, além de ser nessa faixa etária que muitas das doenças psiquiátricas começam a se manifestar, eventualmente já com episódios graves e tentativas de suicídio, especialmente quando associados ao início precoce de uso de bebidas alcoólicas e outras drogas. 

Para as duas profissionais, a melhor forma de ajudar e prevenir o suicídio é mesmo buscar ajuda e informações sobre o sofrimento psicológico e transtornos psiquiátricos. “É importante que se fale mais sobre suicídio de modo responsável, desmistificando o tema e acabando com o preconceito que ainda existe, estimulando o tratamento”, lembra Gisele. Familiares e amigos também precisam ficar atentos ao comportamento para que ajudem quem está sofrendo a buscar ajudar, acrescenta Sephora.

Os principais desafios para enfrentar o problema, avaliam as especialistas, são os estigmas e tabus que percorrem o tema. “Suicídio é a conseqüência irreversível de sintomas não identificados a tempo para tratamento. Por isso é importante investir em informação para população e treinamento para os profissionais de saúde”, pontua a psicóloga. Gisele, por sua vez, reforça que para ajudar a vencer o problema é necessário conhecê-lo melhor. Por isso, ela destaca a importância do profissional de saúde preencher as fichas de notificação obrigatórias quando há tentativas de suicídio ou suicídio já consumado. “O melhor modo de enfrentar os estigmas é com educação e informação de qualidade para toda comunidade”, finaliza a psiquiatra.

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Estamos acompanhando as mudanças da nossa sociedade, com novas configurações familiares, e hoje é raro ver o modelo que imperava há algumas décadas, com o homem sendo o único provedor da casa e a mulher se limitando ao papel de cuidar do lar e dos filhos. Essas mudanças são positivas, com pai e mãe ocupando espaços diferentes e promovendo um novo modelo de educação para os filhos.

Antes os pais estavam mais “distantes” da criação dos filhos, havia menos diálogo, menos convívio e sensibilidade para viver os ganhos e as dificuldades das crianças. O homem cuidava apenas da parte financeira da casa, jogava vídeo game ou assistia ao jogo de futebol junto com o filho, e a mulher era responsável por levar ao pediatra, ia sozinha nas reuniões da escola e cuidava da alimentação dos pequenos, entre outras coisas. Hoje essas atividades não são mais exclusivas nem fazem parte do papel da mãe ou do pai. No geral, muitos casais fazem isso juntos e muito bem.

E essa mudança de comportamento, claro, tem relação direta com a entrada da mulher no mercado de trabalho, uma vez que ela passou a dividir o orçamento doméstico e também precisa da ajuda do parceiro para as tarefas da casa e com as crianças. Essas mudanças de conduta também têm relação com as novas configurações familiares, como casais homoafetivos, mulheres e homens que assumiram a maternidade/paternidade sozinhos, crianças criadas por avós, tios, etc.

É importante ressaltar que essas transformações que estão acontecendo nas relações familiares e na forma como pais e mães criam os filhos não são moda, não são efêmeras. São mudanças sólidas, que estão ajudando a estabelecer nova maneira de educar nossas crianças. É claro que cada casal sabe a melhor forma de educar seus filhos, por isso a atenção deve estar na função dos papeis e não apenas na figura. A participação mais ativa do pai e a desconstrução de papeis que "são da mãe" ou "são do pai" devem ser feitas, pois hoje em dia o espaço é de ambos.

Os dois estão trabalhando muito, crescendo em suas carreiras, e da mesma forma que estão crescendo lá fora, a parceria deve se estender para dentro de casa. A cultura nos ensinou qual é o papel da mãe e do pai, mas hoje as discussões estão transformando a forma como analisamos estes papeis, apontando que ambos podem exercer qualquer atividade quando o assunto é o cuidado e afetividade em relação aos seus filhos, e trazendo ressignificações importantes neste processo.

Pelo lado afetivo, muitos estudos mostram a importância do cuidador mais presente na rotina e na educação dos filhos. E isto vai além da presença física. É importante que os pais não "estejam" apenas com os filhos, mas que dialoguem, discutam, conversem, tenham uma comunicação próxima e de qualidade! No caso de crianças, é importante brincar com elas, assistir desenhos e filmes juntos, fazer tarefas escolares juntos e ensiná-las algumas atividades de rotina (ex. práticas de higiene, cuidados com os próprios pertences, comportamentos relacionados à alimentação, hábitos de estudo).

É fundamental lembrar que os pais são modelos na vida dos filhos, sejam modelos bons ou ruins. E sem dúvida há o aumento da probabilidade das crianças crescerem mais confiantes e com maior autoestima e responsabilidade ao serem expostas a um ambiente em que os pais são mais participativos e que se envolvam mais.

Feliz Dia dos Pais!

Por: Claudia Cantero

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As psicólogas Cibely Pacífico e Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir, ministraram palestra para pedagogos e professores do ensino fundamental e médio, que atuam no Hospital do Câncer de Londrina e no Hospital Universitário e que atendem crianças que estão internadas nessas instituições. A palestra fez parte de um projeto de capacitação continuada para esses profissionais. O título da apresentação foi “Análise do Comportamento e Neurociência: Contribuições para a Aprendizagem no Contexto Hospitalar”.

Conforme Cibely, o convite para a palestra partiu dos próprios hospitais, pensando mesmo na capacitação desses profissionais que atendem os estudantes em situações especiais e também nas dificuldades de aprendizado que as crianças têm nesse contexto hospitalar. “As dúvidas abrangem desde os efeitos dos tratamentos e da medicação na criança até alternativas para deixar as aulas nesses ambientes mais atrativas e menos cansativas para os alunos”, destaca a psicóloga.

Cibely observa que dentro desse contexto hospitalar, mesmo que a medicação não altere aspectos cognitivos da criança, como atenção e memória, o fato dela estar hospitalizada a deixa mais vulnerável também a alterações emocionais, pode provocar estresse, às vezes depressão e ansiedade. E esses contextos emocionais, acrescenta Priscila, interferem no desempenho  cognitivo e em como a criança vai aprender. “E os materiais de ensino precisam sim ser diferentes, mais lúdicos, não dá para ser como no ensino formal, como na escola regular. Precisa ter alguma coisa para chamar a atenção da criança e ajudá-la a se motivar e a participar", frisa Priscila.

Cibely destaca que as aulas são ministradas diariamente, exatamente para as crianças que estão internadas não perderem o conteúdo. Alguns pacientes são atendidos no leito e outros estudam em uma sala preparada no hospital para essas atividades. A questão da criança ter aula no hospital, lembram as psicólogas, é direito garantido por lei e muitas vezes isso ajuda no tratamento porque é como se mudasse o foco, que deixa de ser a dor e a doença. “A criança se sente melhor, mais capacitada, melhora a autoestima e pode aliviar o estresse.”

Os professores são da rede pública de ensino e são cedidos para essas atividades no hospital. Além dessa atividade com as psicólogas, eles participam de outras palestras e outros cursos.

Essa palestra, segundo as psicólogas, foi vinculada ao projeto da ABPMC Comunidade, da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental, que tem a proposta de divulgar a análise do comportamento para a população em geral de forma gratuita.

 
 
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Há pouco menos de duas décadas temos observado mudanças em relação à comunicação, com a dinâmica de troca de palavras se aprimorando: ao invés de cartas utilizamos e-mails ou outras formas mais rápidas para se comunicar, como as mensagens por aplicativos. Tudo isso é reflexo da tecnologia. A comunicação, por sua vez, precisou acompanhar os avanços tecnológicos, consequentemente alterando também a forma que as pessoas expressam afeto e amor.

Hoje as palavras rapidamente são escritas e enviadas, oportunizando que a comunicação aconteça em um curto espaço de tempo. Esta economia de “tempo” acontece também com as palavras, muitas vezes substituídas pelos famosos “emoticons”, que representam estados de humor, aprovação, negação, saudações, despedidas e afeto. E como ficam os relacionamentos amorosos nesses tempos modernos?

Os namoros podem iniciar de forma virtual, a partir de redes sociais ou mesmo sites e/ou aplicativos especializados. Observamos que esses canais têm sido interessantes não só para os mais tímidos, mas também se tornou um ambiente atraente para pessoas que não se identificam com o flerte em bares e baladas, ou mesmo para adultos de meia idade. E isso funciona?

Pode funcionar! As relações também estão passando por mudanças e há muita experimentação. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman fala sobre a liquidez das relações modernas, onde nada é feito para durar, as pessoas estão se acostumando à facilidade de “desconectar-se” e rapidamente se desvencilharem umas das outras.

Para que funcione, porém, é importante que o investimento em conhecer o outro não seja feito pela metade ou de forma pouco tolerante e volátil. Hoje identificamos, principalmente nos mais jovens, imediatismo e busca por prazeres momentâneos, talvez já em consequência desta liquidez que vivemos. É como se as pessoas já tivessem que vir prontas apenas para se encaixarem aos nossos moldes, sendo proibidas de frustrar nossas expectativas, quando na realidade precisamos ajudar o outro a superar suas próprias dificuldades, resultando então em algo positivo para a relação que se constrói.

As relações de qualidade são compostas por sentimentos mais profundos de companheirismo e cumplicidade, sendo acompanhadas por respeito, amor, compatibilidade, flexibilidade e tolerância. Quanto menos tolerantes, menos investimos e lapidamos nossas relações.

A tecnologia pode favorecer os encontros, mas a permanência, e qualidade, da relação só pode ser mantida com as trocas positivas e tolerantes que se faz.

Por: Natália Mendes Ferrer

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A próxima edição do CinEvoluir, evento promovido pelo Núcleo Evoluir, acontece amanhã, dia 27 de maio, a partir das 14 horas, e vai exibir o filme “Um Novo Despertar”. Dirigido por Jodie Foster, o filme tem como tema central a depressão. No elenco, Mel Gibson, Anton Yelchin e a própria Jodie Foster. Ao final da sessão, como nas edições anteriores, acontece um bate-papo entre os participantes sobre as principais questões do filme, sob a ótica da Análise do Comportamento, com os psicólogos do Núcleo Evoluir em Londrina. A sessão acontece no auditório do Ed Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500).

O filme, segundo a psicóloga Paula Cordeiro, aborda a história de um homem com padrões de comportamento depressivos (apático, triste, desanimado). Dono de uma empresa de brinquedos, ele vê os negócios com problema, além de estar com dificuldades no casamento e na relação com os filhos. “O personagem tenta o suicídio, mas depois desse fracasso, ele recolhe um fantoche de castor do lixo e começa a usá-lo diariamente”, conta Paula. O Fantoche parece tomar vida e, por sua vez, organizar a vida de Walter, vivido por Mel Gibson. As vendas de sua empresa disparam e o relacionamento no casamento e com o filho mais novo melhora. O filme, destaca a psicóloga, gira em torno da vida do personagem com o fantoche e como ele faz para se livrar dele.

O filme tem uma dose de humor, mas retrata a questão da depressão com muita responsabilidade, conforme pontua Paula.  “O tema depressão é retratado de forma dura e pesada, com cenas engraçadas para tornar as situações mais reais”, descreve.

Segundo a psicóloga, após a exibição do filme, o bate-papo com os participantes deve abordar como as psicopatologias podem aparecer de diferentes formas e ainda discutir os contextos que as favorecem. “Andar com um castor na mão pode ser considerado loucura, surto psicótico. Mas no contexto do filme ele é seguido de sucesso”, exemplifica.

Serviço:

CinEvoluir de Maio

Filme: Um novo despertar

Data: 27 de maio

Local: Auditório do Edifício Torre Di Pietra (Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 / 3037-0470

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A influência da tecnologia nas relações interpessoais é o tema da palestra que as psicólogas Paula Cordeiro e Claudia Cantero, do Núcleo Evoluir, farão no dia 24 de maio, às 19h30, durante o X Congresso de Psicologia Unifil.  Batizada de "Vida Digital: Somos tão livres quanto pensamos? Uma discussão sob a perspectiva analítico comportamental do episódio 'Nosedive', de Black Mirror", a palestra vai debater sobre um dos episódios da consagrada série do Netflix.

O enredo de “Nosedive” - que se passa no futuro - conta a história de Lacie, uma moça obcecada em agradar os outros, mas que acaba se tornando impopular em uma rede social. Ela vive em um mundo onde as relações humanas são balizadas por avaliações baseadas em estrelas concedidas por um aplicativo. Quando Lacie deixa de receber as avaliações necessárias para garantir uma boa popularidade, passa a ser excluída da convivência com pessoas que até então eram próximas.

“A palestra irá promover uma discussão embasada na perspectiva da Análise do Comportamento e abordará de que forma a influência da tecnologia tem impactado nossas relações interpessoais, os nossos valores e a maneira de nos comportarmos na nossa sociedade”, afirmam as psicólogas. O episódio, segundo elas, chama a atenção sobre a necessidade de discutirmos sobre as consequências e limites do uso constante das mídias sociais, no impacto das mesmas nas relações afetivas e também nas relações profissionais.

O X Congresso de Psicologia da Unifil será de 22 a 25 de maio, na própria universidade. A programação completa está no site http://web.unifil.br/eventos/psicologia/.

Serviço:

Palestra "Vida Digital: Somos tão livres quanto pensamos? Uma discussão sob a perspectiva analítico comportamental do episódio 'Nosedive', de Black Mirror"

Com Paula Cordeiro e Claudia Cantero

24 de maio

19h30

Local: Unifil

Inscrições: http://web.unifil.br/eventos/psicologia/

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