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Por Gisele S. Teixeira Bellinello - psiquiatra

Lara, 18 anos, prestes a fazer vestibular, de repente, começa a sentir dor no peito, palpitações, coração acelerado, falta de ar e sufocamento intensos, tremores, suor excessivo, náuseas e dores abdominais, tonturas, formigamentos, parecendo que parte do corpo está anestesiada, uma sensação insuportável de que irá morrer; imediatamente procura o pronto socorro, com pressão um pouco alta, logo após o atendimento os sintomas diminuem, fica em observação, realiza os exames necessários, com resultados normais e é informada pelo médico que a crise não tem origem cardíaca, não entendendo o que lhe aconteceu. As crises se repetem, tornando-se cada vez mais frequentes e surgindo um medo intenso de sofrer uma nova crise, isolando-se das amigas para evitar saídas e atividades de lazer, passando a evitar reuniões e lugares fechados ou aglomerações, com medo intenso de sair de casa, dificuldade para ir ao cursinho e estudar em casa. Após longo período de sofrimento, por insistência de sua prima, que já estava em tratamento e sentia-se bem, vai à consulta com psiquiatra e descobre o que está acontecendo: tem síndrome do pânico.

O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome (ou Transtorno) do Pânico é um dos transtornos de ansiedade, ocorre em 2 a 4% da população, geralmente se inicia no fim da adolescência ou no adulto jovem, mais em mulheres, podendo ter um curso crônico e recaídas quando não tratado. É associado à desregulação de circuitos cerebrais e neurotransmissores, especialmente serotonina, à presença de familiares com transtornos depressivos ou de ansiedade, a situações de estresse ou mudanças e à história de traumas na infância.

Caracterizada por crises de ansiedade muito intensa, com frequência sem fator desencadeante, podendo ter uma gama de sintomas psíquicos e físicos, como tremores, sudorese, falta de ar e sufocamento, dor torácica, palpitações e taquicardia, tonturas, sensação de desmaio, náuseas, vômitos, dor abdominal, ondas de frio ou de calor, medo intenso de perder o controle ou enlouquecer, sensação de que está morrendo ou sofrendo um ataque cardíaco. Sem tratamento, os episódios tornam-se muito frequentes e surge o medo de ter novas crises, fazendo com que haja limitação cada vez maior, reduzindo atividades prazerosas e o bem-estar.

Podem ocorrer repetidas buscas por pronto atendimentos ou cardiologistas com resultados dos exames normais e muitas vezes há demora e dificuldade em aceitar a avaliação especializada do médico psiquiatra.

Tratamento

O melhor tratamento é a associação de medicamentos e psicoterapia, atividade física regular, rotina de sono, redução da ingesta de cafeína e estimulantes, exercícios de relaxamento e meditação, entre outros. Há uma variedade de medicamentos disponíveis, com diversos mecanismos de ação e distintos perfis de efeitos colaterais, por isso é fundamental a avaliação psiquiátrica criteriosa para escolher individualmente a melhor opção, visando cessar os sintomas e retomar a qualidade de vida.

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No mês mais romântico do ano, a equipe do Núcleo Evoluir em Londrina se inspirou e decidiu debater como anda o relacionamento das pessoas em tempos de redes sociais. Os psicólogos Paula Cordeiro e Paulo Guerra vão realizar a palestra “Amores Reais em Tempos Digitais: Como as redes sociais e a era digital afetam a comunicação dos casais?”. O evento acontecerá no dia 19 de junho, às 19 horas, no Auditório do Edifício Torre de Pietra. Os psicólogos vão discutir e trocar ideias com os participantes sobre esse momento que estamos vivendo e como os casais podem se relacionar melhor e superar os desafios que chegam com a tecnologia.

“Vamos abordar a forma como a tecnologia tem afetado nossos relacionamentos”, reforça Paula, destacando que hoje é muito comum ver casais juntos em um evento social, jantando, mas sem conexão entre eles pois cada um está mexendo no seu celular. “Muitas vezes há um distanciamento entre os casais, brigas acontecem por ciúmes de curtidas em outros perfis ou mesmo por causa de seguidores. Relacionamentos começam e terminam pela internet, pelas redes sociais”, lamenta a psicóloga.

Durante a palestra, acrescenta ela, a ideia é abordar os benefícios e os prejuízos que a conectividade virtual pode trazer para as relações. “Pretendemos discutir temas como confiança, ciúmes e traições em uma época que permite que você tenha uma vida online e outra offline”, pontua Paula. Além disso, o objetivo é ajudar a melhorar o diálogo de um casal e a construir um relacionamento real em um mundo quase 100% digital.

Serviço:

Evoluir Comunidade

Palestra: Amores Reais em Tempos Digitais

Dia: 19 de junho

Horário: 19 horas

Local: Auditório do Edifício Torre de Pietra (Av Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 ou 99813-2629 (Whats)

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Por Bruna Senhorelli, estagiária do Núcleo Evoluir

Em 1982, a ONU instituiu o dia 04 de Junho como Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. No entanto, essa data não é motivo para comemoração, e sim de reflexão e debate.
Tendemos a recriminar quem agride mulheres, animais, pessoas de diferentes credos, etnias ou orientação sexual. Então, porque consideramos normal bater em uma criança? Por muito tempo a violência contra a criança foi considerada uma prática habitual, sendo aceita e justificada socialmente pelo seu “intuito  disciplinar”,  sendo vinculada ao processo educativo. O reconhecimento dessa prática como  um problema e a defesa dos direitos da criança são relativamente recentes. No Brasil, a implementação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em 1990 passou a assegurar em lei a proteção integral de crianças e adolescentes brasileiros, representando um marco no enfrentamento dos maus-tratos contra essa população.
Os maus-tratos não se resumem só à agressão física: a negligência e os abusos sexuais e psicológicos também são formas de violência as quais as crianças são frequentemente submetidas. Na maioria das vezes, a violência ocorre dentro de casa: segundo dados da UNICEF, 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes são causadas por parentes próximos. Entre as práticas mais recorrentes, estão o afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento e queimadura.
A aprovação da Lei n° 13.010 em 2014, conhecida popularmente como “Lei da Palmada”, trouxe muita polêmica e repercute até os dias atuais. A legislação que tem como objetivo proibir qualquer punição corporal como meio educacional representou um avanço na luta contra a violência infantil, na tentativa de romper com a aceitação e banalização do uso de castigos físicos contra crianças. No entanto, há muito o que ser feito: no nosso país, a violência é a maior causa de morte em jovens e crianças de cinco a dezenove anos, configurando-se como um importante problema de saúde pública.
Combater a agressão infantil é uma tarefa difícil, visto que na maioria das vezes as vítimas mantém a agressão em segredo, seja por medo ou vergonha. Dessa forma, se faz necessário que toda a sociedade zele pela segurança das crianças, estando atentos e vigilantes à quaisquer sinais de violência. Em decorrência disso, em 2001, o Ministério da Saúde determinou que os profissionais da saúde notifiquem imediatamente qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes.
? As consequências da violência infantil podem ir muito além de uma cicatriz. Entre os prejuízos acarretados pelos maus-tratos na infância estão défices no desenvolvimento intelectual, cognitivo, social, físico e sexual, dificuldades na regulação emocional,  problemas interpessoais em contexto escolar e familiar, baixa auto-estima e até suicídio.  Além disso, diversas pesquisas apontam que a ocorrência de agressão durante a infância pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, transtorno de estresse pós-traumático,  transtornos de personalidade, abuso ou dependência de álcool, transtornos alimentares entre outras psicopatologias.
?Apesar de a punição corporal produzir um efeito imediato que mantém a utilização desta prática, ela também produz alguns efeitos nocivos, como a raiva, medo e isolamento. Após ser punida, a criança pode generalizar aquele evento ruim para quem o aplicou, passando a sentir medo, raiva e evitando ficar perto de seus pais, além de não seguir suas orientações quando quem lhe puniu não está vigiando. Além disso, punir um comportamento inadequado não faz com que o comportamento adequado apareça, pois a punição não ensina nenhum comportamento novo, apenas suprime o antigo: a criança não aprende ao apanhar pois não tem a oportunidade de aprender a fazer diferente.  
Ao utilizar da punição para educar os filhos, os pais estão lhes fornecendo um modelo de agressividade, que poderão vir a ser agressivos no futuro.  Se você bate em seu filho porque foi criado assim, está reproduzindo o exemplo que seus pais lhe deram e ensinando ao seu filho que a violência é  a única maneira de solucionar os problemas.  ?Deve-se lembrar, no entanto, que evitar o uso de punição não é sinônimo de uma criação sem limites: estabelecer limites é ensinar à criança o que é e o que não é permitido.  No entanto, é mais eficaz ensinar e valorizar os comportamentos desejáveis e adequados do que punir um comportamento inadequado.

Referências:

Martins, C.B. G, & Jorge, M. H. P. M (2010). Maus-tratos infantis: um resgate da história e das políticas de proteção. Acta Paulista de Enfermagem, 23(3).

Maia,  ., Guimarães, C., Carvalho, C., Capitão, L., Carvalho, S., & Capela, S. (2007). Maus-tratos na infância, psicopatologia e satisfação com a vida: um estudo com jovens portugueses.

Souza, C. M. G., & Reis, M. (2006). Os efeitos da punição sobre o comportamento de crianças e adolescentes. Revista de psicologia [Versão Online].

Canaan, S., Neves, M. E., Silva, F., & Rober, A. (2002) Compreendendo seu filho: uma análise do comportamento da criança. Belém: Paka-Tatu.

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Por Isabella Canezim, estagiária do Núcleo Evoluir 

Em vários ambientes de trabalho já encontrei aqueles painéis de contagem de acidentes. Dizem que a placa CIPA – como é vulgarmente chamada – é importante para ter controle estatístico da quantidade de dias em que não há eventos lesivos no ofício e para promover a segurança dos trabalhadores daquele lugar. Podemos vê-la em corredores de grandes empresas, indústrias, construções civis  e vários outros lugares. Ultimamente, tem me chamado a atenção o fato dela também ser utilizada em algumas universidades – em específico, a que estou quase me formando. 

Depois de observar, por quase cinco anos, um imutável “trinta e quatro” nesse painel, tenho me questionado sobre a fidelidade desses registros. Sobre os critérios os quais estão fundados. Sobre os esforços para evitá-los. Sobre estratégias de marketing. Sobre humanidade. Em síntese, essa temática me trouxe de volta à realidade das estatísticas– de eventos essencialmente humanos.

Enquanto estudante de psicologia, o questionamento teimoso de realidades meramente visíveis é incessante. A escolha de relacionar-se integralmente com o outro requer, primordialmente, o desejo da busca de si. Mais precisamente, do ser-para-si. Tendo a consciência de que, ao nos defrontarmos com o mundo, precisamos romper com a identidade de uma de relação “de-si” para uma relação “para-si” e sermos responsáveis pelos nossos projetos e escolhas, podemos captar a realidade ontológica do outro em seu verdadeiro ser. Ao saber que essa relação concreta está ligada às nossas atitudes, nos tornamos responsáveis ao ser-para-outro. 

A imersão absoluta na estrutura do ser que escolhe compartilhar conosco a sua realidade requer um longo e florescente caminho. A formação desse vínculo vai desde o acerto de um olhar aconchegante que pode, sem dúvidas, ser um refrigério a uma alma em dessossego, até correr o risco de sugerir uma última palavra, ser meticuloso na tentativa de inserir uma ideia que atravessa uma capa protetora e remenda a ferida aberta que sangra. 

Dentro desse cenário, é previsível que, para alguns futuros profissionais da área, a parte mais temível disso tudo é que não nos dispomos de instrumentos físicos que possam facilitar o manuseio do trabalho. Não há bisturis nem chaves de fenda. A exigência é mínima em extensão e máxima em profundidade. O instrumento do psicólogo é somente e exclusivamente ele, a sua construção enquanto sujeito que mergulha no mundo, assume responsabilidades e é fundado em si próprio para, assim, ser para o outro que está desconstruído e necessita de um auxiliar para erguer seu edifício.

A indisposição ao se dispor inteiramente a esse universo transporta alguns desses sujeitos a um escalão que deveria estar numa região limítrofe – se não muito distante – do que se chama psicologia. Algumas pessoas realmente não deveriam estar onde estão dentro desse curso que é tão responsável ao apresentar o seu intento.

A insensibilidade a conteúdos intimamente humanos não me parece ser uma característica típica de estatísticos. Aparentemente, isso também tem sido observado dentro da psicologia. Não me surpreende perceber que os números descritos no painel da minha universidade permanecem intactos mesmo após a ocorrência de casos de suicídio entre estudantes de psicologia. A falha na comunicação dos “acidentes de trabalho” não é refletida apenas pela suposta maquiagem elaborada por membros da instituição para a preservação de bons números e notoriedade, mas também pela gigantesca falta de ética na análise de uma situação tão vulnerável, percebida no público que mais deveria, em tese, se preocupar em tornar isso público de forma adequada.

Depois de um ligeiro prefácio contextual, deve ficar clara a compreensão de que o tema central desse texto é um problema que apresenta déficits em  muitos aspectos da sua construção e que percorre uma longa linha do tempo. Por mais que o panorama realístico trazido aqui tenha um caráter depreciativo, não devemos nos debruçar inteiramente nele – esse não é o objetivo. 

Depois de perceber a topografia da repercussão do mais recente caso de suicídio nesse cenário acadêmico, é exaustivo ver que, mais uma vez, a psicologia falhou.

A pergunta que se faz é: onde está, exatamente, essa lacuna? É tão remota a ponto de questionarmos o nosso posicionamento frente aos infortúnios que nos surgem; ou a nossa falta de susceptibilidade à percepção de sinais mínimos da sua emergência? Estamos evitando falar a respeito do assunto por nos encontrarmos domados por um estado de medo da eclosão das mais variadas interpretações sobre o caso? Podemos até supor que muitos estão acostumados com a teoria da probabilidade – sim, há erros nas observações sistemáticas, presume Thomas Simpson – e, diante dessas curvas probabilísticas, só nos resta aceitá-las.

Logicamente, é inconveniente atribuir todo o peso do compromisso de uma circunstância fatal, que engloba vários fatores de risco, a um único indivíduo que poderia, de fato, depositar toda a sua diligência para evitar essa máxima e, ainda assim, fracassaria. O alvo central do levantamento dessas questões é trazer à tona a possibilidade da existência de lapsos na construção de um sujeito que deve se posicionar de forma integral a frente daquele que busca por integração.

O manuseio da ética na análise e condução de um sujeito que se apresenta transitável para modificação é uma competência tão primeva que é quase absurdo observar essa falta na galeria profissional daquele que se diz pronto para assumir o seu papel de psicoterapeuta. Essa mesma pessoa poderia se surpreender ao reconhecer que a ética profissional não se restringe apenas ao setting terapêutico. Constituir-se de um personagem fictício que isola seu perfil omisso e negligente pode até ser válido, à medida que isso seja mantido em outras circunstâncias quando se trata da comunicação ou exposição da realidade da sua clínica.

Lamentavelmente, isso vem acontecendo aos baldes. Se for verdade que, diante de tantas possibilidades de falhas, a lacuna pode ser preenchida– ainda que parcialmente – pelo feitio ético na condução de uma análise, muitos estão pecando nessa parte. A apatia tem tido destaque nos comentários sobre casos de suicídio. Não é muito difícil encontrar pessoas tratando esse tema como matéria de entretenimento ou jornalismo, sendo esta capaz de omitir a sua veracidade, desrespeitar uma rede de pessoas envolvidas ou discuti-los com referências a fatores comuns a casos corriqueiros. Refiro-me, ainda, exclusivamente ao público que vivencia a psicologia quase que diariamente.

Poderia nos trazer desesperança constatar, também, que a psicologia apresenta pressupostos carentes de algo que é, até então, indecifrável. Ou são, simplesmente, probabilidades e ainda que, constituída de metodologias científicas, estão inteiramente inclinadas a escorregadios, tanto na sua apresentação e condução quanto na sua aplicação e cumprimento dos seus preceitos na prática. 

Entretanto, se enxergamos por um ângulo panglossiano –há quem nunca veja os espinhos da roseira –, o caráter não-absoluto da ciência humana nos oferece a possibilidade de uma saída alternativa. É preguiçoso, de certa forma, dizer que, diante de um desafio exaustivo, mesmo depois de quebrar a cabeça e esmiuçar toda a nossa bagagem teórica e conjunto literário a respeito do núcleo do problema, não encontramos uma solução prática e específica para resolvê-lo e, feito isso, não sabemos agir fora do que manda o figurino. Até existem os que têm uma carta na manga, mas nunca fizeram nenhum truque de mágica antes.

Se falarmos de intersubjetivismo, por exemplo, sabemos que essa técnica está distante de uma clínica essencialmente comportamental. Não há conexão lógica ao ser imparcial e ao mesmo tempo compartilhar de uma linguagem própria que pode contribuir ou contrastar com a realidade do sujeito. As duas medidas são distintas em seus pressupostos, mas fornecem uma dina^mica de aproximac¸ão de abordagens que, em algum ponto, podem se complementar e preencher espaços vazios entre os limites de diferentes conflitos– porque não?

A mudança de atitude frente a uma demanda humana é emergencial. O ideal, neste momento, não é propor à psicologia alterações de cunho metodológico – ainda que viável –, mas sim, alertar seus aprendizes sobre a crescente falta de cuidado observada na tratativa e na exposição de um conteúdo que, geralmente, é ofertado de uma fonte que está frágil demais para hesitar ao contestar o sofisma ou não se encontra em vida para reagir à algidez que sua morte premeditada – inclusive sua forma – foi tornada pública.

Em matéria de ética profissional, muitos psicólogos em formação estão demonstrando esse hiato e isso reflete em uma relação entre dois seres que deveriam coexistir de forma autêntica. Deve ser tão evidente quanto óbvio que esses atributos são introduzidos, crucialmente, pelo sujeito-modelo, aquele que não sente a necessidade de vestir-se de personas dissimuladas para compor uma relação higiênica.

O caminho a se percorrer pode até exigir muitos passos para trás, mas os primeiros passos para frente podem ser mais fáceis do que se imagina. Defender a raiz semântica e representativa da ética é uma das principais portas de entrada para uma conduta livre de dissimulações e interrogações. Dar o ponto de partida nessa altura da rota é suficientemente apropriado para ter compromisso ao apanhar, manusear e caminhar com um baú repleto de conteúdos extremamente frágeis. 

Hoje, somos avisados que estamos trabalhando sem acidentes. Exigir informações quânticas fieis aos paineis não significa que estamos dando importância para dados estatísticos que confirmem os fatos. Trata-se da fidelidade e sensibilidade ao expor e respeitar a realidade humana enquanto tudo aquilo que deve nos ser acessível, por mais que não se consiga evitar uma pequena fração dela, cruel o suficiente para desencadear uma catástrofe.

A probabilidade existe e a inclinação a cometimento de erros e acertos é real na mesma proporção. Mas nós nunca devemos perder a habilidade da busca incessante de sermos nobres ao estar lidando com um sujeito sensível a qualquer decodificação de novas experiências e, muitas vezes, imprevisível. Nós nunca trabalhamos sem acidentes. Mas sempre trabalhamos.

 
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*Por Jade Miechotek, estagiária do Núcleo Evoluir

O dia 18 de maio é o dia nacional pela luta antimanicomial. A data relembra o início das políticas antimanicomiais nas décadas de 1970 e 1980 através de reivindicações dos direitos dos trabalhadores em saúde mental que atuavam em condições precárias, além dos direitos de pacientes negligenciados nas instituições conhecidas como manicômios, deixando em evidência a necessidade de uma reforma psiquiátrica.

Mas, afinal, o que é a loucura?

Comumente ouvimos frases como "só pode estar louco!". Mas, o que seria esse estado de "loucura"? Em geral, no senso comum, a loucura é popularmente referida a qualquer comportamento alterado ou delirante, resultante, ou não, de algum transtorno psicológico (como na esquizofrenia), em que as pessoas julgam como anormais ou irregulares.

O conceito está estritamente ligado com a concepção de normalidade de cada tempo e cultura. O que hoje podemos considerar como delírio, por exemplo, era considerado como manifestações divinas.

Na psicologia, pela ótica behaviorista, a loucura, assim como qualquer outro comportamento se mantém dada a sua funcionalidade. Visto que não é função tanto ética quanto prática da psicologia atribuir valor a qualquer comportamento e sim identificar o que causa sofrimento e atuar de forma sempre humana, empática, que busca integração do indivíduo e não seu isolamento, dando oportunidade do indivíduo de aprender novos comportamentos e não reforçar comportamentos danosos tanto para o indivíduo quanto para o meio que o cerca.

Hoje em dia é de conhecimento de todos, principalmente dos profissionais de saúde mental, que o modelo de internação manicomial não é suficiente para tratar o paciente e pode até agravar a condição do mesmo. Além disso, existem inúmeras terapias cientificamente comprovadas como eficazes que podem substituir o modelo de internação, através do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais do paciente, atividades alternativas e intervenções menos invasivas.

Um grande exemplo desse novo modelo de tratamento são as atividades nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que visam a reinserção social de pessoas com transtornos mentais graves, promovendo um tratamento em comunidade e não mais em isolamento.

A citação abaixo retrata o hino de Sueli Resende sobre as condições do maior hospital psiquiátrico do Brasil, o hospital colônia de Barbacena – cujas condições desumanas alavancaram e serviram de rosto na luta antimanicomial ao retratar as atrocidades cometidas a partir do isolamento social – narrado por Daniela Arbex, no livro Holocausto Brasileiro e que expõe fielmente as condições do hospital e conta as narrativas dos sobreviventes ao holocausto. Um livro impactante e emocionante sobre a política manicomial.

 

Ô seu Manoel, tenha compaixão

Tira nós tudo desta prisão

Estamos todos de azulão

Lavando o pátio de pé no chão

Lá vem a boia do pessoal

Arroz cru e feijão sem sal

E mais atrás vem o macarrão

Parece cola de colar bolão

Depois vem a sobremesa    

Banana podre em cima da mesa

E logo atrás vêm as funcionárias

Que são umas putas mais ordinárias

- Sueli Rezende (Paciente do hospital colônia de Barbacena)

 

A luta antimanicomial não é apenas o compromisso social da psicologia, mas um compromisso de ser humano.

OU

"Um ambiente físico e cultural diferente fará um homem diferente e melhor." (Skinner, 1989, p.84).

 

Referências:


LUCHMANN, Lígia Helena Hahn; RODRIGUES, Jefferson. O movimento antimanicomial no Brasil. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro , v. 12, n. 2, p. 399-407, Apr. 2007 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232007000200016&lng=en&nrm=iso  

PRADO, Rita de Cássia Ponte. Uma leitura analítico-comportamental da psicopatologia. Ano 01, Edição 02, p. 192 - 395, Nov. 2012/Jun.2013. Disponível em: http://www.faculdade.flucianofeijao.com.br/site_novo/scientia/servico/pdfs/2/Psicologia/Uma_Leitura_Analitico_Comportamental_da_Psicopatologia.pdf

 
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Todo ano, com a aproximação do Dia das Mães, somos inundados com mensagens que mostram o quanto a mãe é cuidadora, protetora, zelosa, faz tudo pelos filhos e preza pelo bem estar deles acima de tudo. O que é verdade! Porém, por trás de toda esta dedicação, existe uma mãe que também é mulher, esposa, filha, amiga, profissional. Dentro de tantos papeis que a mulher exerce, o ser mãe é um deles. Isso significa que são muitas as responsabilidades que a mulher com filhos tem todos os dias e é desafiador conciliar todas estas atividades com excelência o tempo todo. E este é o ponto.

Há um "fardo" culturalmente construído de que as mulheres precisam dar conta de tudo (e muito bem) sozinhas, mas isto foge da nossa condição humana: o de dar conta de tudo "fulltime". Por isso, contar com uma rede de apoio que permita a divisão de tarefas cotidianas, composta pelo(a) parceiro(a), pais, avós, ou seja, pessoas mais próximas desta mãe, se faz muito importante. O papel do(a) parceiro(a) não é ajudar, mas sim dividir as tarefas de casa, cuidados de higiene e alimentação do filho, buscar na escola, atentar-se às consultas ao pediatra e ao dentista, atividades extracurriculares, estar sensível às necessidades da mulher, o que inclui cuidados e tempo para ela mesma.

Em relação à vida profissional, a maioria das mulheres toma a decisão de continuar exercendo seu trabalho, o que torna a rotina de mãe ainda mais desafiadora. Exigem das mulheres que trabalhem como se não tivessem filhos, e que cuidem dos filhos como se não trabalhassem. Muitas delas entram em um processo de muito estresse e culpa por não sentirem-se boas mães quando estão no trabalho, e profissionais ruins quando estão com seus filhos. Porém, cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho e para si, o que significa muitas vezes tomar decisões difíceis, como colocar o filho na creche ainda bebê ou contratar uma cuidadora para dedicar-se ao trabalho e se ver realizada profissionalmente.

Grande parte do conteúdo desta culpa deriva desta cultura que nos ensina que o maternar deve ser em tempo integral, o que não é verdade. Não há a relação direta entre cuidado em tempo integral e ser uma mãe melhor. A variável qualidade deve mais valorizada que a variável quantidade, o que significa focar em como a mulher vive o seu tempo com o seu filho - isto é o que importa. É absolutamente normal a mulher refazer planos de carreira e imaginar-se em outras áreas para dedicar-se mais aos filhos. As prioridades podem mudar e isto é muito saudável. Sabe-se que no primeiro momento, a vida profissional pode se alterar com a chegada dos filhos, por isso é importante que a mulher esteja flexível em discutir novas possibilidades de atuação profissional caso seja necessário. E querer dedicar-se às atividades profissionais, que fique claro, não significa ser "menos mãe" que aquelas mulheres que optaram por trabalhar em casa.

Hoje, as mães estão mais seguras e dispostas a assumir que a maternidade não é todo este romance como retratado antigamente. Que ser mãe zelosa não significa "saber tudo", mas sim estar consciente em tentar fazer o melhor para seu filho, assumindo que dentro de tantos erros há o desejo de acertar e, principalmente, construir uma relação de proximidade, de afeto, de amor e de uma conexão imensurável.

Embora exista o ideal de que as mães estejam sempre bem, com filhos felizes e saudáveis o tempo todo e que não há interferência na vida profissional, o cenário atual aponta que as mulheres estão buscando falar mais sobre a maternidade real, em grupos de redes sociais, encontros e rodas de conversa em que há o apoio e a segurança deste acolhimento. Ser mãe é uma delícia, é doçura, mas também traz consigo os desafios impostos na maternidade. Quem ganha com este espaço somos nós, mamães! E que estejamos cada vez mais dispostas a nos tornarmos vulneráveis neste mar de sentimentos e sensações, conscientes que a maternidade é melhor vivida quando ao lado de pessoas que estejam sensíveis a estas questões e tornem as coisas mais leves. Feliz Dia das Mães!"

Claudia Razente Cantero é mãe da Maitê e psicóloga no Núcleo Evoluir em Londrina

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O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado em 2 de abril. A data tem o objetivo de esclarecer sobre o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) e diminuir o preconceito em relação ao tema. Como existem vários níveis de autismo e inúmeros comportamentos associados ao espectro, o diagnóstico do transtorno ainda gera muitas dúvidas.

A psicóloga Cibely Pacifico, do Núcleo Evoluir, explica que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta no início do desenvolvimento infantil. “Até o primeiro ano de idade é possível perceber alguns sinais, embora o diagnóstico normalmente ocorra quando a criança está em idade escolar”, diz.

O conceito de espectro foi adotado há alguns anos justamente porque o autismo engloba desde sintomas muito brandos até aqueles mais severos que comprometem o funcionamento da pessoa. O diagnóstico é basicamente clínico, com observação direta do comportamento e entrevista com familiares, muito embora a chamada avaliação neuropsicológica possa ajudar no diagnóstico diferencial, principalmente quando há comorbidades associadas, como déficit de atenção ou transtorno intelectual, o que dificulta o diagnóstico.

Cibely elenca que em geral o TEA tem sintomas como dificuldade de contato visual, inclusive em bebês; dificuldade de regulação emocional, interação social e modulação social, inclusive com obstáculos para se adequar a determinados ambientes ou agir de acordo com o que é esperado naquele momento; e dificuldade de comunicação que vai desde expressar os sentimentos até ser capaz de identificá-los. “Outra característica é a falta de habilidade para fazer leituras mais sutis dos acontecimentos, perceber as entrelinhas, fazer leitura ambiental... Os autistas em geral são mais literais”, pondera.

Em caso de suspeita de TEA, a dica é sempre procurar um neurologista ou psiquiatra, que são os profissionais responsáveis por fechar o diagnóstico. “Autismo não tem cura, mas tem tratamento”, afirma, lembrando que o cuidado é mais eficiente quando é multiprofissional e pode incluir medicamentos, terapia, orientação para família e escola, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

 

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O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado em 2 de abril. A data tem o objetivo de esclarecer sobre o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) e diminuir o preconceito em relação ao tema. Como existem vários níveis de autismo e inúmeros comportamentos associados ao espectro, o diagnóstico do transtorno ainda gera muitas dúvidas.

A psicóloga Cibely Pacifico, do Núcleo Evoluir, explica que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta no início do desenvolvimento infantil. “Até o primeiro ano de idade é possível perceber alguns sinais, embora o diagnóstico normalmente ocorra quando a criança está em idade escolar”, diz.

O conceito de espectro foi adotado há alguns anos justamente porque o autismo engloba desde sintomas muito brandos até aqueles mais severos que comprometem o funcionamento da pessoa. O diagnóstico é basicamente clínico, com observação direta do comportamento e entrevista com familiares, muito embora a chamada avaliação neuropsicológica possa ajudar no diagnóstico diferencial, principalmente quando há comorbidades associadas, como déficit de atenção ou transtorno intelectual, o que dificulta o diagnóstico.

Cibely elenca que em geral o TEA tem sintomas como dificuldade de contato visual, inclusive em bebês; dificuldade de regulação emocional, interação social e modulação social, inclusive com obstáculos para se adequar a determinados ambientes ou agir de acordo com o que é esperado naquele momento; e dificuldade de comunicação que vai desde expressar os sentimentos até ser capaz de identificá-los. “Outra característica é a falta de habilidade para fazer leituras mais sutis dos acontecimentos, perceber as entrelinhas, fazer leitura ambiental... Os autistas em geral são mais literais”, pondera.

Em caso de suspeita de TEA, a dica é sempre procurar um neurologista ou psiquiatra, que são os profissionais responsáveis por fechar o diagnóstico. “Autismo não tem cura, mas tem tratamento”, afirma, lembrando que o cuidado é mais eficiente quando é multiprofissional e pode incluir medicamentos, terapia, orientação para família e escola, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

 

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Desde 2013, a ONU celebra o Dia Internacional da Felicidade todo dia 20 de março. Mas não é de hoje que o assunto está em pauta. “A felicidade é quase uma fantasia que todos desejam! Imaginamos fogos de artifício, um sol brilhando, céu azulzinho...No entanto, a felicidade está mais para um adjetivo do que substantivo. Talvez um verbo. A felicidade é um momento, um caminho”, diz a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir em Londrina.

Segundo a psicóloga, “não há um ‘estado pleno’ de felicidade. Ao longo de nossa vida, vivemos situações felizes. A felicidade é então, algo que sentimos em diferentes momentos e situações”. Ela usa a metáfora de carros em uma rodovia para explicar o vaivém de sentimentos.

“Carros podem passar várias vezes ao dia por ali. São como nossos sentimentos, que não ficam ‘parados e estáticos’, mudam o tempo todo. A vida oscila, e como o sentimento interage com a vida, ele oscila também. Às vezes, imaginamos a felicidade como um serzinho que está dentro da gente, que comanda nossas emoções. Mas não é bem assim. Por isso, é normal que no mesmo dia tenhamos vários sentimentos.”

Ainda na reflexão sobre a felicidade, a escolha dos verbos diz muito. “Podemos usar o ‘estar feliz’, ‘sentir-se feliz’ no lugar do ‘ser feliz’. Assim conseguimos identificar melhor o que nos faz sentir/ficar assim. Os sentimentos – inclusive a felicidade – estão intimamente relacionados e interagindo com todo o contexto da nossa vida. Portanto, quando a nossa vida emocional e física está em um momento “saudável”, a probabilidade de termos momentos felizes é maior”, ensina Paula Cordeiro. 

A psicóloga do Núcleo Evoluir ainda lembra que hoje existe a ciência da felicidade, um tema que vem sendo muito estudado. “É importante que a ciência e pontos de estudo se proponham a estudar esse tema. Mais importante ainda é entendermos que nem sempre será possível sermos felizes. Por mais que a gente consiga entender como a felicidade funciona, não é interessante que sejamos sempre felizes. Porque isso estaria em desacordo com muitas situações de nossa vida”, enfatiza. 

Para a profissional, “em vez de tentarmos ser ‘mais felizes’ podemos tentar aprender a identificar e aproveitar os momentos de felicidade. Buscar autoconhecimento pra saber o que nos faz sentir felizes e assim poder ajeitar alguns momentos da vida com o objetivo de sermos mais felizes. Mas nada disso será suficiente se não aprendermos a viver no momento presente, pra que possamos aproveitar o momento feliz!”.

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O desenvolvimento de um País para além de questões econômicas passa pela Justiça Social, assegurando a cada cidadão as liberdades políticas e os direitos básicos e oferecendo oportunidades por meio de estratégias que minimizem os impactos das desigualdades sociais. Pensando nisso, no final da década passada a ONU criou o Dia Mundial da Justiça Social, comemorado em 20 de fevereiro, reconhecendo a necessidade de promover esforços para enfrentar questões como pobreza, exclusão e desemprego.

Gisele S. Teixeira Bellinelo, médica psiquiatra no Núcleo Evoluir em Londrina, destaca os impactos da desigualdade e pontua que há uma forte relação entre justiça social e saúde mental, que por sua vez é influenciada por fatores biológicos e do meio, contextos e situações vividas. Como exemplo, Gisele lembra que famílias mais carentes podem ter mais dificuldade de acesso a saneamento, alimentação saudável, atendimento pré-natal e ambiente adequado para o nascimento de qualidade, refletindo em maior incidência de complicações perinatais e risco aumentado de sequelas neuropsiquiátricas, incluindo déficit intelectual.

“As minorias sociais também podem ser mais vulneráveis a problemas psicológicos e psiquiátricos e ter mais dificuldade de acesso a tratamento de qualidade, como no caso da população LGBTI, que apresenta risco aumentado de comportamentos suicidas”, observa a médica.

No ambiente econômico, Gisele pontua que uma boa condição financeira e estabilidade no emprego e mercado de trabalho não são garantias de felicidade, bem-estar, equilíbrio emocional e ausências de doenças psiquiátricas. Porém, destaca ela, a instabilidade no mercado de trabalho e o desemprego influenciam negativamente a saúde mental. “Muitas vezes essa situação gera conflitos emocionais, conjugais e familiares, reduz a autoestima, aumenta os sintomas de ansiedade, crises de pânico, desencadeando ou piorando quadros depressivos, elevando o risco de comportamentos suicidas e suicídio”, lamenta a médica psiquiatra.

Relacionando o acesso à saúde e segurança de qualidade, Gisele lembra que qualidade de vida, segundo a Organização Mundial da Saúde, pode ser avaliada sob seis domínios: físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, meio ambiente (incluindo segurança, ambiente no lar, recursos financeiros, disponibilidade e qualidade de serviços de saúde, oportunidades de adquirir conhecimentos, participação em atividades de lazer) e espiritualidade/religiosidade/crenças pessoais. “Portanto, ter oportunidades e vivenciá-las de maneira positiva favorece a sensação de bem-estar e saúde mental”, reforça.

Ainda, a médica frisa que a menor desigualdade social poderia beneficiar a qualidade de vida e, por consequência, a saúde mental das pessoas, uma vez que reduziria situações de risco, ao mesmo tempo em que proporcionaria acesso precoce e de qualidade a profissionais capacitados, como psicólogos e/ou psiquiatras (dependendo do caso) para tratamento, reabilitação e retorno à funcionalidade, saúde e bem-estar físico e mental.

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