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Interação social limitada, comportamentos repetitivos e interesses restritos caracterizam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O “autismo”, como é popularmente chamado, não tem apenas uma maneira de se manifestar nos portadores da doença, o que causa muitas dúvidas sobre como diagnosticar e tratar as pessoas que o apresentam. Para informar e conscientizar sobre o TEA, o dia 2 de abril foi eleito como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data para esclarecer sobre a doença e diminuir o preconceito em relação ao tema.

“O TEA se apresenta como um conjunto amplo e complexo de comportamentos que prejudicam a interação social e possivelmente a aprendizagem daquele que o apresenta”, explica a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir, em Londrina.  Ela explica que não há um teste específico para saber se a criança se encaixa no diagnóstico. “Tudo é feito por observação clínica e avaliações complementares”, esclarece.

É possível diagnosticar o autismo a partir de 18 meses, mas normalmente a confirmação ocorre em uma idade mais avançada, a partir de 3 anos. Dificuldade ou mesmo falta de interação social e padrões inadequados de comportamento, com repetições que parecem não ter finalidade, são os principais sintomas. “O tratamento envolve profissionais de diferentes áreas, com foco na interação social”, orienta. Os medicamentos são indicados apenas para minimizar sintomas como agressividade e estereotipia.

Paula destaca que os pais de autistas devem ser amparados durante todo o processo do diagnóstico e, se possível, no decorrer do tratamento. “A informação é de extrema importância para que os pais entendam o que está acontecendo e saibam como lidar com os comportamentos do filho, além de explicar para pessoas próximas como podem ajudá-los também”, diz Paula, reforçando que “o preconceito será o maior inimigo”.

Entender que os pais não têm culpa do transtorno é um dos passos essenciais no processo. “Eles tendem a achar que fizeram algo errado ou que poderiam ter evitado, mas não há ligação comprovada entre nenhum evento específico e o TEA. Os pais continuam tendo o mesmo papel de orientar, educar, cuidar, proteger, e amar o filho, mas precisarão aprender uma nova forma de se comunicar”, destaca.

A psicóloga também esclarece que a inclusão dos autistas nem sempre significa ensinar a criança a se socializar no mundo. “Muitas vezes a verdadeira inclusão está em alterar alguns aspectos do ambiente, consequentemente do mundo daquela pessoa, para que seja possível que ela se comunique. Para praticar a verdadeira inclusão, nós é que temos de aprender a ouvi-los”, ensina. 

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Enfrentar os problemas do dia a dia com mais leveza e menos culpa é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. Para debater sobre as possibilidades de tornar a rotina mais leve, o Núcleo Evoluir promove no dia 18 de março, das 8h30 às 12h, um bate-papo sobre o tema: “Sonho de Consumo: o desafio de viver com alegria e leveza”. O evento - que marca o aniversário de um ano do Núcleo - será no auditório do edifício Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500) e contará com palestras da equipe multidisciplinar da clínica sobre autoconhecimento e bem-estar físico e emocional.

Participam do debate a psicóloga Claudia Cantero, a médica psiquiatra Érica Ermel, a nutricionista funcional Thaís Salomão e o coach Gabriel Martins, que também vão propor exercícios aos participantes. As inscrições custam R$ 20, 00, dão direito a certificado e podem ser feitas pelos telefones (43) 3324-4741, 3037-0470 ou 99813-2629.

“Estresse e falta de tempo em um mundo frenético resumem a forma como nos comportamos hoje”, destaca a psicóloga Claudia Cantero, para quem a sociedade atual apresenta uma excessiva preocupação com o passado ou futuro. “Ao mesmo tempo que as pessoas estão mais imediatistas, estão cada vez mais vivendo no piloto automático, com dificuldade de vivenciar e se engajar nas experiências imediatas. Trabalhamos muito e estamos sempre insatisfeitos com o que temos”, exemplifica. A proposta do evento, segundo ela, é provocar uma reflexão sobre o modo de vida atual e discutir modelos de vida que sejam mais simples e mais conectados com o momento presente.

O coach Gabriel Martins observa que cada pessoa interpreta o mundo da sua maneira e reage de acordo com essa interpretação. “Essa reação gera sentimentos diferentes para cada situação. Duas pessoas vivendo um momento exatamente igual podem ver coisas diferentes e isso as levará a diferentes estados emocionais. É possível modificarmos esse estado e aprendermos a reagir da maneira mais positiva para nossa vida”, garante ele, que vai falar, no evento, sobre possibilidades de interpretação e reação nos momentos que diminuem a alegria e a leveza no dia-a-dia.

A médica psiquiatra Érica Ermel explica que a sobrecarga de informações a que estamos diariamente expostos pode gerar um estado crônico de ansiedade e descontentamento, visto que sobrecarregamos nossos cérebros com um amontoado de ideias e comandos, por vezes até contraditórios. “Além de grandes consumidores de informações e bens materiais colecionamos memórias, dúvidas, medos, expectativas e até mágoas. Há, de fato, uma maneira de viver com simplicidade em um mundo tão complicado?”, questiona ela, que promete algumas dicas para alcançar esse equilíbrio.

Diante das pressões rotineiras, a nutricionista Thaís Salomão destaca que falta tempo para cuidar de algo essencial: a própria saúde. “Viver com saúde é essencial e vital para que possamos ter uma vida plena e feliz. O ritmo de vida moderno, porém, gera um desequilíbrio em nosso organismo como um todo, afetando diretamente a nossa qualidade de vida”, comenta. Ela ressalta também que as pessoas estão superexpostas a informações sobre dietas e alimentos milagrosos, mas infelizmente não conseguem mudar a relação com a comida. No evento, Thaís vai explicar que os alimentos não são inimigos, mas aliados da boa saúde, e dar dicas sobre como equilibrar a alimentação sem paranoias e radicalismos.

Serviço

“Sonho de Consumo: o desafio de viver com alegria e leveza”

Data: 18 de março

Horário: 8h30 às 12h

Local: auditório do edifício Torre Di Pietra (Av. Ayrton Senna, 500

As inscrições custam R$ 20, 00, dão direito a certificado e podem ser feitas pelos telefones (43) 3324-4741, 3037-0470 ou 99813-2629 (whatsapp).

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Os professores da Maple Bear Canadian School em Londrina vão participar de um curso na próxima quinta-feira, dia 19, de “Prevenção de Bullying no Ambiente Escolar”. O treinamento acontecerá na sede da escola (rua Dr. Carlos da Costa Branco, 237, Jardim Nikko), às 13h30, e será ministrado pela psicóloga Cibely Pacífico, do Núcleo Evoluir, e tem por objetivo ajudar os professores a identificarem indícios de bullying entre as crianças o mais rápido e evitar que o problema cresça.

A diretora da escola, Andrea Pizaia Ornellas, comenta que a prática do bullying é uma possibilidade no ambiente escolar e por isso sentiu a necessidade de promover esse treinamento para deixar os professores mais preparados. “Na Maple não é comum o bullying pois nossos professores estão bem atentos a estas questões. Mas avaliamos que seria importante reforçar esse preparo e assim ajudá-los a conversar com as crianças sobre o respeito aos outros e sobre diferenças”, observa Andrea.

Cibely acrescentou que no curso vai abordar questões como os tipos de bullying, como identificar envolvidos, como identificar a ocorrência do problema, o que é uma situação de crise e como os professores podem agir, as consequências dessa prática e como desenvolver estratégias de prevenção. “Também será incluído o papel da família, da escola e do próprio aluno”, frisou a psicóloga.

Ela lembra que identificar o bullying entre os alunos não é uma tarefa fácil, já que uma das suas principais características é a violência velada. Os professores, por sua vez, são capazes de acompanhar a evolução dos alunos no ambiente escolar, tornando-se peças fundamentais para a identificação de conflitos. “É importante que os profissionais de educação observem as mudanças comportamentais dos alunos e se atentem para suas causas".

Entre as mudanças de comportamento ela aponta dores de cabeça e estômago frequentes, oscilações de humor, material escolar danificado, marcas de agressões corporais, medo ou falta frequente às aulas, tristeza, ansiedade e depressão.

A psicóloga pontua que as consequências do bullying não são nocivas apenas para a vítima, mas também para o agressor, testemunhas, o próprio ambiente escolar e outras instituições. “Quanto antes identificado, menores serão os danos”, alerta. Cibely lembra que em casos de conflitos é importante acolher a vítima, ouvir as histórias e validar seus sentimentos. E também é fundamental acolher o agressor, tomando o cuidado de não expor o aluno, e respeitar o regimento da escola.

Ainda, deve-se conversar com os pais ou responsáveis e analisar o contexto em que as crianças estão envolvidas. A partir disso, pensar em intervenções tanto individuais quanto com a turma, a fim de remediar consequências e prevenir futuros problemas e novas situações de bullying. No caso de quem pratica é importante investigar as causas desse comportamento agressivo e tratá-las, uma vez que o agressor também apresenta sofrimento, assim como a vítima.  “Cada caso é único e precisa ser avaliado com cuidado”, frisa.

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Chegou aquele momento de pensar no que aconteceu no ano que está terminando e se planejar para o próximo ciclo. Traçar metas, fazer promessas, se alegrar pelas conquistas ou refletir sobre o que não conseguiu colocar em prática no período que passou.  “Reflexões são sempre importantes e saudáveis, desde que feitas de uma forma leve e inteligente. É importante avaliar o ano com uma dose de realismo, mas também com carinho para poder olhar para o futuro”, recomenda a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir em Londrina.

Segundo ela, as pessoas têm a mania de não enxergar coisas que deram certo e olhar com uma lente de aumento para tudo que não saiu como era esperado. Então, a reflexão sobre o ano que passou é importante e pode ser saudável, mas deve ser feita com o intuito de reescrever os planos, comemorar as vitórias e aceitar que nem tudo foi possível realizar. 

Principalmente nessa época das “famosas” promessas que não são cumpridas - emagrecer, casar, separar, trocar de emprego, entre tantos outros planos – é preciso olhar com carinho e cuidado para o próximo ciclo. “O problema desses ‘planos e metas’ é que não são baseados em ações práticas”, pontua Paula. Conforme a psicóloga, é importante que junto com os planos e sonhos, venham as ações para realizá-las. “No lugar de emagrecer, o plano pode ser se matricular em uma academia; o projeto de trocar de emprego pode ser substituído por reorganizar e distribuir currículos”, exemplifica. E é fundamental, ressalta ela, levar em conta que nem sempre as metas dependem apenas de uma pessoa para serem realizadas. “Casar e ter filhos, por exemplo, dependem de outras pessoas”, cita.

Paula recomenda ainda ter cuidado na hora de fazer o balanço do período que passou e não evitar a frustração a qualquer custo. “A frustração eventualmente fará parte das nossas vidas, é um sentimento como todos os outros. Para que ela não seja desproporcional é preciso fazer uma avaliação racional e cuidadosa dos planos que não deram certo e se perguntar: não deram certo, mas estão mais próximos de se concretizarem?”, sugere a psicóloga. “Não ter atingido uma meta não quer dizer que tenhamos que desistir dela. Antes, deve se avaliar porque não deu certo e lembrar os contextos vividos, que influenciaram no cumprimento ou não de nossos planos. “

Sobre a tradição de fazer planos e promessas nesse período, Paula destaca que socialmente o final do ano simboliza o fim de um ciclo e começo de outro. “O novo começo traz a simbologia de começar do zero, por isso as novas promessas”, reflete ela. Mas enfatiza que sempre é tempo para novos começos. “Não há necessidade de esperar um novo ano, um novo mês, uma segunda feira. A mudança começa com o planejamento certo!”

Foto: Pixabay

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O acidente aéreo na Colômbia envolvendo jogadores e dirigentes da Chapecoense, jornalistas e tripulantes na terça-feira, dia 29 de novembro, comoveu o País e o mundo. A dor, a tristeza, a frustração tomou conta do Brasil, que se viu em meio a muitas perguntas e questionamentos sobre a vida e a morte. Diante de uma tragédia como essa, como lidar com a dor, como ajudar amigos e familiares das vítimas, como superar a tristeza?

A psicóloga Séphora Cordeiro, do Núcleo Evoluir, lembra que a dor de uma perda para a morte é individual em função da história de vida de cada um. Mas ela ressalta que é possível, e preciso, oferecer apoio e ajuda a amigos e familiares. “Precisamos legitimar e acolher essa dor, estar próximos e atentos às necessidades daquele que perdeu seu ente querido, ouvir sobre sua dor e, muitas vezes, basta estar perto e em silêncio”, observa a psicóloga. Séphora ressalta que é importante ser empático para ajudar a minimizar essa dor, “nos colocar ao lado da pessoa e não apenas tentar fazê-la se sentir melhor”.

Em tragédias dessa proporção, é também comum um sentimento coletivo de tristeza. “Tragédias com grande número de mortes traz grande sofrimento às pessoas de uma forma geral porque existe uma identificação com os familiares das vítimas e desta forma sofrem como se também fossem vítimas”, comenta a profissional. Além disso, segundo ela, faz as pessoas pensarem sobre a morte e que “esta é para todos só não se sabe o momento”. “Então, é comum nessas situações pararmos para pensar de que forma estamos vivendo, se estamos felizes e realizados”, analisa Séphora, destacando que cada um lida com esse tipo de sofrimento de forma diferente, mas muitas vezes, mesmo não tendo relação direta com as vítimas precisam de acompanhamento psicológico especializado porque acabam desenvolvendo o que se chama de estresse pós-traumático.

No caso dessa tragédia com a equipe da Chapecoense, ainda há um sentimento de tristeza e identificação particular, pelo fato de ser um time pequeno, de uma cidade pequena, que cresceu nos últimos anos no futebol brasileiro e que ia disputar a sua primeira final de um campeonato internacional. “Temos uma identificação com o frágil, o menos favorecido: um time pequeno que alcança sucesso, mas é vítima de uma tragédia como essa. É como se fosse uma injustiça. Acabamos nos colocando no lugar do outro e trazendo reflexões para nossa vida”.

Em situações como essas, de tristeza coletiva, uma maneira de amenizar essa dor é por meio da solidariedade. “Lidar com a frustração é muito individual, mas nos leva a ser mais solidários e isto certamente ajuda a amenizar o sofrimento”. Nesta tragédia com a Chapecoense, é possível ver a solidariedade para com a equipe na forma como o “mundo” do futebol está reagindo e oferecendo vários tipos de ajuda, como empréstimo de jogador para as próximas temporadas, mudança no regulamento para que a equipe não seja rebaixada nos próximos anos e mesmo ser condecorada com o título de campeã sul-americana, entre outras coisas. 

Foto: Pixabay

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A próxima sessão do CinEvoluir está agendada para o dia 03 de dezembro. Nesta edição será exibido o filme “A Vila”, do diretor M. Night Shymalan, o mesmo de O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais. Como em outras edições, ao final da sessão acontece um bate papo e os participantes poderão debater as questões do filme, sob a ótica da Análise do Comportamento, com os psicólogos do Núcleo Evoluir em Londrina.

O tema central da discussão, nesta edição, será a ideologia e porque as pessoas se comportam de determinadas maneiras. O filme é de 2004, mas segundo o psicólogo Paulo Guerra, tem um viés bastante atual. O debate, acrescenta ele, vai abordar as estratégias que os governos utilizam para exercer controle sobre o comportamento dos governados. “Muitas vezes, e isso fica claro no filme, este controle ocorre pelo medo”, ressalta ele.

O filme está contextualizado em 1897: uma vila parece ser o local ideal para viver, é tranquila, isolada e os moradores vivem em harmonia. Mas algumas mudanças vão acontecendo quando os habitantes descobrem que o bosque que os cercam esconde uma raça de “criaturas misteriosas e perigosas”. O medo dessas criaturas inibe os habitantes da vila de entrarem no bosque. Mas apesar dos avisos do líder local, um jovem deseja e precisa se aventurar nesse mundo desconhecido.

De acordo com Paulo, a discussão do CinEvoluir nesta edição visa compreender melhor quais as estratégias utilizadas pelas agências governamentais para influenciar o comportamento dos habitantes. O suspense tem no elenco atores como Bryce Dallas Howard, Joaquim Phoenux e Adrien Brody.

Serviço

CinEvoluir de dezembro

Filme: A Vila

Data: 03 de dezembro

Local: Auditório do Edifício Torre Di Pietra (Ayrton Senna, 500)

Informações e inscrições: (43) 3324-4741 / 3037-0470

 
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A próxima sessão do CinEvoluir, promovido pelo Núcleo Evoluir em Londrina e que tem o objetivo de promover discussões sobre temas atuais pautadas na Análise do Comportamento, acontece no dia 24 com a exibição do filme “As Vantagens de Ser Invisível”.  A obra, dirigida por Stephen Chbosky, é sensível, delicada, divertida e forte e aborda questões difíceis do dia a dia, como a depressão. O filme foi especialmente escolhido para esta edição e vai ser uma oportunidade para se discutir a campanha mundial “Setembro Amarelo”, de prevenção ao suicídio. Ao final da sessão, acontece um bate-papo entre os participantes e os profissionais da clínica.

No filme, Charlie, personagem vivido por Logan Lerman, é um adolescente que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Ele está se recuperando de um processo de depressão e da perda de um amigo que se suicidou. Na escola faz amigos novos, entre eles Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller).

A psiquiatra Érica Ermel, do Evoluir, diz que é importante abordar esse tema das mais diversas formas, como cinema e literatura, para promover a conscientização sobre o assunto. “Ver que o problema também atinge outras pessoas pode confortar, desmistificar e facilitar a busca por ajuda”, observa. Ela ainda ressalta a relevância da campanha Setembro Amarelo e afirma que falar sobre suicídio é de extrema importância pois estima-se que 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos com estratégias adequadas, uma vez que quase todas as pessoas que cometem suicídio dão algum tipo de sinal antes de tirar a própria vida. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que cerca de 1 milhão de pessoas se suicidam todos os anos. No Brasil estima-se que o suicídio seja a causa de 32 mortes por dia, mais que Aids e diversos tipos de câncer.

Érica observa que o tema suicídio ainda é um grande tabu para a maioria das pessoas, por muitos motivos. “A morte em si já é um assunto de difícil abordagem, e quando aliada ao tema saúde mental a questão fica ainda mais delicada. Soma-se a isto a crença de que falar sobre suicídio ou perguntar a alguém sobre ideias suicidas pode fazer com que ela passe a considerar a alternativa, como se estivesse “dando a idéia” para alguém”, relata a psiquiatra.  Mas, destaca ela, sabe-se que é justamente o oposto que ocorre, trazer o assunto à tona e discuti-lo abertamente é de grande ajuda para quem apresenta este tipo de sofrimento.

A psiquiatra ainda pontua que não há algo específico que leva ao suicídio, mas acontece principalmente quando situações estressoras superam as capacidades de um indivíduo que sofre de um transtorno mental de adaptar-se a mudanças.  “Condições como depressão, ansiedade, abuso de substâncias, especialmente quando não diagnosticadas e tratadas, aumentam o risco consideravelmente”, alerta. Segundo Érica, é possível sim ajudar alguém que está enfrentando problemas, observando se houve mudança de comportamento de uma pessoa que está com pensamentos suicidas ou se ela começa a falar sobre sentir-se um fardo para os outros, de não ter razões para viver, de dizer que deseja morrer. “Aumentar o uso de álcool de drogas, se isolar dos amigos e familiares, perder interesse em atividades que davam prazer antes, agressividade, irritabilidade, tristeza também são comportamentos que precisam de atenção”, frisa a psiquiatra.

“Geralmente uma pessoa suicida não deseja a morte, mas o fim do sofrimento em que se encontra. Deve-se reconhecer os sinais de alerta e levá-los a sério, conversando abertamente sobre os sentimentos e pensamentos suicidas com a pessoa em questão”, acrescenta a profissional.

Serviço:
CinEvoluir apresenta “As Vantagens de Ser Invísivel”
Data: 24 de setembro
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Edifício Torre de Pietra (Av. Ayrton Senna, 500)
Inscrições: (43) 3324-4741 e 3037-0470

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O Evoluir – Núcleo de Psicoterapia, Neuropsicologia e Ciência do Comportamento promove mais uma edição do Evoluir Comunidade, com o curso de orientação para pais de crianças e adolescentes: “Veio sem Manual, e agora? Orientação sobre a arte de equilibrar amor e limites na educação dos filhos”. Serão seis encontros, com duração de 1h30, a partir do dia 29 de setembro, ministrados pelas psicólogas Cibely Pacifico e Cláudia Cantero.
 
O objetivo do curso, segundo as psicólogas, é auxiliar os pais no entendimento e evolução comportamental dos filhos, a fim de promover qualidade de vida e saúde emocional para a família. Durante os encontros, serão abordados temas como comportamento de crianças e adolescentes, regras e limites, como lidar com birras, promoção de habilidades parentais, desenvolvimento de autoestima e autoconfiança dos filhos e orientação para elogiar os filhos.
 
Segundo Cibely, a ideia para o curso surgiu da observação das demandas que chegam na clínica. “É muito comum nos depararmos com pais com dificuldades em relação ao comportamento e educação dos filhos. Às vezes, não é necessário um processo terapêutico longo, apenas uma orientação, como essa que vamos promover”, pontua. Cláudia ainda destaca que elas também constataram essa dificuldade dos pais em lidar com os filhos a partir de relatos e observação em escolas. “Muitos problemas de comportamento e até transtornos psiquiátricos podem ser prevenidos a partir de uma relação adequada entre pais e filhos”, ressalta a psicóloga.
 
O curso será realizado com turmas pequenas, no auditório do edifício Torre de Pietra (Av Ayrton Senna, 500). As inscrições estão abertas. Informações pelos telefones: (43) 3324-4741 ou 3037-0470.

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Será hoje o "Evoluir Conhecimento", uma promoção do Núcleo Evoluir voltada a estudantes e profissionais da área de saúde. Às 8h30, a psicóloga Renatha El Rafihi-Ferreira profere a palestra "Sono no decorrer do desenvolvimento: alterações, prevenção e intervenção”. Em seguida, às 13h30, a médica infectologista Ana Flávia Bonini profere a palestra "HIV/AIDS: aspectos clínicos e impacto na saúde mental". Leia mais na reportagem publicada pelo portal

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Subir ao podium é o sonho de qualquer atleta. Mas a trajetória até o ponto mais alto da carreira demanda esforço, treinamento, dedicação, renúncias, disciplina, orientação nutricional, reabilitação física e acompanhamento psicológico. Isso mesmo, cada vez mais tem sido destacada a importância do psicólogo do esporte, como foi o caso de alguns medalhistas olímpicos brasileiros, entre eles a judoca Rafaela Silva e o ginasta Diego Hypólito, que ao vencerem em suas modalidades agradeceram seus profissionais.

A psicóloga Priscila Sakuma, do Núcleo Evoluir em Londrina, observa que o meio esportivo, de alto rendimento, no Brasil, vem entendendo que o trabalho desempenhado por este profissional é tão importante quanto qualquer outra preparação que o atleta tenha que ter para atingir seus objetivos. Além disso, reforça que é muito importante esse reconhecimento por parte dos atletas porque possibilita o crescimento dessa área e maior visibilidade do trabalho do psicólogo. “Normalmente o papel de um psicólogo é colocado em discussão quando acontece uma derrota e, mesmo assim, de maneira superficial. Por isso é de extrema importância que esses atletas falem de suas experiências positivas com o apoio dos psicólogos do esporte”.

Ela acredita que muitas vezes a psicologia é preterida num contexto de preparação do atleta por falta de conhecimento sobre o real trabalho do profissional nessa área ou por preconceito, já que em algumas situações o termo utilizado para esse trabalho é apoio “emocional”, que para alguns técnicos qualquer um pode fazer, dando palavras de motivação, por exemplo. “Mas o trabalho desse profissional está pautado no conhecimento científico", garante Priscila.

Ela acrescenta ainda que diferente do atendimento psicológico clínico, o profissional está com seu olhar voltado para o contexto esportivo, ou seja, trabalhando todas as variáveis que estão próximas ao atleta e que podem afetar seu rendimento ou mesmo sua relação com o esporte, sem desprezar seu bem-estar.

Segundo ela, a psicologia no esporte é uma área de pesquisa e aplicações recentes. No Brasil, as primeiras referências a esse trabalho datam da década de 1950. Apesar de muita resistência, ela credita um crescimento na procura por esse tipo de profissional também à inserção da disciplina de Psicologia do Esporte nos cursos de Educação Física e Psicologia e ainda à criação de especializações para aprimoramento na área.

Crédito Foto: Roberto Castro/ Brasil 2016/ Fotos Públicas

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