Notícia RELEASE


O relacionamento conjugal é uma das bases que sustenta a família. Daí a importância de desenvolver habilidades que favoreçam interações afetivas/amorosas equilibradas e saudáveis.

O modelo de interação afetiva estabelecido entre os pais é uma variável de peso na formação emocional dos filhos. Serve como referência a ser seguida, orientando a compreensão de mundo da criança no que se refere ao estabelecimento das interações sociais e amorosas.

Se a interação conjugal é composta de comportamentos que demonstram respeito, parceria, cuidado, amor, segurança, confiança, empatia etc., o clima familiar tende a ser mais agradável, tranquilo e seguro, contribuindo para o bem-estar emocional da criança. Ao contrário, em relacionamentos conjugais onde reinam a desconfiança, a agressão, a insegurança, a dominação e a indiferença, por exemplo, instaura-se um clima “pesado”, estressante, repleto de incertezas e conflitos que se constituem terreno fértil para o desenvolvimento de dificuldades emocionais nos filhos.

Somos o resultado das interações que estabelecemos com o mundo. Nossa identidade, nosso autoconceito, nosso olhar sobre os acontecimentos da vida são construídos através das experiências que vivemos junto aos grupos sociais dos quais fazemos parte. O primeiro e mais importante deles é nossa família. É esse espaço que nos apresenta o mundo e que nos proporciona as primeiras lições de como devemos proceder ao longo de nossa existência.

O sucesso na vida adulta depende do desenvolvimento de uma série de habilidades que nos tornam mais ‘eficientes’ perante os desafios que encontramos pelo caminho. Um contexto familiar bem estruturado, onde a criança sinta-se segura e receba apoio e incentivo, será capaz de oferecer a ela condições apropriadas para o desenvolvimento de habilidades importantes como, por exemplo, a autonomia, o autocontrole, a resolução de conflitos, a assertividade nas relações interpessoais, a responsabilidade e a tomada de decisão.

Quando se vive uma relação conjugal conflituosa, abusiva ou desequilibrada, os parceiros podem tornar-se menos responsivos às necessidades dos filhos, uma vez que, envolvidos em discussões, preocupações e dores emocionais, dispensam grande parte de suas energias para a resolução desses problemas.

Sendo assim, a construção de uma relação amorosa equilibrada é primordial para a saúde emocional das famílias, e ela só será possível a partir do momento em que investirmos no desenvolvimento de um repertório adequado e eficiente para esse tipo de relação. Precisamos aprender a lidar melhor com nossos sentimentos, a fazer escolhas mais adequadas, a planejar o futuro amoroso, a resolver conflitos e a interagir de maneira mais assertiva (entre outras habilidades) se quisermos aumentar nossas chances de sucesso na construção de relacionamentos saudáveis.

Autora do texto: 

Psicóloga Ms. Renata Moreira - CRP 08/07087 - Analista do comportamento, relacionamentos amorosos e autoestima.